segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lula prefere meritocracia que política de cotas

Fico sabendo pelo ótimo blog “O Antagonista” que Lula quer encurtar o mandato da direção nacional do PT. É uma espécie de golpe e como Lula se diz de esquerda, não é surpresa que ele queira trocar assim algo que não o está agradando.

Mas a história é mais curiosa – e reveladora – ainda. Acontece que para “dar o exemplo” nessa absurda política de cotas que o PT instituiu em vários setores da sociedade, mas principalmente no acesso a universidades, o partido trouxe para a sua direção nacional o mesmo sistema.  Mulheres, negros, jovens e outras “minorias” foram contempladas com lugares na direção do partido. 

Claro que o que motivou os “pensadores” petistas foi o fato de que, tenha quantos membros tiver, quem vai mandar são sempre os líderes, sejam eles Lula ou Zé Dirceu ou os mais próximos desses dois.

Mas parece que o partido não contava com o tamanho da crise em que se meteu e meteu o país. Com os índices de popularidade despencando, com rebeliões em bases sociais e políticas e com a Polícia Federal  batendo na porta quase que diariamente de petistas, o partido está precisando de reações à altura para tanto, digamos, antagonismo. 

E muitos membros do alto escalão do partido, escolhidos não pela qualidade que eles têm como políticos, líderes ou pensadores, mas pelo fato de pertencerem a alguma minoria e se encaixarem na política de cotas, não conseguem responder, mesmo que timidamente, às enormes demandas atuais.

Lula quer de volta gente como Gilberto Carvalho, Ricardo Berzoini, Edinho Silva e Marco Aurélio Garcia, que podem ter feito o diabo contra o Brasil – e fizeram mesmo – mas, convenhamos, têm capacidade para um discurso um pouco mais substancioso na enormemente difícil tarefa de defender o PT da infinita série de sérias acusações que o partido sofre hoje.

Resumindo: o que o PT quer hoje para a sua direção nacional é o mesmo que os críticos da política de cotas querem: que ocupem as vagas (e os cargos, no caso) aqueles que têm competência. Que o critério para galgar postos em qualquer lugar da sociedade seja o da meritocracia.

Eleições em Campinas: hoje o jogo está decidido

Desde a eleição de Francisco Amaral, em 1976, Campinas só apresentou uma surpresa eleitoral: Jacó Bittar, eleito pelo PT, em 1988. O partido soube se valer muito bem da violência policial contra metalúrgicos em greve e faturou a prefeitura de São Paulo, Piracicaba e Campinas, entre outras, naquele ano.

Depois disso, mesmo a eleição de Antonio da Costa Santos, também do PT, não mais poderia ser chamada de surpresa.  E Hélio de Oliveira (PDT) era um dos três favoritos em 2004, atrás de Carlos Sampaio (PSDB) e Luciano Zica (PT).

Por essas e outras, a eleição de 2016 não deve apresentar surpresas. A reeleição de Jonas Donizette (PSB) está praticamente garantida, não só pela ausência de adversários de peso, mas também pelo fato de que hoje, com o poder nas mãos, Donizette construiu ampla aliança que deixará possíveis adversários com tempos mínimos na televisão e sem muitos candidatos a vereador, fator que também pesa bastante nas votações majoritárias. Sem contar, claro, o lado financeiro: quem está no poder tem possibilidade de entrar numa disputa pela reeleição muito bem calçado financeiramente, tanto pelas doações legais quanto pelo caixa 2, mesmo se a regra de proibição de financiamento privado de campanhas for aprovada.  

Num papo entre amigos, na manhã de hoje no Café Regina, a eleição de 2016 veio à tona, pois foi pedida minha opinião sobre a possível entrada do ex-prefeito Lauro Péricles Gonçalves na corrida ao Palácio dos Jequitibás. Ia responder  que o efeito seria o mesmo que mijar em incêndio, mas disse apenas que ele não tinha qualquer chance. Lauro foi um prefeito apoiado pela ditadura (Ernesto Geisel era o general de plantão) depois de ser eleito pelo MDB de Quércia. Fez um governo sem muitas obras de peso, não fez seu sucessor e jamais conseguiu ser eleito pra qualquer outra coisa (tentou ser prefeito de novo e até vereador) depois que deixou o poder. Sem chances.

A possibilidade de Márcio Pochmann (PT), candidato que foi para o segundo turno em 2012, voltar a disputar a Prefeitura é complicada. O partido está se derretendo no meio da gigantesca corrupção em que se meteu e qualquer candidato, por mais articulado que seja, vai sofrer uma saraivada de acusações difíceis de responder. Talvez o PT tenha candidato em Campinas apenas para marcar posição, mas vai ter bom tempo na TV e, por isso, uma aliança em que ele não seja cabeça de chapa é possível. O que não retira o amplo favoritismo que Donizette tem hoje.

Já se falou por aí numa aliança entre o ex-deputado federal Guilherme Campos (PSD) e o ex-vereador e ex-prefeito (por um ano) Pedro Serafim (PDT). Ambos tentaram ser deputado federal em 2014 e não conseguiram a reeleição e a eleição respectivamente. Juntos, poderiam ser uma terceira ou quarta força contra Donizette, não mais que isso,

Para que haja alguma surpresa na corrida eleitoral de 2016, eu disse aos amigos do Café, que precisaria surgir algo de novo e com bastante força pra enfrentar Donizette. E arrematei: “Talvez o vereador Artur Orsi (PSDB) possa ser páreo para o prefeito, mas precisaria de um partido grande apoiando-o para ter tempo na TV e apoio financeiro expressivo. Ele é, hoje, o único oposicionista que tem algum cacife moral para enfrentar o poder.”

Mas Orsi esbarra no fato de estar no PSDB, que é aliado de Donizette e vai apoiá-lo na reeleição. Então Orsi teria de sair do partido – talvez até perdendo o cargo de vereador – se filiar em outro partido antes de outubro deste ano, e se jogar na candidatura o mais rápido possível. Para tanto, quando saísse do ninho tucano, teria de estar já com o esquema pronto, com apoios garantidos e com um tempo de televisão que fosse, pelo menos, a metade do de Donizette.

