quinta-feira, 11 de junho de 2015

Zé Dirceu no Petrolão

Está aí a prova que faltava, ou a falta de provas que faltava pra incriminar de vez o chefe do Mensalão como partícipe também do Petrolão. Uma empresa do porte da Camargo Corrêa dispender R$ 900 mil e não ter prova alguma do motivo desse pagamento é algo estranho. Está na cara de que o dinheiro foi enviado e foi registrado como despesa de consultorias que jamais existiram. Pagavam, como se sabe, porque era esse o esquema do PT. Se não pagassem, não ganhariam mais as bilionárias licitações da Petrobras. A reportagem que segue é da Folha Online desta quinta-feira.

Camargo Corrêa não acha provas de consultoria de Dirceu

Mario Cesar Carvalho
De São Paulo

A Camargo Corrêa informou à Justiça federal no Paraná que não encontrou relatórios, documentos ou provas que comprovem as consultorias prestadas pela empresa do ex-ministro José Dirceu, a JD Assessoria e Consultoria, para a empreiteira. A empresa de Dirceu recebeu R$ 900 mil da Camargo Corrêa.

O ex-ministro já disse que prestou consultorias para a empresa em Portugal, onde a Camargo Corrêa estava interessada na compra de uma produtora de cimento, e na Venezuela.

O jornal "O Globo" revelou na edição desta quarta (10) que a empreiteira não conseguiu localizar relatórios que comprovem a prestação da consultoria por Dirceu. O pedido de comprovação havia sido feito em março pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

A suspeita dos investigadores é que os contratos de consultoria serviram para dar uma aparência legal ao repasse de propina – o que Dirceu nega enfaticamente. Dois altos executivos da Camargo que fizeram acordo de delação premiada contaram que a empreiteira pagou R$ 67,7 milhões a empresas de consultoria do lobista Julio Camargo e que nenhum serviço foi prestado. O montante, segundo os delatores, foi usado para pagamento de suborno em contratos da Petrobras.

Os executivos que fizeram essa revelação são Dalton Avancini e Eduardo Leite, respectivamente ex-presidente e ex-vice presidente da empreiteira. Os pagamentos da Camargo a Dirceu foram feitos entre 2010 e 2011. A compra da cementeira pela Camargo em Portugal não foi fechada na época, mas dois anos depois, segundo o advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro.

Entre 2006 e 2013, a empresa de consultoria de Dirceu recebeu R$ 39,1 milhões. Outras empresas investigadas na Lava Jato, como a OAS, UTC e Engevix, também fizeram pagamentos ao ex-ministro. A empresa de Dirceu continuou faturando mesmo quando ele estava preso em Brasília, após ter sido condenado a sete anos e 11 meses de prisão no processo do mensalão.

Dirceu foi preso em 15 de novembro de 2013, ficou 354 dias numa penitenciária em Brasília e desde 4 de novembro do ano passado cumpre prisão domiciliar e trabalha num escritório de advocacia.

Outro lado

Podval diz que é equivocada a ideia de que a ausência de provas materiais significa que Dirceu não prestou os serviços para os quais foi contratado. "Não tem provas porque esse tipo de consultoria não tem um trabalho físico, como um relatório, a ser apresentado. É um tipo de aconselhamento para a empresa". Segundo Podval, Dirceu viajou ao menos cinco vezes para Portugal e outras cinco para a Venezuela para ajudar em negócios da Camargo nesses países. "A gente tem a comprovação de que o Dirceu estava nos locais onde a Camargo buscava novos negócios". Em nota, a empreiteira disse que "está prestando os esclarecimentos necessários às autoridades competentes sobre os serviços prestados."

Frase da semana


Já não há mais petistas da gema; só de algemas.

Corrupto é bandido, de qualquer partido

O Jornal Nacional acaba de apresentar reportagem sobre a corrupção na Receita Estadual do Paraná. Um delator premiado entregou tudo. E disse que de uns R$ 38 milhões desviados, uns R$ 4 milhões foram para a campanha do atual governador, Beto Richa (PSDB). A PF está prendendo muita gente, inclusive o delatado como arrecadador do governador e que teria poder até de indicar secretários de Richa.

Antes que alguém diga que eu só publico fatos contra o PT, vou logo avisando: publico mais corrupção do PT porque o PT tem muito mais corrupção sendo descoberta e em volumes monetários que assustariam até os maiores bandidos da história. Com relação a esse escândalo na Paraná, minha posição é idêntica a qualquer outro escândalo: que se investigue, que se julgue, que se prove e que se condene. E que se casse quem tiver de ser cassado. Corrupto pra mim não tem partido, é tudo bandido.

No PT, 725 é muito parecido com 36.000.000

A história da contadora Rosilene Alves Marcelino que escreveu R$ 36.200.000,00 na prestação de contas de uma candidata a deputada estadual do PT - Helena Ventura - e agora que o treco foi descoberto, está dizendo que se enganou – era para escreve R$ 725,00 no lugar dos R$ 36,3 milhões – está bombando nas redes sociais.

E não é pra menos, já que a situação é absurdamente ridícula. E totalmente mentirosa, claro.

Já pensou? Uma contadora, acostumada a lidar com números, escreve oito algarismos antes da vírgula como resultado de uma conta que deveria ter apenas três algarismos e não percebe o erro na hora ?

A candidata em questão é enfermeira, não foi eleita e mesmo se fosse, não tomaria posse, pois a candidatura foi impugnada depois das eleições. Sua campanha inteira recebeu do PT a quantia de 16 mil reais. E a contadora, na prestação de contas, escreveu que ela gastou R$ 36 milhões na confecção de material gráfico.

A história seria apenas absurda, mais uma enorme mentira de gente que foi pega com a boca na botija, mas deve ter outros desdobramentos. Isso porque os R$ 36 milhões para serviços gráficos não podem ter surgido do nada na cabeça da contadora. Na prestação de contas está registrado (ou estava, agora a moça corrigiu o “engano”) que o pagamento foi feito à gráfica pertencente a Benedito Oliveira, o famoso Bené, amigo de Lula e, principalmente, de Fernando Pimentel, governador de Minas, eleito ano passado, na mesma eleição da qual Helena participou.

Acontece que Bené foi preso pela Operação Acrônimo da Polícia Federal. Duas empresas controladas por ele receberam R$ 525 milhões de órgãos do governo federal entre 2005 e 2015. A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi preso no dia 29 de maio, com mais três pessoas, e solto após pagamento de R$ 188 mil em fiança.

Resumindo: uma contadora de uma candidata do PT recebe os documentos para realizar a prestação de contas que seria entregue ao TER. Faz a prestação e nela coloca – provavelmente seguindo os documentos recebidos – que a candidata pagou a uma gráfica a quantia de R$ 36 milhões. O dono da gráfica é preso, a prestação de contas com a quantia absurda é divulgada e a contadora corre para corrigir dizendo que foi um engano, um erro numa conta cujo resultado era 725 e ela chegou ao resultado de 36.000.000.

Claro, está todo mundo acreditando na moça.  

A grande mentirosa



18 de junho de 2014:
Em tom de campanha, Dilma promete aumentar em 50% número de vagas no Pronatec

Promessa é oferecer 12 milhões de vagas. Com programa, presidente tenta consolidar marca na área de educação junto ao eleitorado jovem.


10 de junho de 2015:

Governo corta 60% das vagas do Pronatec por ajuste fiscal


Segundo o ministro Renato Janine Ribeiro, menor número de vagas em 2015 se deve à redução de 9,4 bilhões de reais no orçamento do Ministério da Educação

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Plano de marqueteiro

Deputado Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco, discursando hoje na Câmara Federal:  “A presidente Dilma prometeu em 2013, conceder, no plano de privatizações anunciado àquela época, 11 mil quilômetros de ferrovias. Passados 3 anos e, no bojo de mais um anúncio de privatizações, que o PT chama de concessões, nenhum centímetro foi concedido. Repito: nem um centímetro! E agora ela vem anunciar mais um plano, sem qualquer planejamento. Não passa de mais um plano feito não por estrategistas, por economistas, por alguém que entenda das carências do Brasil. Tenho certeza de que foi mais um plano feito pelo marqueteiro do Planalto, o senhor João Santana.” 

Greve na Prefeitura de Campinas: Jonas prova do seu próprio veneno

Em 2012 o então presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT) assumiu a Prefeitura de Campinas após a cassação de Hélio de Oliveira Santos (PDT) e Demétrio Vilagra (PT), ambos cassados por corrupção. Era ano eleitoral, Jonas Donizette (PSB), que hoje é prefeito, era candidato e o sindicato dos servidores municipais estava na mão do seu partido.

Quando as negociações salariais começaram, a Prefeitura, comandada por Serafim, avisou: por ser ano eleitoral, a lei impede que os salários sejam reajustados além da inflação oficial. Portanto, mesmo que houvesse recursos não poderia reajustar salários além do que manda a lei.

Mas Serafim resolveu ser candidato a prefeito também e, sendo prefeito e tendo algumas obras e muitas medidas moralizantes para mostrar, poderia atrapalhar os planos do então favorito Donizette.

Para desgastar a imagem do prefeito e tirar-lhe alguns votos, o sindicato, nas mãos do PSB de Donizette, não teve dúvida em fazer barulhentas assembleias no Paço Municipal, reivindicar um reajuste muito acima da inflação e ignorar totalmente a lei que impedia aumentos maiores que a inflação, fazendo uma greve que estava fadada ao fracasso.

E a greve foi mesmo um fracasso, mas durou mais de um mês, se não me engano, com a imprensa cobrindo todo dia um movimento que se restringia a algumas centenas de pessoas no Paço fazendo barulho o dia inteiro e, de vez em quando, uma assembleia mixuruca no fim do dia.

Eu trabalhava no Departamento de Comunicação da Prefeitura e todo dia produzíamos um boletim com os números da greve, baseados em relatórios que chegava das diversas unidades municipais, principalmente escolas e postos de saúde.

Em nenhum dia a adesão ao movimento chegou a 30% do total de servidores da Prefeitura. A greve estava sendo feita basicamente por aqueles que ficavam ali no Paço e por servidores da Educação e da Saúde, mas a imprensa, de modo geral, sempre afirmava que a greve continuava, raramente noticiando que ela era feita por uma minoria. E com sérios prejuízos aos mais pobres que não tinham recursos para deixar filhos com babás para ir trabalhar ou para ir a um médico particular.

A greve acabou só depois que o sindicato considerou que a imagem do prefeito havia sofrido desgaste suficiente. 

Serafim, eu fui testemunha, repetiu dezenas de vezes à imprensa o impedimento legal de atender à reivindicação de reajuste salarial. Se atendesse, diga-se, ele poderia ter as contas rejeitadas e ser cassado. Mas nenhum jornal ou rádio noticiava o absurdo de se manter uma greve cuja principal reivindicação era totalmente impossível de ser atendida pode determinação legal.

A coisa era tão descarada que o líder sindicar que comandava a greve - Marionaldo Fernandes Maciel - foi nomeado por Donizette seu secretário de Recursos Humanos. 

E hoje, ao enfrentar uma greve que também pede um reajuste salarial bem acima da inflação, com a diferença que o governo não está proibido de atender à reivindicação, Donizette prova do próprio veneno. 

O ex-presidente do sindicato, agora seu homem de confiança no RH, que foi tão eficaz ao manter uma greve absurda enganando muitos servidores e prejudicando os mais necessitados, hoje não sabe como estancar o movimento grevista que tanto desgasta a imagem do seu patrão. Bem feito. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Lula recebeu R 4,5 milhões da Camargo Corrêa

Reportagem do Estadão publicada agora à noite, baseada em laudo da Polícia Federal, revela esquema da Camargo Corrêa, empresa participante do Petrolão, de repasse de dinheiro diretamente ao Instituto Lula e à empresa de palestras dele, a LILS, no total de R$ 4,5 milhões.

Segue a reportagem  Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso.

A Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013. É a primeira vez que os negócios do ex-presidente aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobrás com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.

São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011. A revelação sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel alvo da Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça-feira, 9, nos autos da investigação.

O laudo tem 66 páginas e é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto. A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa de 2008 a 2013, período em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobrás. O documento mostra que a construtora repassou R$ 183 milhões em “doações de cunho político” – destinadas a candidaturas e partidos da situação e da oposição.

No caso dos pagamentos ao Instituto Lula e à LILS eles foram feitos nos mesmos anos: 2011, 2012 e 2013 – em meses distintos. Para o Instituto, dos três pagamentos, dois são registrados como “Doações e Contribuições”: 2 de dezembro de 2011 e 11 de dezembro de 2013. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”.
Para o LILS, cujo endereço declarado é na própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo, a empreiteira depositou em conta corrente: R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil em 17 de dezembro de 2012 e R$ 375,4 mil em 26 de julho de 2013.

Dois executivos da empreiteira, Dalton dos Santos Avancini e Eduardo Hermelino Leite, confessaram em acordo de delação premiada que foram feitas doações eleitorais ao PT após pedido do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto – preso, em Curitiba, pela Lava Jato.
O doleiro Alberto Youssef – peça central da Lava Jato – também citou o nome de Lula ao afirmar em delação à Procuradoria, no dia 4 de outubro de 2014, que “tinham conhecimento” do esquema de corrupção na estatal “o Palácio do Planalto” e “a presidência da Petrobrás”. Em seguida ele citou nominalmente o ex-presidente.

Lula não é alvo de investigação da Lava Jato. Recentemente, o ex-presidente atacou publicamente o que chamou de “insinuações” envolvendo seu nome na operação. “Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações. ‘Lá na Lava Jato vão citar o nome do Lula’. ‘Querem que empresários citem meu nome’. ‘O objetivo é pegar o Lula’.”, desabafou no ato de 1º de Maio, em São Paulo. Na ocasião, ele disse que “é bom de briga”.