Como não há articulação alguma nesse sentido e já passamos da metade de maio, não creio que haja tempo de se montar um esquema desse tamanho antes de outubro.

Aí me disseram na mesa do Regina: “Pô, você então tá querendo que o Jonas continue?” Respondi que não, acho que o governo dele está mais para maquiagem do que para qualquer outra coisa e que Campinas está cada vez pior. Mas não vejo, hoje, muita possibilidade de ele não ser reeleito para mais quatro anos. Da mesma forma que disse que Hélio de Oliveira Santos seria reeleito no primeiro turno, apesar de estar fazendo, na época, um dos governos mais corruptos da história de Campinas. 

sábado, 16 de maio de 2015

Simples assim

Nos jornais: “EUA condenam autor de ataques de Boston à morte”

Dois caras botam duas bombas escondidas num local que vai ser a chegada de uma tradicional maratona com milhares de participantes. A bomba está fechada dentro de panelas de pressão cheias de pregos. A intenção é matar e/ou ferir o máximo de pessoas em nome de uma ideologia/religião absurda que manda exterminar quem dela não compartilhar. As bombas explodem e matam duas mulheres e uma criança, além de ferir dezenas de outras. 

A polícia vai atrás dos terroristas que, na fuga, ainda matam um policial. Um dos terroristas é morto na caçada e outro é preso. O que foi preso é julgado e condenado à morte. A Justiça entendeu a gravidade do ato dele e concluiu que a sociedade que as leis protegem não pode conviver com gente desse tipo. Simples assim.

Ah, diriam alguns, "não precisa matar, que condenasse à prisão perpétua". Eu pergunto: por que o Estado - ou seja, todos os cidadãos potencialmente vítimas desse imbecil - deve sustentá-lo para o resto da vida, com o dinheiro dos impostos que pode ser usados para coisas úteis à sociedade?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Não dá mais!


A economia artificial baseada no consumo interno que o PT impôs ao Brasil acabou na primeira crise mundial. Enquanto EUA e Europa sofriam as consequências do estouro da bolha imobiliária, Lula arrotava sua arrogância afirmando que no Brasil a crise era apenas uma marolinha. Foi desmentido por analistas sérios, mas desmentir Lula era tarefa ingrata. Só que os desmentidos vinham acompanhados de uma advertência: no curto prazo, essa política de o governo bancar tudo e apostar no consumo interno tem prazo de validade exíguo.

Com uma parte do eleitorado brasileiro frequentando os shopping centers e outra achando que a esmola do Bolsa Família era um milagre de Lula, os governos petistas ganharam sobrevida no voto. A ficha só iria cair quando as mentiras emolduradas pelo azul celeste da propaganda enganosa na televisão começaram a aparecer. As promessas de campanha do poste que Lula criou para “governar” o Brasil se esfacelaram antes mesmo da posse para um novo mandato.

Aí, em menos de quatro meses, o governo do PT saiu do céu e bateu nas portas do inferno. Para que, quem sabe um dia, pudesse voltar ao céu, a receita era dolorosa: aumentos de impostos e cortes nos orçamentos todos. “Mas não mexam nos 39  ministérios, pelamordedeus!!!” deve ter bradado a presidente, para não perder o apoio que ela compra em troca dos orçamentos e cargos da grande maioria desses ministérios todos.

A “Pátria Educadora” mostrou o engodo que era logo na primeira cagada: o financiamento do estudo de milhões de brasileiros foi cortado em mais de 30%. Mais de 150 mil estudantes não tinham mais como estudar. E a carruagem de maldades foi em frente.

Só que o apoio no Congresso conseguido com a distribuição de ministérios para incompetentes políticos também não se mostrou adequado, como nunca foi, diga-se, à boa governança.

A cada golpe no Orçamento, para que o Brasil tentasse pelo menos voltar a um rumo quase confiável, os senhores deputados de senadores mandavam uma banana para o Planalto. “Aprovamos o fim disso mais queremos a volta daquilo.” “Cortamos aqui, mas ampliamos os benefícios ali.”

Assim, o tal do ajuste fiscal, nome pomposo dado à economia necessária para que o governo pague a enorme dívida em que se meteu, foi nascendo e morrendo, crescendo e diminuindo, não restando agora outra medida a ser tomada que não o aumento descarado dos impostos numa sociedade que não consegue mais pagar tantos impostos.

Ou seja: não há mais saída enquanto o governo for do PT, já que ninguém mais – nem políticos, nem empresários e nem a maioria dos eleitores e dos brasileiros em geral – acredita nele.

Não há mais o que fazer a não ser a renúncia. Talvez Dilma não renuncie, o PT não vai deixar. Mas seu governo já terminou, findou-se, acabou e não vai deixar saudade alguma. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O desespero do PT

Com as denúncias do PT chegando cada vez mais perto de Lula e Dilma e de outros figurões do partido (já há apostas por aí se Zé Dirceu vai ou não voltar à Papuda) os parlamentares petistas que fazem parte da CPI da Petrobras iniciam manobra ridícula na tentativa de que a oposição se sinta intimidada e não convoque quem pode e deve ser convocado a partir das novas delações premiadas que estão surgindo.

Hoje, quinta-feira, o PT anunciou em seu site que vai convocar o presidente do PSDB, senador Aécio Neves e o líder do DEM, Agripino Maia.

Para justificar tais convocações, o PT, sem um fato explícito de acusação, no âmbito da CPI, de qualquer um dos dois, esta procurando chifre em cabeça de cavalo ou pelo em ovo.

Para convocar o senador tucano, os petistas alegam que ele poderá responder àquela acusação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, de que ele enviou R$ 10 milhões ao então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, para que ele barrasse uma CPI da Petrobras de 2009, que, de fato, não vingou. À época, o PSDB alegou que o “rolo compressor” do governo – eram oito membros governistas contra três oposicionistas – inviabilizaria qualquer investigação que quisessem fazer.

Mas, digamos que o então presidente tucano tenha realmente pedido ou aceitado a oferta da  grana.  Só duas pessoas sabem desse fato: o delator, cuja palavra pode sim ser levada em consideração, mas perante a lei são necessárias provas para esse tipo de acusação. E Costa, em seu depoimento, disse que tomou providências para que o dinheiro chegasse ao senador, mas não sabe se o dinheiro chegou ao destino. Ou seja, ele não tem prova alguma e o fato pode muito bem ter sido plantado pelo PT, para que o ex-diretor acusasse também o PSDB.  O fato de ele acusar sem provas é sinal de que a coisa toda é frágil. E a outra pessoa que poderia responder à acusação, o próprio Sérgio Guerra, morreu em março do ano passado. Resumindo: não há fato algum que Aécio possa esclarecer perante a CPI do Petrolão.

A justificativa do PT para convocar o senador Agripino Maia, do DEM, é mais absurda ainda. Dizem os petistas que ele deve esclarecer sobre o possível recebimento de R$ 1 milhão que teriam sido repassados por um empresário do Rio Grande do Norte para permitir um esquema de corrupção na inspeção veicular, investigado pela Operação Sinal Fechado do MP do RN.

Tudo a ver com a Petrobras, certo? Pois além de ser um fato fora da rota das investigações da CPI, a Procuradoria Geral da República já investigou o assunto e arquivou o inquérito, sem qualquer acusação ao membro do DEM.

Como se vê, o PT quer porque quer que líderes da oposição sejam submetidos à CPI do Petrolão, não com a intenção de trazer luz às investigações e ajudar a se chegar aos verdadeiros chefes do esquema. O PT quer depoimentos que nada podem acrescentar e que constranjam a oposição, numa tentativa de dizer ao país que são todos iguais. Só que não, né? A corrupção praticada pelo PT em todos os setores, não tem paralelo no Brasil e, quase com certeza, nem no mundo. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Naufrágio na educação


Segunda-feira passada postei aqui um texto sobre as péssimas condições de várias universidades federais brasileiras, principalmente a do Rio de Janeiros, onde a falta de verbas está provocando até a interrupção de cursos. Outras caminham para a mesma situação.

E hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o ranking mundial de educação. Em 76 países pesquisados, o Brasil está na 60ª posição. Na último ranking estrava na 58ª. A queda de dois postos não é por acaso: o Brasil piorou nos últimos anos em todos os setores e a educação, enormemente dependente do governo federal, não seria exceção.  Estamos hoje mais próximos de nações africanas do que estávamos há dois anos. E a tendência é chegar mais perto ainda se o atual governo continuar sua política de contenção de despesas para tentar tirar o país do buraco em que está por culpa desse mesmo governo.

Mas a encrenca é muito maior quando se trata de educação. O relatório da OCDE assinala que “os índices de educação de um país podem sinalizar os ganhos econômicos que essas nações terão a longo prazo. Além disso, o país que hoje ocupa o primeiro lugar da lista, Cingapura, já registrou altos níveis de analfabetismo na década de 60, o que é visto como um exemplo de que o progresso educacional é possível mesmo em pouco tempo”.

Como se vê, o país que o PT hoje está arrasando, vai sofrer consequências ainda piores no longo prazo. Se o Brasil começar a melhorar a educação hoje – o que é praticamente impossível com o PT no poder – daqui uns 20 anos teremos as consequências benéficas dessa melhoria.

Mas para o PT o que importa não é qualidade e sim quantidade no ensino. Claro que vagas para todos é uma meta importante, mas isso FHC já tinha conseguido para o ensino básico em 2002. As metas seguintes passavam primeiro pela melhoria desse ensino e, depois, pelo aumento do número de universidades, o que seria uma consequência lógica, pois o Brasil passaria a ter um número maior de estudantes aptos a cursar universidades.

Mas Lula e o PT preferiram o marketing da inauguração de universidades – muitas de péssima qualidade –, a promoção dos programas como o ProUni que distribui farta verba a universidades particulares que, por serem de qualidade inferior, nem conseguem preencher todas as vagas disponíveis e outras ações que ficavam bonitas na propaganda na televisão, mas na realidade praticavam (e praticam) um ensino meia-boca.

O relatório afirma, sem medo de errar, pois está baseado na realidade mundial, que “políticas e práticas educativas deficientes deixam muitos países em um permanente estado de recessão econômica.”

O ranking divulgado hoje será apresentado oficialmente na próxima semana, durante o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, quando líderes mundiais irão se reunir para traçar novas metas para educação.

Se o “líder” enviado pelo Brasil – se é que o Brasil vai enviar alguém – for a presidente, será inútil. Ela não vai entender nada e, se deixarem a moça discursar de improviso, talvez a OCDE queira revisar o ranking e colocar o Brasil numa posição bem mais baixa do que a que está hoje. 

Inadimplentes: o exemplo vem de cima

Dos 145 milhões de brasileiros que compõem a população economicamente ativa – aquela que pode comprar alguma coisa pelo crediário – mais de 1/3 dela, ou 37,9%, não está pagando em dia as prestações. São 55,3 milhões de consumidores que estão dentro da chamada inadimplência, aquela situação em que o salário acaba antes de nele ser incluída a prestação do carro, da tv de 50 polegadas, da geladeira duplex ou da passagem pra Miami dividida em 12 vezes. A alimentação, o aluguel, a conta de luz, o condomínio, a escola das crianças são prioritárias. E como a inflação está aumentando, muitos desses itens estão comendo mais salário hoje do que no ano passado. E ai a coisa aperta.

Mas poderia não ser assim. O problema foi o modelo adotado pelo governo petista, desde 2004, que privilegiou o consumo interno e por ele fez loucuras para que se mantivesse elevado. Como, a partir daquele ano, o caixa do governo começou a se encher dos dólares oriundos das exportações, o governo petista queimou etapas em nome do ganho eleitoral. Ao invés de dotar o país de mecanismos que lhe garantiriam a competitividade no comércio exterior para, depois, iniciar uma lenta e segura melhoria nas condições financeiras do consumidor interno, quis fazer do consumo interno a mola propulsora do desenvolvimento do Brasil segurando preços artificialmente e jogando dinheiro no mercado para financiar os produtos.