 No mesmo documento pericial, constam os pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), do governo Lula. Ele é investigado por suposto uso das consultorias para empresas do cartel como forma de ocultar propina para o PT. O laudo pericial aponta que foram lançados como pagamentos entre 2010 e 2011 o valor total de R$ 900 mil, por meio de 10 depósitos bancários.

COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA.

O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente e que não existe relação entre a entidade e questões eleitorais.

“O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é uma prerrogativa de partidos políticos, portanto deve ser algum equívoco.”
Segundo a assessoria do Instituto, “os valores citados no seu contato foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo”.

Quanto aos valores para a empresa do ex-presidente a assessoria informou que “os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex-presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos. Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos.”

A nota informa ainda que “as doações ao Instituto Lula e as palestras do ex-presidente não tem nenhuma relação com contratos da Petrobrás”.

COM A PALAVRA, A CAMARGO CORRÊA.

“A Construtora Camargo Corrêa esclarece que as contribuições ao Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior.”

A canalhice do PT nos jornalões

Na manchete dos portais dos dois principais jornais do país, hoje, Folha e Estadão, a palavra “concessões” é colocada sem qualquer problema. Acontece que essa palavra foi escolhida pelo PT para substituiu “privatizações” que é o que está ocorrendo. Tendo em vista que o PT demonizou as privatizações desde quando elas foram anunciadas no governo de Fernando Henrique Cardoso, ao tentar esconder que o PT está fazendo o que condenava, os dois jornais estão fazendo o jogo sujo da retórica petista, que atribui aos seus adversários ações que ele acusa de “negativas”, mas que ele mesmo adota.

Lamentável que tanto Folha quanto Estado não chamem de privatização a privatização que está em curso.

No caso, o PT chega a inovar a velha tática leninista de acusar os adversários de fazer aquilo que ele também faz, pois primeiro critica a prática e depois a realiza.

 Leiam esse trecho da reportagem da Folha: O modelo tucano de concessões, em que o governo pedia um pagamento pela entrega do bem público ao setor privado, está de volta.
Ele rompe com o modelo adotado no PIL 1, que privilegiava concessões pelo menor preço ao usuário de portos e ferrovias, quebrando monopólios nesses setores.
Agora, o governo volta a permitir monopólios para garantir que essas concessões tenham receitas para bancar as obras e ainda um valor, chamado de outorga, destinado ao Estado.

Como se vê, para tentar sair da crise e se livrar de passivos que oneram o orçamento, o PT está privatizando vários “patrimônios do povo brasileiro”, para usar a expressão tão cara a essa corja que está no poder.

Depois de quase duas décadas metendo a boca nas privatizações do governo tucano, o PT adota o mesmo modelo e, com a maior cara de pau, chama de “concessão” o que é privatização. Canalhice é pouca. O pior é os dois jornalões entrarem nessa. 

PT: adaptando-se para não morrer já

Depois de uma saraivada de críticas ao “Plano Levy”, endossadas inclusive pelo próprio Lula, o PT resolve parar de tratar o ministro da economia do governo do PT como um agente imperialista infiltrado no partido para destruí-lo. Parece que Lula e seus asseclas descobriram que estavam dando um tiro no próprio pé, pois o tal do “Plano Levy” é a única saída que lhes resta para tentar melhorar a economia do país e tentar, com isso, ter de volta o eleitorado que fugiu.

Mas vai ser difícil. A rebeldia petista a Levy mostrou a fragilidade de um governo que se construiu em bases efêmeras, que sempre se pautou pelo discurso populista e que usou a mentira para angariar simpatias. Ao mal estado geral da economia – cuja melhora não acontecerá antes de uns dois anos – soma-se o mar de lama da corrupção, no qual o PT lançou âncoras a ponto de se tornar sinônimo de irregularidade, de propina, de malfeito e de outros vocábulos da mesma laia.

Ao suicídio rápido que traria a campanha contra Levy aliada ao desmascaramento da corrupção, o PT preferiu adiar um pouco seu suplício, na tentativa de recuperar um prestígio que deixou escapar pelo vão dos dedos. Ao anunciar apoio às políticas “neoliberais” de Levy, o PT mostra uma de suas várias caras: acuado o partido faz o que negava antes e negará no futuro o que faz agora se tudo servir para que o poder não o abandone.

A saga petista dos últimos doze anos transformou o partido num enclave fora da lei de tal modo que dificilmente ele se adaptará a uma vida fora do poder. E a missão de voltar a ser oposição se tornará ainda mais complicada porque não poderá criticar quase nada nos adversários, pois tudo que poderia ser feito de ruim a um país o PT fez. Restar-lhe-á criticar, se na oposição, o mesmo que hoje partidecos de esquerda criticam, o que, convenhamos, não é prática que angarie simpatia ou votos, tanto que essas agremiações com seus discursos esquerdistas jamais deixaram de ser partidecos. 

Assim, o PT vai assinando seu despejo do poder e, quem sabe, sua despedida da vida pública, pois se tornou tão dependente do poder que, fora dele, não conseguirá mais respirar. O grande beneficiado dessa morte, provavelmente antes dos 40 anos de vida, será o povo brasileiro.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Insegurança pública

Enquanto Magalhães Teixeira era prefeito de Campinas a Secretaria de Segurança não foi criada. Grama era contra e o motivo é óbvio: a segurança, com tropa na rua, civil ou militar, cabe, constitucionalmente, ao governo estadual e não ao municipal. Uma Secretaria de Segurança teria que abrigar uma Guarda Municipal e isso só geraria mais despesas para os sempre combalidos cofres públicos. O prefeito devia ter também outros motivos para não querer a GM e um deles, com certeza, era o nome que ele teria de nomear para a Secretaria, o então vereador Carlos Sampaio. E que acabou mesmo sendo nomeado secretário, mas só depois da morte de Grama. Já a Guarda Municipal, apesar de existir no papel desde 1991, só formou sua primeira turma em 1997.

Essa introdução me veio à lembrança ao ler uma carta, hoje, no Correio Popular. Nela, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura fala sobre a segurança no Centro de Campinas e na cidade como um todo, com muitos números e providências tomadas que, se funcionassem, a cidade hoje seria a mais segura do mundo. E não é.

Na mesma edição do jornal, um grupo de ciclistas protesta contra o roubo de bicicletas nas trilhas de Joaquim Egídio. Mais de uma dezena de ocorrências num curto espaço de tempo. Em outra página, outro grupo faz uma cerimônia de protesto também pela morte seguida de roubo (latrocínio) de um empresário. E o jornal mostra que Campinas chega à metade do ano com sete latrocínios. Em 2014 inteiro foram oito.

Não é preciso folhear muitas edições dos jornais de Campinas para saber do fracasso das medidas de segurança. Duas ou três edições dariam para registrar mais ou menos uma centena de crimes, de homicídios a roubos de bancos, de roubos de carro a latrocínios, de assalto a residências a roubos de cargas, entre outros. O fracasso se deve ao péssimo combate ao crime realizado no Brasil inteiro tanto pela Polícia Civil (que desvenda 8% apenas dos homicídios, para ficarmos apenas num tipo de crime), pela PM, que geralmente deixa a cidade às moscas, pois o efetivo é insuficiente e pela Guarda Municipal, incapaz ela mesma até para cuidar da Prefeitura, que gasta uma fortuna por mês com segurança privada.