Foi só o mundo entrar em crise econômica para as exportações brasileiras diminuírem e não mais sobrar dinheiro para financiar a linha branca, por exemplo, ou para renunciar ao IPI das montadoras.
Claro que a formidável corrupção que aumentou sensivelmente os preços das obras públicas, a inacreditável besteira de causar prejuízos à Petrobras ao não aumentar o preço dos combustíveis para agradar ao eleitor, a sangria de capitais para ditaduras de esquerda, o paquidérmico e caro ministério com 39 ministros para angariar apoios políticos e outras medidas do gênero também contribuíram para a derrocada da economia.

Mas a tentativa de melhorar o consumo interno sem que as condições para tanto estivessem colocadas foi uma espécie de crime contra todo o país. Não foram poucos os analistas de economia que avisaram que a aventura poderia durar pouco, que um eletrodoméstico dura bem mais que o prazo de financiamento e que as pessoas com salários não muito elevados e que tiveram acesso a financiamentos de automóveis de até 5 anos, costumam preservar o carro por dez anos ou mais.

Assim, sem caixa suficiente para bancar a festa do consumo, o governo petista começou a fazer água, deixando de pagar compromissos internacionais, diminuindo a verba das embaixadas (há, hoje, dezenas delas em greve, pedindo dinheiro para pagar alugueis no exterior), atrasando pagamentos a empreiteiras locais, diminuindo o ritmo de programas importantes como a construção de casas populares, cortando verbas das universidades, de programas de financiamento estudantil etc.

Ou seja, o primeiro grande inadimplente do Brasil, antes dessa onda de devedores atingir 55 milhões de brasileiros, foi o próprio governo petista, vítima de sua ganância pelo poder. Dizem que o exemplo vem de cima e é isso o que está acontecendo. O devedor brasileiro hoje está apenas tentando não morrer de fome, manter a mínima infraestrutura da casa, manter a própria casa, fazendo a mesma coisa que o governo petista faz:. não pagando algumas dívidas pra sobrar dinheiro para o essencial. 

Os chineses estão chegando

Ferrovia Transnordestina com obras paradas: era para ser inaugurada em 2010...

Não foram só alguns fundos de pensão de estatais do Brasil que, sob o comando de petistas, embarcaram nesse engodo chamado Venezuela. A visita do premiê chinês, Li Keqiang, ao Brasil, Colômbia, Chile e Peru na próxima semana tem como um dos objetivos reforçar laços de investimentos com esses três países. Isso porque a China jogou quase US$ 60 bilhões na aventura venezuelana. E, como os fundos de pensão brasileiros, vai perder muito desse dinheiro.

Por isso a China, agora vacinada contra o mico do “bolivarianismo socialista”, está visitando, além do Brasil, Chile, Peru e Colômbia, exatamente os países que têm uma política econômica mais liberal no continente (o Brasil entra no rol por causa de Joaquim Levy, não de Lula e Dilma, diga-se). E chega ao Brasil com poder para acertar investimentos aqui de até US$ 53 bilhões, incluindo aí uma enorme ferrovia que ligaria o Brasil ao Pacífico e diminuiria o preço de nossas exportações para a Ásia.

É um grande negócio, mas talvez nem seja o maior que a China fará aqui, já que a ferrovia está orçada por um valor entre US$ 4,5 e US$ 10 bilhões.

Mas pode dar tudo errado. Isso porque a China vai perceber que a legislação ambiental aqui é muito diferente da chinesa onde, nos grandes centros, há dias em que todos têm de sair de máscara por causa da poluição. A ferrovia pretendida cortar a Amazônia e, só por isso, já dá pra prever uns dez anos de embates na Justiça.

Mas esse é o lado bom, afinal, preservar a floresta ou explorá-la de modo sustentável faz bem aos brasileiros e ao planeta.

Há o lado obscuro das obras públicas brasileiras. Os chineses, que costumam construir metrôs e hidrelétricas em tempo recorde e condenar à morte os corruptos que são descobertos, perceberão que aqui as obras só começam depois de acertadas as “comissões”. E, mesmo depois de acertadas, há os “aditivos” que o contrato sofrerá a cada cinco ou seis meses de obras. Sem contar que, no Brasil, obras costumam começar sem um projeto executivo definitivo, para o preço ir crescendo à medida que se “descobrem” novas necessidades não previstas no projeto original.

Assim, uma obra pública orçada em R$ 1 bilhão, por exemplo, não sai por menos de R$ 5 bilhões. Isso quando fica pronta. Há muitas delas espalhadas pelo Brasil que, mesmo com o preço quintuplicado, ainda estão longe da festa da fita inaugural, se é que algum dia chegarão lá.

Por isso, se os chineses estão chegando com U$ 53 bilhões para despejar aqui, que se preparem: para ver os projetos finalizados, caso o governo continue nas mãos do PT, vão ter que arcar com uns U$ 250 bilhões, no mínimo.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Duas caras

O advogado Luiz Edson Fachin foi sabatinado hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A sabatina é para que os senadores se informem sobre seu conhecimento jurídico, suas posições políticas e seu pensamento filosófico. Essas posturas serão a base para que ele julgue, tendo como norte a Constituição, os processos que chegarem até ao Superior Tribunal Federal, a mais alta corte de Justiça do país.

Fachin foi indicado, como manda a lei, pela presidente de República. Para ser nomeado, o Senado precisa aprová-lo. Depois da sabatina, acontecerá a votação no plenário, já marcada para dia 19 deste mês, terça feira da próxima semana.

Depois de ouvi-lo por quase nove horas (se bem que boa parte dessas nove horas foi usada pelos senadores), a impressão que se tem é que a presidente escolheu para o STF um advogado tradicional, um homem de direita, com bom preparo jurídico, respeitador das leis e, principalmente da Constituição, contra a violência de qualquer movimento social, defensor da família e da propriedade e contra o aborto.

De todas essas qualidades, apenas duas delas não deixam dúvidas que Fachin as possui: tem um bom preparo jurídico e é contra o aborto (pelo ausência de posição anterior sobre esse tema ficamos com a posição atual). Isso porque todas as outras posições são recentes e se contradizem com o que ele escreveu e disse nos últimos anos.

O advogado tradicional fica comprometido quando se sabe que ele, tendo assumido um cargo de procurador do Estado do Paraná, exerceu advocacia privada, o que era proibido por lei. Sua defesa para esse ato foi fraca e perderia de goleada se fosse julgada por seus futuros pares no STF. Até porque a lei era explícita e Fachin se defende usando um regulamento da OAB do Paraná que não se sobrepõe à lei. Direito básico.

O homem de direita atual se perde na defesa de movimentos sociais que praticam crimes como se ele posicionava até há bem pouco tempo, a ponto de confirmar sua amizade com o líder do MST, cujo pensamento político está à esquerda de Lenin, pra dizer o mínimo.

O respeitador das leis que ele fez questão de frisar que é, se perde em textos em que ele agride os que elaboraram a atual Constituição, dizendo, num artigo de 1986, que os mesmos iriam legislar em causa própria.

As defesas que já fez publicamente de invasões de propriedades privadas pela turba do MST, comprometem seriamente Fachin atual, que se diz contra toda e qualquer violência desses movimentos. De um artigo dele: “Se, ao invés de a propriedade rural ter uma função social, ela se tornar função social, concluir-se-á que não há direito de propriedade sem o cumprimento dos requisitos da função social. (...) Aqueles imóveis que estiverem produzindo (…) estariam sujeitos à desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária.”

Sobre a família Fachin já escreveu ser favorável ao direito adquirido da “amante”. Mas hoje afirmou que a família é aquela definida pela Constituição, que é a “base da sociedade brasileira”.

Enfim, caberá aos senhores senadores decidirem se aceitarão o jurista das duas caras. Uma do passado, “progressista” como a esquerda gosta de dizer, alinhado com o PT, eleitor entusiasmado de Dilma (liderou abaixo-assinado de juristas pela candidatura dela) e crítico da Constituição. Outra mostrada nos últimos dias combatendo suas próprias ideias e discursando como se fosse o juiz ideal para se sentar na cadeira que foi de Joaquim Barbosa.

Eu não costumo acreditar em quem muda de opinião tão repentinamente ao ser colocado diante de um cargo. Mas a opinião dos senhores senadores vamos conhecer na próxima terça-feira. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Arrasando o ensino no Brasil

Corredor da UFRJ em dia de chuva
O plano para a Educação na era FHC era simples: primeiro abrir escolas e, consequentemente, vagas para todo mundo do ensino básico, esse que vai da primeira à oitava série, o que foi conseguido até o fim de 2002. Ao mesmo tempo, melhorar o ensino técnico e o colegial, com vaga pra todo mundo também.  A segunda etapa seria dar o máximo de qualidade a esses primeiros 11 anos de ensino para que as universidades pudessem receber alunos com mais conhecimentos e elas próprias pudessem avançar. Claro que tudo exigia investimentos, mas o plano era exequível, principalmente depois que a economia mundial se aqueceu e o Brasil foi beneficiado com um considerável aumento em suas exportações e com maiores investimentos estrangeiros por aqui.

E o plano era tão exequível que o ministro da Educação de Lula, Cristóvão Buarque, o adotou, vendo nele a grande chance de, nos dez ou quinze anos seguintes, o Brasil dar um salto de qualidade semelhante ao da Coreia do Sul.

Mas os planos de Lula eram outros. Ele queria, na sua ânsia de provar que era melhor que FHC, inaugurar escolas para poder dizer por aí que “foi preciso um operário chegar ao poder para que o Brasil tivesse tantas universidades”. Claro que eles escolheram o discurso primeiro e depois partiram para a construção e ampliação de prédios que seriam inaugurados como universidades.

Percebendo que o plano era furado, errado mesmo, e nada podendo fazer para mudar as intenções marqueteiras de Lula, o ministro brochou de vez. Lula percebeu e demitiu-o por telefone. Cristóvão Buarque voltou ao Senado e foi reeleito em 2010 e tem sido, ao longo desses anos todos, uma voz lúcida de críticas aos governos petistas e um grande promotor da Educação. Discordo de algumas de suas posições, mas é inegável que se trata de um político honesto e competente, coisa rara no Brasil.

O resultado do marketing educacional de Lula pode ser visto hoje. A criação de inúmeras universidades serviu mais para os filminhos publicitários do governo do que para formar profissionais competentes para o mercado de trabalho. Os recursos para a Educação começaram a minguar já no fim do segundo mandato de Lula e se restringiram ao mínimo sob Dilma.

A falência do modelo econômico do PT – e não foi por falta de alerta que ele faliu – teve nas verbas da Educação uma de suas maiores vítimas. Tanto que, seguindo a cartilha da desonestidade da esquerda, Dilma anunciou, na campanha para a reeleição, que o lema de seu segundo mandato seria “Pátria Educadora”, exatamente por não ser.  

Depois do corte de verbas do FIES, que penalizou milhares e milhares de alunos que terão de parar de estudar por falta do financiamento que vinha sendo oferecido, hoje, assistimos à derrocada de centros de ensino como a tradicional Universidade Federal do Rio de Janeiro. Informa o jornal O Globo, que vários cursos estão fechando por falta de limpeza, falta de segurança e falta de higiene.

Diz o jornal: “A Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) e a Faculdade Nacional de Direito decidiram suspender as aulas devido à falta de condições para a frequência dos alunos nos respectivos prédios. Em uma reunião extraordinária da congregação da ECo, diversos episódios foram analisados por professores, técnicos e alunos que decidiram pela suspensão na manhã desta segunda-feira.