Por isso, a carta da Prefeitura no jornal desta segunda-feira é apenas um meio de dizer uma grande mentira falando só verdades. Por isso Magalhães Teixeira não queria nem saber de criar uma Secretaria de Segurança ou uma Guarda Municipal. Ele sabia da inutilidade diante do tamanho da violência, bem como sabia também que a solução passava – e passa – por investimentos muito maiores e mais sérios que o município jamais comportará.

Realmente a Secretaria de Segurança, como diz a carta, aumentou isso e aquilo, comprou mais viaturas, melhorou a tecnologia de vigilância e sei lá o que mais. Só que a bandidagem continua à solta, pois o poder público consegue combater apenas uma parcela mínima dos crimes que ocorrem por aí. Os índices publicados mensalmente não deixam dúvida alguma de que o Brasil – e Campinas também – é o paraíso dos marginais, que a impunidade campeia, que é terra insegura onde a vida e os bens do cidadão honesto não valem nada para as autoridades.

domingo, 7 de junho de 2015

Dirceu, Lula e Dilma: tudo no mesmo saco!

Em reportagem do Estadão de hoje, Zé Dirceu finalmente revela que ele, Lula e Dilma estão todos no mesmo saco. Ele, chefe do Mensalão, foi condenado pela mais alta corte do Brasil por corrupção. Já Lula e Dilma ainda não. Mas não existe governo no mundo em que um chefe de Gabinete faça alguma coisa que o presidente não saiba. Dirceu foi chefe de Gabinete de Lula, Dilma também. 

'Estamos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma', diz Dirceu

Ricardo Galhardo - O Estado de S. Paulo

Ex-ministro critica postura do ex-presidente e faz alusão à Lava Jato

Passados 10 anos da eclosão do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, não esconde a mágoa em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff. Em conversa com amigos na semana passada, Dirceu usou a palavra “covardia” para se referir à postura que considera omissa de Lula e Dilma durante todo o processo do mensalão. Omissão que, segundo ele, se repete agora, em relação à Operação Lava Jato, na qual Dirceu é investigado, e faz com que todos os petistas condenados ou não, inclusive o ex-presidente e a atual, carreguem a pecha de corruptos. 

“De que serve toda covardia que o Lula e a Dilma fizeram na ação penal 470 e estão repetindo na Lava Jato? Agora estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”, disse Dirceu, segundo relatos colhidos pela reportagem.

Durante uma década Lula se esquivou de fazer publicamente a defesa dos correligionários envolvidos no esquema de corrupção que, segundo o Supremo Tribunal Federal, serviu para comprar apoio parlamentar ao governo do PT. Até o julgamento, em 2013, alegava que preferia esperar a decisão do Supremo. Depois colocou o assunto de lado, apesar de todos pedidos para que desse ao menos uma palavra de solidariedade aos companheiros presos.

Aos amigos com quem falou na semana passada, Dirceu disse desconhecer as razões de Lula e fez uma ressalva ao dizer que o ex-presidente não faz “nem a defesa dele mesmo”. 

Apesar da mágoa, o ex-ministro descarta qualquer possibilidade de o ex-presidente ter participado das negociações com partidos aliados que levaram ao escândalo do mensalão. Ele revelou a pessoas próximas ter voltado contra sua vontade à direção do PT em 2009, quando preferia se manter afastado do foco político. O ex-ministro disse ter sido procurado por Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, em um hotel de Brasília onde ouviu a ordem para reassumir seu posto no diretório nacional do PT. “Lula queria me controlar”, afirmou a amigos.

Ao contrário de vários petistas, Dirceu não vê Lula se movimentando em direção a uma possível candidatura em 2018. Ele diz acreditar que o ex-presidente está mais ocupado no momento em mobilizar os setores próximos do partido e “colocar lógica” na relação turbulenta do governo com o PMDB. Mas não descarta a volta do companheiro. 
“Se chegar em maio de 2018 e o Lula disser que é candidato ninguém vai se opor”, disse ele aos amigos na semana passada. 

Às poucas pessoas de fora de seu círculo pessoal com quem tem conversado enquanto cumpre pena em regime aberto, em Brasília, ele também não esconde o temor de voltar à cadeia por causa da Lava Jato. “Querem me condenar ou me colocar outra vez na cadeia. Imagine o estardalhaço”, disse ele em uma dessas conversas. 

A força-tarefa da Lava Jato investiga um pagamento de R$ 1,15 milhão feito pelo lobista Milton Pascowitch à J. D. Assessoria e Consultoria em 2012, enquanto o Supremo julgava o mensalão e desconfia que o pagamento pode não estar relacionado com os serviços da empresa.

Dirceu passou 11 meses na Papuda, em Brasília e desde novembro do ano passado ganhou o direito a cumprir a pena em casa, de onde sai apenas para trabalhar no escritório do advogado José Geraldo Grossi, em Brasília. Ele segue à risca a proibição de dar entrevistas ou ter atividades políticas e mantém o foco em sua defesa na Lava Jato. A esses poucos interlocutores, nega com ênfase as denúncias e diz ter enviado à Justiça provas da prestação dos serviços.

Além disso, sempre aproveita para rechaçar o julgamento do mensalão reafirmando que a compra de apoio parlamentar não existiu. “Aquilo era dinheiro para campanha e dívidas de campanha”, repete. 

Os amigos que visitam Dirceu percebem no ex-ministro os efeitos dos meses na cadeia tanto no físico quanto no humor. Afirmam que ele tem reclamado com frequência da falta de dinheiro, garantindo que vive atualmente apenas com R$ 4 mil que recebe no escritório e o salário de aproximadamente R$ 12 mil da J.D. Assessoria e Consultoria – que deve encerrar as atividades em seis meses com dívidas de mais de R$ 1 milhão, segundo relatos.

Dirceu tem alegado também que os milhões recebidos desde que deixou o governo, em 2005, se foram na defesa política e jurídica do mensalão e nas atividades de consultoria. Foram mais de 300 viagens pelo Brasil e 128 a 23 países do exterior entre 2005 e 2013. O ex-ministro tem afirmado ainda que parte do seu patrimônio será colocada à venda para pagar as dívidas da empresa. “Não posso mais trabalhar no Brasil”, disse ele a uma pessoa próxima. 

Saudade dos ladrões de galinha



Reproduzo aqui hoje a crônica do amigo Antonio Contente, publicada neste domingo no Correio Popular de Campinas. Boa leitura.

Para que nunca esqueçamos

Antonio Contente
Não são poucas as coisas, para o bem e para o mal, que nos fazem reféns do passado. De repente certos acontecimentos emergem, em nossas mentes, como sombras saídas das brumas do tempo. Algumas vezes para angustiar; outras, para deleite; e, terceiras, para dar lições. 