Com a greve de funcionários terceirizados da limpeza, da segurança e da portaria, a manutenção do prédio ficou comprometida. Segundo funcionários e estudantes, há focos de dengue no prédio e um computador e um datashow foram roubados. Além disso, alunos e professores já foram vítimas de assaltos no local.”


Em outra reportagem assinala o jornal: “As restrições e incertezas em relação ao orçamento do Ministério da Educação (MEC) para este ano já geraram cortes em seis das dez maiores universidades federais do Brasil, segundo levantamento feito pelo GLOBO. Das quatro restantes, três admitem que terão que fazer ajustes em suas contas, mas ainda discutem como se adequarão à nova realidade orçamentária. Somente uma, a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) diz que não sofreu impacto e nem cogita cortes até o momento. A versão da reitoria da UFPE, porém, é contestada pelo sindicato dos trabalhadores da instituição, que afirma ter havido corte de 30% no orçamento para custeio (manutenção) da universidade.”

Essa é a “Pátria Educadora” que Dilma anunciou na campanha do ano passado. Esse é o resultado da política educacional marqueteira do PT, mais uma desgraça para o Brasil.

Fator previdenciário: faz tempo que a culpa é do PT

Jornais de hoje informam que o governo petista está em plena ofensiva para que a base aliada não aprove qualquer flexibilização no fator previdenciário. Alguns petistas até estavam a favor dessa mudança para agradar ao movimento sindical, mas o Planalto bateu na mesa e impediu que seus parlamentares mexam no índice que diminui a aposentadoria do trabalhador.

Pra quem não sabe ou não se lembra, o fator previdenciário foi criado na era FHC. Ele consiste em diminuir o valor da aposentadoria dependendo da idade com que o cidadão se aposenta. Quanto mais novo ele atingir os critérios para aposentadoria, maior será a redução do valor a ser pago pela Previdência.

O fator foi criado para diminuir o enorme déficit da Previdência (todo ano os cofres públicos socorrem a Previdência com cerca de 50 bilhões de rais para que ela possa pagar as aposentadorias todas) e incentivar pessoas com 50, 60 anos a continuar trabalhando. Pelas regras atuais, com 35 anos de contribuição um homem pode se aposentar. Para as mulheres 30 anos bastam. Se começaram a trabalhar com 20 anos, um homem pode se aposentar com 55 anos e uma mulher com 50. E, convenhamos, nessa idade, a grande maioria pode trabalhar por um bom tempo ainda. 

Na época, o PT fez a maior campanha contra o fator previdenciário. E FHC ainda caiu na besteira de dizer que o fator serviria para fazer com que alguns servidores públicos “vagabundos” trabalhassem mais.

Claro que o PT aproveitou a deixa e saiu por aí dizendo (tem petista que diz isso até hoje) que FHC chamou todos os trabalhadores brasileiros de vagabundos.

Bom, em 2003 O PT chegou à presidência. E o que aconteceu com o detestável e odiado fator previdenciário que, na linguagem petista da época, “sacrificava o trabalhador brasileiro que havia contribuído durante três décadas para a Previdência e agora era enganado, recebendo muito menos do que era seu direito”?

Absolutamente nada. O PT que tanto combateu o fator previdenciário, ao chegar ao poder – onde esta há 12 anos e alguns meses – nada fez para extingui-lo ou mesmo mudá-lo, amenizando seus efeitos.

O pior é que até hoje criticam apenas FHC pela criação do fator previdenciário, se esquecendo que acabar com ele dependia apenas de uma MP ou um decreto. 

Em 12 anos no poder, o PT não tomou essa iniciativa. Pelo contrário, mandou que seus deputados e senadores (do PT e da base aliada) sempre votassem contra qualquer tentativa de extinção ou mudança. Exatamente como está fazendo agora, criando uma ofensiva para que não haja nem sequer uma flexibilização do fator previdenciário. 

Ou seja, há muito tempo a culpa pela diminuição da aposentadoria do trabalhador brasileiro não é mais de FHC. É do PT.

sábado, 9 de maio de 2015

A pressão por cargos desmonta a máquina


Nota no Painel da Folha de hoje:

“Fluxo
 Depois da aprovação da primeira parte do ajuste, articuladores do governo avisaram a deputados que as nomeações de seus afilhados foram liberadas pela Casa Civil e dependem só da assinatura dos ministros.”
  
A cada votação que o governo tem de negociar no Congresso, aumentam os cargos indicados por políticos que trocam seus votos por essas nomeações.

Critérios não existem, a não ser a indicação do político que vendeu o voto. Assim, o governo petista não só vai aumentando a folha de pagamentos como vai enchendo o governo de gente incompetente ou, pior ainda, de gente que nem vai comparecer ao trabalho, pois é cabo eleitoral do político que o indicou e o cargo conseguido é apenas para que o político deixe de pagar o salário do seu empregado.

A população, que depende do bom funcionamento da máquina pública perde de duas maneiras: com a folha de pagamentos cada vez mais elevada, sobra menos dinheiro para investimentos mais que necessários. E com funcionários incompetentes ou mesmo ausentes, a máquina não trabalha direito, emperra, atrasa tudo etc.

Esse é o governo petista a que o Brasil está submetido. Com a situação atual se deteriorando, com o governo cada vez mais fraco e os partidos da base sentindo que podem pressionar a cada votação importante, as consequências serão trágicas para todos. Pobre Brasil!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dilma prefere aumentar impostos a combater a corrupção

Pois é, entre votar um projeto de lei que reduz a desoneração da folha de pagamentos de 56 setores da economia, ou seja, aumenta novamente os impostos a esses setores que, obviamente, passarão esses aumentos ao preço final que nós pagaremos, e outros dois que combatem a corrupção (fazem parte daquele pacote de 19 de março, quatro dias depois das primeiras grandes passeatas), a presidente decidiu retirar a urgência dos projetos anticorrupção para apressar a votação do aumento dos impostos.

É que os dois projetos que tinham urgência – um tipificava o crime de enriquecimento ilícito de servidores e agentes públicos, inclusive políticos e o outro prevê a perda antecipada de bens provenientes da corrupção – teriam que ser votados já, caso contrário trancariam a pauta da Câmara.

Só que Dilma inverteu a prioridade e vai retirar a urgência dos projetos anticorrupção para que os que aumentam os impostos sejam votados mais rapidamente.

Será que ela pensa que, com as denúncias do Petrolão, a corrupção no Brasil acabou e leis mais rigorosas contra ao assaltos ao erário podem esperar um pouco mais. Ou talvez esteja tentando proteger as quadrilhas petistas todas, vai saber.

O fato é que vai pegar mal, muito mal para um governo que diz ter como prioridade combater a corrupção (o que é uma deslavada mentira, mas faz parte do pacote de propaganda enganosa)  desmentir assim, abertamente, essa prioridade.

E, pior, vai aumentar impostos que aumentarão preços, que diminuirão o poder de compra dos salários, que influenciarão no aumento da inflação, que aumentarão o desemprego, que...

Mujica expõe Lula como mensaleiro



A “confissão” de Lula, exposta no livro de José Mujica, ex-presidente uruguaio, não surpreende o mundo político. Aliás, nem o jornalístico. Até eu que estou fora das redações há quase 8 anos, jamais acreditei que Lula não soubesse de nada. A engenharia do mensalão pode até ter sido pensada por José Dirceu, já que ele, além de ser o cabeça pensante da dupla, era quem tratava diretamente com o Congresso.  E, com certeza, – jamais deixaria para outro ministro essa função. Mas quem conhece um mínimo de como funciona o poder no Brasil, não pode aceitar o “eu não sabia” do Lula.

A Justiça deixou-o de fora porque ninguém o acusou formalmente – o PSDB ficou com medo e o PT, que nunca foi bobo, percebeu que seria melhor queimar alguns quadros, mas manter o poder.
Agora, Mujica, talvez sem querer , afinal ele mostra grande admiração por Lula no livro, escancarou o óbvio: Lula lhe disse, e na frente de, pelo menos, uma testemunha, que aquela era a única forma de governar o Brasil. Não era, claro, mas para o que o PT queria, não havia outra forma mesmo

Explico: para se manter no poder por tempo indeterminado e, se possível, implantar um governo com ares de socialista, o PT sabia que precisaria dominar a maior parte do espectro político, vale dizer, os partidos representados no Congresso Nacional. Além disso, precisaria de recursos, muitos recursos para espalhar seus poderes por organizações de todos os tipos e “influenciar” o máximo de pessoas e organizações possíveis.

Para conseguir os recursos iria meter a mão no erário e, de tal forma e tanto, que seria impossível encobrir. Vai daí, precisaria da cumplicidade da maioria do Congresso para que seus mandos e desmandos fossem sempre abafados por maioria arrasadora. Como foram até o ano passado.

Comprar os políticos, acho eu, foi apenas uma das ações a que Lula e o PT se propuseram. O que foi desviado de dinheiro só da Petrobras, daria para comprar muito mais que o Congresso inteiro. E muitos outros desvios passam pelo BNDES (que motivo haveria para empréstimos secretos?), pelas estatais todas – o Petrolão talvez seja o maior de todos, mas com certeza não é o único caso de estatal surrupiada – pelo Banco do Brasil (a tranquilidade com que um presidente desse banco burla regras e libera dinheiro para uma notória amante é sinal inequívoco de que ele faz o que quer porque sabe que já fizeram coisas muito piores, com muitos milhões a mais) passa por perdões de dívidas a ditaduras que se alinhariam com o Brasil na tentativa de angariar poder no cenário mundial, por centenas de obras superfaturadas (muitas paradas, num crime inominável), pela farra dos partidos aliados em ministérios conseguidos a troco de votos no Congresso, enfim, o carnaval petista é tão grande que a Justiça – fosse esse um país sério – poderia escolher qualquer artigo do Código Penal que Lula e as quadrilhas do PT nela se encaixariam.

Agora, a novidade da “confissão” de Lula está ganhando as manchetes como deveria mesmo ganhar. E talvez esteja aí a pá de cal a ser jogada nesse “sapo barbudo” que há tanto tempo vem enganando os brasileiros. Ao confessar que sabia do mensalão, ele mostra que vinha mentindo sobre o tema desde 2005, quando estourou o escândalo e ele, primeiro negou que soubesse para, depois, admitir que era “apenas” caixa 2 e, num terceiro momento, já fortalecido pela fraqueza da oposição, soltar uma de suas costumeiras bravatas dizendo que, depois do segundo mandato, iria “sair pelo Brasil mostrando a todos que o mensalão nunca existiu”.

Agora cai, definitivamente, a máscara do enganador contumaz, do mentiroso doentio, do bravateiro de botequim, enfim, do corrupto que o Brasil teve e ainda tem de suportar. 

Projeto de lei da Prefeitura de Campinas recebe críticas

Até perto do fim deste mês de maio, está na Câmara de Vereadores de Campinas para receber sugestões, um Projeto de Lei Complementar (PLC) que “dispõe sobre a aprovação responsável de projetos de construção de edificações unifamiliares e de comércio de pequeno porte.” Se virar lei, a Prefeitura, autora do projeto, jura que ele vai facilitar a liberação de obras na cidade – casas e pequenos comércios – acabando com a demora na aprovação de plantas que tanto atrasa e irrita os cidadãos que querem construir.

Apesar de ter o propósito de agilizar a liberação, a lei exigirá nada menos que 9 itens de documentos, que vão desde  um “requerimento próprio” até um “documento de Informação Cadastral devidamente protocolizado junto à Secretaria Municipal de Finanças”, passando por “três vias da planta simplificada, declaração de responsabilidade, devidamente preenchida e assinada com reconhecimento de firma dos declarantes, termo de compromisso quanto à obrigatoriedade de utilização de madeira legal nas obras, declaração de movimentação de terra nos termos da regulamentação estabelecida para o licenciamento ambiental etc. Ou seja, é pra simplificar, mas é complicado também.