Durante muitos e muitos anos a figura do ladrão de galinhas repousou n’algum lugar de minhas variadas memórias. Faz alguns anos escrevi para este Correio e para O Pasquim, que havia sido relançado (voltou a se finar) pelo meu amigo chargista, jornalista e pintor Zélio Alves Pinto, um texto. 

Nele, diante da quantidade insuperável dos meliantes de colarinho branco em ação neste país, eu apontava os afanadores de penosas dos quintais d’antanho como acabados símbolos de pureza.

Para ilustrar lembranças recorri a episódio ocorrido na época em que eu era foca de jornal da Capital. Destacado para fazer cobertura de plantão noturno na delegacia que funcionava no Pátio do Colégio, onde São Paulo nasceu, fui testemunha de episódio singular. Corria a madrugada de um junho frio, gelado, siberiano como era comum no comecinho dos anos 60. 

De repente chega viatura com álacre sirene ligada, trazendo no bojo a figura de um homem preso; magro, agasalhado apenas com leve camisa ante a temperatura baixíssima, coisa de 05 graus. 

Os repórteres se apressaram em ir verificar de quem se tratava e deram de cara com um total, absoluto, indesmentível ladrão de galinhas. Que havia sido surpreendido, horas antes, no quintal de um casarão no Bixiga portando, dentro de uma espécie de paneiro, três penosas. Que acabara de surrupiar do galinheiro de um italiano que o deteve, aos berros. Armado com ameaçadora garrucha chamou a Rádio Patrulha. 

Atualmente ainda existe Rádio Patrulha? Bom, isso não tem muita importância...
O importante é que o pobre homem tremia, acuado, com lágrimas prestes a brotar em seus olhos. Um colega do Estadão se aproximou com pergunta francamente óbvia, mas que acabou sendo fundamental:

— Por que você fez isso? 

— Ah, doutor — veio a resposta, em voz sumida – eu precisava das galinhas para fazer uma canja. Estou com filha doente em casa; tenho medo que, sem alimentação, ela morra...

Pronto, foi o suficiente. Logo outro repórter, do Diário de S. Paulo, arrancou de sob o paletó um dos dois suéteres que usava e fez o prisioneiro vestir. Eu mesmo, sem titubear, tirei as luvas que esquentavam minhas mãos para repassar ao detido. 

Também, surgindo não sei de onde, um cachecol foi enrolado em seu magro, esquelético pescoço.

O resto aconteceu muito rápido. Todos os jornalistas do plantão imploraram ao delegado que soltasse o homem. Diga-se que o bom policial nem discutiu e, pouco depois, cedeu uma viatura. 

Na qual fomos ao Mercadão, na Baixada do Glicério, que naquela hora abria, onde compramos meia dúzia de gordos frangos a capões para dar ao coitadinho. Levado depois à sua casa, de carro, por um dos plantonistas da Folha de S. Paulo. 

De fato, ele estava com a filhinha enferma. Na continuação o repórter Alderaban Cavalcanti, na Última Hora, providenciou tratamento médico pra guria. E arranjou emprego pro pai. 

O resultado de tal fato, que estava a dormir entre as brumas de minha memória, é que, agora, quero fazer uma sugestão às autoridades. Está claro que diante da absolutamente indimensionável roubalheira que tomou conta do nosso país nos últimos 12 anos de PT, todos nós passamos a sentir funda nostalgia dos dourados, limpos tempos em que ladrão que ganhava as páginas dos jornais eram apenas os afanadores de poedeiras. 

Homens simples, generosos, puros, honrados, pais de família exemplares, abençoados, que se apossavam das cacarejantes aves alheias para, com elas, operar suculentas canjas para filhos doentes; ou esposas em resguardo pós-parto.

Nessas condições, para solidificar à posteridade este símbolo de pureza ante mensalão, petrolão, caixa preta do BNDES, Erenice Guerra, Zé Dirceu, Palocci, Vaccari, empreiteiras, Duque, Cerveró, Genoino, Rosemary Noronha, Color, Dilma, Lula etc., etc., sugiro que seja instalado, no meio do largo do Rosário, um Monumento ao Ladrão de Galinhas Desconhecido. Algum escultor de boa cepa poderá eternizar em mármore de Carrara a figura do honestíssimo, exemplar meliante a portar, num cesto, três ou quatro gordas penosas.

No solo, um lume perene como o existente em Paris junto ao túmulo do soldado sem nome. Campinas, assim, seria pioneira na singela homenagem. Antevejo até que vindo algum dia à nossa amada cidade o papa Francisco, possa ele, como outras figuras importantes, depositar coroa de flores aos pés do monumento. 

Que, com o tempo, quando o PT for definitivamente jogado ao lixo da história, o que não deve demorar, poderá ter replica, em tamanho maior, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. 

Marcando, “per omnia saeculum, saeculorum”, um passado de ouro que já houve em nosso país, quando ladrões eram apenas os poéticos sujeitos que pulavam muros de quintais para roubar as esposas dos galos. Como alternativa, pintinhos. Não tendo esses, ovos...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Eleições em Campinas: um cenário mutante

A batalha perdida contra a dengue, a vontade de o PMDB local lançar candidato, a conversa que não deu em nada com representante do PDT, a conversa que não deu em nada com o PSD e a real possibilidade de o novo partido que está sendo formatado por Kassab, o PL, lançar o vereador Artur Orsi como candidato a prefeito, estão causando preocupações várias lá pelas bandas do Palácio dos Jequitibás, mais precisamente no quarto andar, onde se senta, na principal cadeira, o prefeito Jonas Donizette (PSB).

O recorde em casos de dengue no município deve calar fundo na candidatura de Jonas. Claro que não decretará, por si só, uma derrota, mas vai fornecer munição farta a seus adversários numa área que é altamente sensível, pois além dessa epidemia, enfrenta problemas diários de atendimento demorado e de marcações de consulta com especialistas para vários meses à frente.

O fato de o PMDB ter conseguido uma boquinha no secretariado de Jonas significou, para o prefeito, que o partido firmara uma aliança. Já para o PMDB significou apenas um cargo a mais, do qual ele pode sair para apoiar um adversário de Jonas se o cenário eleitoral de 2016 estiver meio nebuloso para o atual prefeito. OU mesmo lançar um candidato próprio para, num eventual segundo turno (ou até mesmo ainda no primeiro) negociar um apoio. E não necessariamente com Jonas. Quem conhece o PMDB nacional vai perceber que ele reproduz, em muitas outras cidades brasileiras, o comportamento que tem em Brasília. Daí...

Já o PDT é uma incógnita. Difícil, mas não impossível, que apoie Jonas. Mas pode lançar Pedro Serafim candidato a prefeito. Desde que governou por quase um ano a cidade, Serafim tomou gosto pela coisa. Foi candidato a deputado federal, teve 42 mil votos e não se elegeu, mas anda articulando alguma coisa pra as eleições do ano que vem.  Por enquanto não está com Jonas.

E o PSD de Gilberto Kassab e Guilherme Campos é o partido que pode agitar as eleições campineiras. A primeira conversa com Artur Orsi, hoje um estranho no ninho tucano, já que não concordou em ser da base aliada de Jonas e manteve sua postura de oposição que vem desde o primeiro governo do cassado prefeito Hélio de Oliveira Santos, foi a grande surpresa até aqui. Na conversa, convite para Orsi sair do PSDB, presidir o futuro PL em Campinas e ser candidato a prefeito.

Orsi ficou entusiasmado, embora não tenha decidido ainda. Vai haver outra conversa, mas numa reunião com um grupo de amigos e apoiadores, Orsi ouviu de todos que já havia passado da hora de ele sair do PSDB de Carlos Sampaio e Célia Leão, os dois caciques do partido que impedem voos mais altos de Orsi – e de qualquer outro que se atreva – mesmo o PSDB não tendo conseguido eleger nenhum prefeito depois de Magalhães Teixeira em 1992, há, portanto, 23 anos, com Sampaio e Célia se revezando nas candidaturas.

Enfim, um cenário que parecia tranquilo para a reeleição de Jonas, começa a se modificar. E as mudanças apontam para uma disputa muito mais acirrada, inclusive com a presença de um candidato do PT, que pode ser o mesmo Marcio Pochmann de 2012. Embora o partido venha sofrendo enorme desgaste com o envolvimento em escândalos de corrupção e a crise na economia que ele próprio criou, Pochmann não é figura envolvida com a política nacional e tem tentado explorar a péssima administração de Jonas em populosos bairros periféricos. Mesmo com o prestígio abalado, o PT pode significar um problema muito sério para a candidatura de Jonas. 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jonas bate seu próprio recorde de casos de dengue em Campinas



Quem leu o blog em 25 de março passado não se surpreendeu com o novo recorde de casos de dengue batido pela atual, digamos, administração de Campinas. Jonas Donizette (PSB) conseguiu, em menos de três anos de governo em Campinas, quebrar o recorde do cassado “doutor” Hélio e, depois, quebrar o próprio recorde. Trata-se, convenhamos, de uma façanha que vai ser difícil de superar.

Pois Campinas atingiu, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, inacreditáveis 44.528 casos de dengue! Mais de 300 casos por grupo de 100 mil habitantes já é considerado epidemia pela  Organização Mundial de Saúde. Campinas tem mais de 4,4 mil casos por 100 mil habitantes.

Desde o governo do “doutor” Hélio, quando a epidemia alcançou números estratosféricos em Campinas, venho afirmando que o combate na cidade está errado, que um mosquito está se mostrando muito mais competente do que toda a Secretaria de Saúde da cidade.

Quando Jonas chegou ao poder, pensei que a coisa pudesse melhorar, afinal ele se elegeu com forte discurso de oposição e prometendo um paraíso a cada esquina da cidade.

Mas já no segundo ano de seu governo o desastre se mostrou por completo: o triste recorde do corrupto governo de Hélio de Oliveira Santos foi batido com sobras, muitas sobras.

Depois, analisando as entrevistas, escutando as desculpas dadas tanto pelo secretário de Saúde quanto pelo prefeito, vaticinei que o recorde do próprio Jonas poderia ser quebrado por ele mesmo já no ano seguinte.

Leiam o que escrevi no blog em 15 de março passado: “Em 2014, a cidade foi campeã nacional de casos de dengue, com cerca de 40 mil casos. Ainda estamos longe de alcançar ou bater o recorde anterior, mas o governo incompetente é o mesmo, os métodos precários de combate à proliferação da doença são os mesmos e a população desinformada é a mesma. Ou seja, todas as condições estão dadas para que o mosquito viva livremente se reproduzindo por aí e distribuindo a doença com mais agilidade do que os carteiros dos Correios fizeram com a propaganda da Dilma em vários estados do Brasil.” 

E não deu outra! Estamos superando 2014 em número de casos de dengue. Foram 42.122 no ano passado e 44.528 este ano. Até agora.

E como tudo que é ruim pode piorar, se Jonas Donizette não for cassado ou renunciar, ele vai governar até o fim deste ano e todo o ano de 2016 também. E será candidato à reeleição!

POBRE CAMPINAS...

A praga petista atrasa o Brasil

No auge da crise financeira de 2008, a taxa básica de juros que o Brasil pagava, a Selic, era de 13,75% ao ano. Hoje, depois de chegar a 7,25% em 2013, voltamos ao mesmo patamar de 2008. Ou seja, aquela crise, que todos os analistas e a oposição diziam ser séria e que o Brasil precisava enfrentá-la adotando  mecanismos de contenção de gastos e investindo em infraestrutura para suprir as carências nesse setor e, num futuro próximo, ter preços competitivos de seus produtos no exterior, não foi levada em consideração pelo governo Lula. Ao contrário, ele arrotava por aí que a séria crise que o mundo capitalista estava sofrendo para o Brasil não passaria de uma marolinha, que venceríamos facilmente.

De nada adiantaram os avisos de que o mundo que vale, ao sair da crise, não iria mais ser o mesmo que comprou abundantemente do Brasil entre 2004 e 2008, fartando o país de dólares que puderam ser convertidos em crédito abundante para a alegria geral do mercado de automóveis e das linhas brancas. Sem contar o crédito fácil também para construtoras venderem apartamentos a longos prazos que hoje estão se transformando em taxas cada vez maiores de inadimplência.

Não deu outra: passado o pior da crise, a China diminuiu as compras no Brasil, os Estados Unidos entraram na briga da produção de etanol (e ganharam produzindo-o a partir do milho), descobriram um petróleo barato no xisto – o que fez o preço do petróleo normal despencar e quase inviabilizar o pré-sal - e a Europa, envolta nos seus inúmeros problemas, jamais poderia suprir a ausência dos dois gigantes mundiais no mercado brasileiro de exportações.

No Brasil, os dois últimos anos do governo Lula, embora o país ainda navegasse na marolinha artificial criada por uma política econômica que só tinha bons efeitos no curtíssimo prazo, já eram claros os sinais que de a economia entrara num beco sem saída.

Lula elegeu o sucessor que, ao invés de mudar os rumos, tomar algumas medidas que sacrificariam alguns ganhos, preferiu manter preços públicos represados, bateu com mão forte na Petrobras impedindo aumento dos combustíveis e, nos números da economia maquiou o máximo possível para manter as aparências de um país forte e saudável.

Foram quatro anos de mentiras e esmolas disfarçadas de benefícios sociais suficientes para convencer pouco mais da metade do eleitorado que votou: os pobres do Norte e Nordeste mais fáceis de enganar deram novamente a vitória ao partido que estava afundando o Brasil.

O segundo mandato de Dilma nem bem começou e já escancarou a incompetência, a corrupção e a mentira proclamada na campanha. O resultado é que hoje, sete anos depois do auge da crise, os EUA voltam a crescer a abrir mais vagas de emprego, a China virou investidor num Brasil carente de tudo e a Europa está se arranjando com novos fornecedores que, por terem infraestrutura melhor que a do Brasil, conseguem praticar preços menores e manter firme comércio com o velho mundo.

E o Brasil sete anos depois do auge da crise, envolto na arrogância populista do PT de Lula e Dilma, não vê outra saída para tentar tirar o país do buraco em que eles meteram a não ser as velhas e tão combatidas por eles mesmos medidas econômicas liberais. Se Dilma chegar ao fim do seu mandato, terão sido dezesseis anos de PT no Brasil. Serão dezesseis anos perdidos. Espero que o país consiga se livrar antes dessa praga. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

No país da ignorância

As discussões sobre política de gênero que tanto têm ocupado a imprensa campineira são de um absurdo que dá até preguiça de comentar. Agora, um anúncio do Boticário também acendeu preconceitos vários e até declarações públicas de boicote a produtos da empresa.

O mundo às vezes volta a um passado triste e obscuro. Querer impor uma determinada questão ou um comportamento inusitado à maioria da população de um país na base do grito é tão ignorante quanto execrar as minorias só porque elas são diferentes da maioria.

Na Roma antiga não havia esse problema de definições. O sexo era tão livre quanto os pássaros. As religiões que vieram depois – cristãs e maometanas – é que resolveram impor uma moral que nunca havia existido e que, se continuassem não existindo, tornariam o mundo e as pessoas bem melhores do que são hoje.

Enquanto os religiosos de sempre defendem valores que eles consideram importantes, mulheres são apedrejadas, homossexuais são presos e torturados, minorias cristãs são trucidadas por islâmicos, árabes são mortos por árabes, tribos africanas guerreiam contra tribos africanas e, no Brasil, onde apensa 6% dos assassinatos são esclarecidos, o governo informa que menores cometem quase 2 mil homicídios por ano. Deve ser 6% do total verdadeiro.

Enquanto grupos minoritários tentam impor leis à força que insultam não só religiosos, mas também agnósticos e ateus de bom senso, a nação é subtraída em bilhões por políticos corruptos que têm a simpatia e o voto desses grupos, o país envereda por uma crise econômica cujo fim pode ser o retorno a uma situação em que os ricos serão favorecidos e os mais pobres destroçados e a violência contra tudo e contra todos atinge quase 60 mil assassinatos por ano e centenas de milhares de roubos e furtos são cometidos, a inflação começa a pesar no bolso de quem mais precisa e o governo federal não encontra saída, por incompetente e corrupto que é, para sair dessa situação.

Querer discutir políticas de gênero com uma criança que tenha entre quatro e dez anos de idade, ou mesmo evitar chamá-la de menino e menina é de uma crueldade sem tamanho. Claro que ensinar essa criança a respeitar a todos indistintamente é obrigação de um professor, mas, antes de tudo, é obrigação familiar.

E para que famílias e professores tenham condição de ensinar crianças a respeitarem o próximo como deve ser respeitado, independentemente da cor, da religião, da opção sexual ou do time que torce, a sociedade brasileira precisa melhorar muito ainda. Salários baixos, transporte público deficiente, atendimento médico primitivo, inflação ameaçando novamente, o péssimo exemplo dos eleitos para cargos públicos em todos os níveis, sindicatos de servidores públicos fazem greves político-partidárias, violência selvagem nas ruas, enfim, um cenário de filme de terror que só contribui para que o ódio viceje, para que o cidadão embruteça, para que crianças sejam possessivas e, sem a educação que os pais – mais preocupados em sobreviver – deveriam dar, fazem da escola uma extensão da rua, onde o professor é só mais uma autoridade a ser desobedecida.

Num país onde a ignorância é algo a ser vencido, onde religiões dominam massas gigantescas, onde um partido no poder quer roubar à vontade e impor políticas públicas que privilegiam minorias na marra, onde uma presidente não consegue formar frases inteligíveis, onde a violência campeia solta, há um caminho muito longo ainda a ser percorrido para que a própria população entenda o que é política de gênero.

E antes de eliminarmos os mais de 60 assassinatos por ano, de parar de cometer centenas de milhares de roubos e furtos, de parar de matar mais de 50 mil no trânsito a cada ano e de deixar impunes milhares e milhares de assassinos, ladrões e corruptos, não há espaço algum par discutir qualquer coisa que não seja, primeiro, a volta da dignidade humana que o Brasil está perdendo diariamente.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Por que devemos ficar desarmados?

Eu sou contra o desarmamento, sempre fui, por isso publico aqui o texto abaixo de Alexandre Karamazov. Todo cidadão deve ter o direito de se defender em situações extremas.

A farsa do desarmamento no Brasil

Alexandre Karamazov

Em editorial publicado ontem, o jornal O Globo mentiu sobre o desarmamento. A ignorância sobre o assunto não surpreende, quando vinda de um cidadão desinformado ou de algum articulista de esquerda, mas um editorial tão infantil, despreparado e sem embasamento de um jornal com grande circulação conseguiu me chocar, algo difícil nos dias surrealistas em que vivemos, com o título cômico de “Princípio indiscutível”. 

Em dado momento, há esta pérola: “É inquestionável, portanto, que a guerra contra a violência passa, necessariamente, pela providência de desarmar a sociedade” — é de embrulhar o estômago. Não poderia haver algo mais mentiroso, ingênuo e contraditório.

O autor, ou autores, do editorial deveriam ler o livro de Benê Barbosa e Flavio Quintela: “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, e reescrever outro artigo se desculpando pelo vexame e desinformação. Para completar o cenário, na parte “Outra opinião”, que, em tese, deveria ter um contraponto, há um autor defendendo o porte de spray de pimenta para a Guarda Municipal. 

Enquanto à esquerda, literalmente, havia um texto destruindo a luta de quem quer o direito de comprar uma arma de fogo pra se defender, na direita, havia o corajoso defensor do spray de pimenta, que, não duvido nada, deve ter imaginado que o assunto era somente este e escreveu focando nisso ou houve um mal entendido, porque não é possível tamanha ingenuidade.

Aproveito e entro num tema que me é muito importante, inclusive na esfera pessoal, onde luto para conseguir comprar minha arma de fogo legalmente. O cidadão honesto tem dois caminhos, de forma resumida, para conseguir sua arma: via Polícia Federal, alegando uma “necessidade” para a arma, e isso se dá por determinadas profissões e situações específicas; ou pelo Exército (meu caso), via CR (Certificado de Registro) nas categorias Atirador, Caçador ou Colecionador. Para segurar uma arma de fogo, é preciso fazer o psicotécnico, que é longo e caro (aproximadamente R$ 200,00), e fazer uma prova teórica e prática (igualmente caras).

Depois disso, você está apto a praticar em Clubes de Tiro, que são escassos e, não raro, estão caindo aos pedaços. Somente para poder acessar o site do Exército e solicitar o seu documento, é preciso ir pessoalmente no quartel e entregar uma parte da documentação. Depois, você consegue logar no site e visualizar os novos documentos requeridos. Fotos do prédio/casa, documentações negativas em todas as esferas (mais burocracia e dinheiro para o Estado, já que é necessário uma peregrinação nos cartórios), um cofre pra guardar a arma (sim, você precisa comprar um cofre sem saber se terá direito a arma), segurança comprovada via foto no prédio, na porta do apartamento, e nada disso tem explicação no site, é preciso ir no erro e acerto, o que consome tempo e, claro, dinheiro, porque também é obrigatório estar associado a um clube de tiro, praticar (praticar como se não temos arma? Brasil, zil, zil!), fazer provas de 3 em 3 meses, e mais uma série absurda de documentações que, certamente, ainda tiram o tempo dos militares obrigados a conferir tais papeladas e participar deste circo montado e gerido pelo Governo Federal.

O processo kafkiano acima é para um contribuinte que deseja ter um simples revólver em casa para se defender. Os que defendem o desarmamento, em especial os políticos de esquerda, tem seguranças armados 24hs por dia, pagos por nós, é claro. No país do desarmamento, são quase 60 mil assassinatos por ano. Ainda neste país lúdico do desarmamento, os governantes sempre souberam que os criminosos não entregariam suas armas e que as mesmas vêm por contrabando, inclusive as fabricadas no Brasil, que vão pro exterior e voltam ilegalmente, como apontado por qualquer estudioso sério no assunto.

Há pouco tempo, após o esfaqueamento do ciclista na Lagoa, no Rio de Janeiro, surgiram piadas pela campanha do ‘desfaqueamento‘, o que, inacreditavelmente, virou proposta real no Congresso, com apoio de petistas e pessedebistas, num enredo quixotesco (já adianto que não entregarei ao governo meu conjunto de talheres comprados na Casa & Vídeo). O que é piada para eles, o que é discurso fácil para jornalistas que não se aprofundam com isenção no assunto, é morte para o contribuinte, que sustenta todos estes parlamentares e membros do Executivo.

O político privar o cidadão da liberdade de ter um instrumento de defesa pessoal é dizer a ele: “Você me paga, paga meu 15º salário, paga a mesada da minha amante, paga meu implante de cabelo, minhas cabeças de gado, minhas viagens ao exterior e meus seguranças, mas eu não deixo você ter o básico para tentar se defender numa situação extrema”.

Em 2006, votamos no plebiscito sobre o assunto e o Brasil decidiu que não seria favorável à proibição de venda de armas de fogo no país. Nem desta forma fomos respeitados. O que se viu foi uma campanha maciça pró-desarmamento, encabeçado pelo PT, evidentemente, paga, adivinhe! com nosso dinheiro, e que não resultou em absolutamente nada. 

Somente mais assassinatos, mais certeza para os criminosos de um crime bem sucedido e tranquilo, garantias aos invasores de terra de que nada lhes acontecerá, porque são intocáveis, mais controle do governo num assunto que diz respeito tão e somente aos cidadãos, e a lavagem cerebral em parte da população brasileira que associa arma de fogo à violência, guerra, ódio, crimes, etc.

Enquanto nos EUA, país com o maior número de armas de fogo do mundo, os índices silenciam qualquer argumentação pró-desarmamento, principalmente nos lugares onde a cultura da arma de fogo está enraizada, desmistificando ainda mais a lógica de ‘mais armas, mais violência’.

Para o pífio argumento de que liberando-se as armas a violência aumentará, é sempre bom lembrar o óbvio: quando alguém deseja matar o próximo, ele o fará. Seja com as famosas facas Tramontina, um martelo, uma furadeira, uma espada ou até uma inocente bola de vidro que ornamenta a mesinha de centro. 

A arma de fogo é um instrumento, não um ator principal. A arma de fogo é a certeza de que um povo, em condições extremas, jamais será subjugado por seus governantes. A arma de fogo é uma escolha que permite ao cidadão defender ou tentar defender a sua família contra a violência criada, incentivada e mantida pelos governos populistas de nosso país. Se a Suíça, com seus indicadores econômicos, de criminalidade e de educação, permite aos seus cidadãos o acesso às armas, porque o Brasil, nos últimos lugares em todos os rankings internacionais confiáveis, haveria de ceifar tal direito?

Para mais dados, números, argumentos, relatos e histórias compre o livro “Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

A saída para o Brasil passa pela saída do PT do poder

A situação do Brasil hoje é a seguinte: um partido fez uma campanha dizendo que estava tudo bem, que o país ia crescer, que a inflação estava sob controle, que não havia corrupção nenhuma e complementou essas mentiras todas com imagens de um país-maravilha que só existe nos comerciais mesmo. Esse partido, fazendo esse discurso falso, mentindo descaradamente e atribuindo aos adversários medidas amargas para a população caso eles fossem eleitos, ganhou a eleição. Como era reeleição, mesmo antes da posse o a eleita começou a dar mostras de que tinha mentido tanto que, fosse o Brasil um país sério, ele nem poderia tomar posse. E mentido completamente, não só ao pintar um Brasil que não existia como quando acusou adversários de que fariam fazer o que ela estava começando a fazer.

Na verdade, a economia estava descontrolada, a inflação subindo sem parar, a corrupção sendo desvendada a cada dia – e até hoje continua apresentando novidades, provando que não há setor do governo brasileiro em que o PT e seus aliados não roubaram –  enfim, o Brasil podre formatado por Lula e Dilma está mostrando sua cara perversa, onde os que mais necessitam são as primeira vítimas de uma política econômica equivocada e de um governo corrupto.

Esse quadro se agravou, pois vendo a fraqueza do governo dela se aproveitaram velhas raposas políticas encasteladas no Senado e na Câmara, provocando derrotas e mais derrotas nas votações de medidas para corrigir a montanha de erros recentes e agravando ainda mais a situação da economia. 

A maioria folgada que o governo petista detinha foi fragmentada, tanto que deputados e senadores do próprio PT traíram o partido em várias votações. Pior, o próprio líder maior do partido, Lula, tem incentivado companheiros com mandato a não só votar contra pacotes do governo, mas até a assinar manifestos protestando contra a reforma fiscal.

Nessa situação, ninguém pode cobrar da oposição uma postura “a favor do Brasil” dizendo sim às medidas fiscais. A obrigação de aprovar o que o governo manda ao Congresso é da base aliada e se essa base não existe mais, isso não pode ser um problema do PSDB, do DEM ou de qualquer outro partido de oposição.

O resultado das urnas em 2014 foi claro: elegeu-se um candidato de um partido (ou de uma aliança) para governar e quem perdeu foi para a oposição. Se o que ganhou está enganando o povo e agora precisa da oposição para governar, o problema é dele e não da oposição. A oposição quer o poder, como sempre acontece numa democracia e não pode ser ela a ajudar seus adversários a governar.

As pesquisas divulgadas recentemente mostram que o PT está derretendo, que Dilma tem uma popularidade abaixo de 2 dígitos e que nem Lula se elegeria presidente hoje – perderia para Aécio, Marina e até para Alckmin. Ou seja, o Brasil precisa pensar urgentemente numa alternativa. E ela começa tirando do poder, legalmente, via impeachment ou via Judiciário  (afinal a roubalheira foi enorme e está ficando cada vez mais fácil provar),  a quadrilha que lá se instalou e está desgraçando a pátria.