E, infelizmente, o problema não é só esse. Alguns técnicos e empresários do setor imobiliário torceram o nariz perante essa novidade. Isso porque, para eles, não adianta querer simplificar algumas construções se, de qualquer modo, elas estarão sujeitas aos “termos das Leis Municipais nº 6.031, de 28 de dezembro de 1988, nº 9.199, de 2 de dezembro de 1996, e nº 10.850, de 7 de junho de 2001”, como diz  o PLC em seu artigo primeiro.

E a legislação atinente, segundo eles, é cheia de “subjetividades” que atrasam, sempre, qualquer obra. “Essas subjetividades abrem brechas na legislação quando colocam que determinadas etapas da construção serão aprovadas ou permitidas ‘dependendo de análises específicas’, ‘a critério da comissão’ ou ainda que ‘podem ser exigidos estudos posteriores’”.

O que seria necessário, hoje, para Campinas, segundo os técnicos e empresários, seria fazer leis claras, sem subjetividades que, ao serem cumpridas, não deixariam qualquer margem a dúvidas e análises posteriores. Isso porque, diz um deles, “não adianta aprovar mil legislações simplificando tudo quando a lei está errada. Com uma lei clara não precisaria simplificar nada.”

Essa clareza na lei vai torná-la de fácil entendimento de todos e, consequentemente, autoaplicável, sem depender de nenhuma “mumunha”, interpretação, comissão ou favor. E, claro, completa, “sem facilitar outros favores não republicanos”. Mais especificamente, ele diz que se a lei fosse clara, e não cheia de meandros como é atualmente, “as análises seria mais fáceis e, consequentemente, rápidas e ágeis.”

Resumindo: a intenção da Prefeitura com esse Projeto de Lei Complementar pode até ser boa, mas não resolve, de maneira nenhuma, os problemas do setor da construção civil em Campinas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O lento Camprev quer uma sede própria de sete andares


Uma das páginas do projeto básico da futura sede do Camprev
O Instituto de Previdência Social de Campinas (Camprev) demora, depois de receber a papelada toda, um ano para processar a aposentadoria de um servidor da Prefeitura. Motivo: tudo é feito manualmente, mesmo depois de umas duas décadas da implantação dos serviços de informática no Brasil.

Na Previdência federal, famosa pela burocracia, um pedido de aposentadoria, se os documentos estiverem corretos, leva 45 dias. Foi o que ocorreu comigo, por exemplo. Atendimento com hora marcada pela internet, verificação nos arquivos próprios se os empregos registrados na carteira profissional estavam certos e pronto. O funcionário me disse que eu receberia uma carta dentro de 45 dias mais ou menos. E recebi mesmo, com a aposentadoria concedida a partir do dia em que pedi e com o valor a receber mensalmente. Mas o Camprev faz tudo à mão e, por isso, demora um ano.

Para acabar com essa demora o que deve ser feito? Ora, basta comprar computadores e ter programas compatíveis com os da Prefeitura e da Previdência. Assim, num atendimento de meia hora, como foi o meu, o servidor municipal poderá sair de lá sabendo que, em um ou dois meses, passará a receber sua aposentadoria.

O investimento é alto? Sim. Computadores não são baratos e como também os programas exigidos.
Mas o investimento, para melhor atender o público naquilo que de mais importante o público vai procurar no Camprev, deve ser infinitamente menor do que a construção de uma nova sede para o órgão.

Sim, pelo jeito, o Camprev prefere ter uma nova sede a atender melhor os servidores que deixam, durante todo o período em que trabalham na Prefeitura, uma boa parte de seus salários para sustentar o órgão e pagar as aposentadorias e pensões.

Pois já está publicada a Concorrência 02/2015 para “contratação de empresa para elaboração de Projeto Executivo e Execução de obras de construção da Sede do Instituto de Previdência Social do Município de Campinas.” O critério para escolher a empresa vencedora será “o menor preço global” e envelopes com as propostas podem ser entregues até dia 8 de junho próximo.

O prédio terá 7 andares, mais um mezanino (reservado à Presidência, segundo o projeto) e garagens no subsolo. Vai ficar numa rua atrás do Hospital Mario Gatti. Atualmente, o Camprev funciona no em imóvel localizado na rua Sacramento, no Centro.

É meio difícil acreditar que um órgão público que não tem equipamentos suficientes para bem atender o público que o sustenta, vá gastar milhões de reais para a construção de uma nova sede. Só no Brasil mesmo. Em Campinas.

Isso sem falar que há uma permanente ameaça, conhecida por muitos funcionários, de o Camprev falir qualquer dia desses, porque o tal equilíbrio atuarial - ou seja, o dinheiro que entra dos funcionários da ativa versus o dinheiro que os aposentados devem receber - estaria ameaçado. E também porque, pelo que se ventila por aí, as últimas diretorias não foram lá muito competentes em aplicar os recursos do Instituto. Algo parecido, dizem, com os fundos de pensão de estatais do governo federal, que perderam bilhões de reais em investimento altamente perigosos.

Enfim, diante dessa desconfiança toda, o Camprev, depois de se equipar para melhor atender seus clientes, deveria vir a público e mostrar que suas finanças estão seguras e que comportam, sem qualquer ameaça às suas obrigações com os aposentados e pensionistas, a construção de uma enorme sede própria.

Ninguém segura os homicídios no Brasil



Agora é oficial: o Brasil está em primeiríssimo lugar no número absoluto de homicídios no mundo. O levantamento é do Observatório de Homicídios, plataforma de visualização de dados online lançada pelo Instituto Igarapé, no Rio.

É isso aí: somos os melhores quando se trata de assassinar alguém. Morre-se no Brasil por umas pedras de crack, por um tijolinho de maconha, por uma trouxinha de coca, por um carro tirado à força do dono, por uma bolsa puxada na rua, por uma vingança imbecil, por dar azar de vestir a camisa do seu time favorito e encontrar uma torcida rival na rua, pela absurda “defesa da honra”, por um pedaço de terra, por uma briga com o vizinho, por uma vingança imbecil qualquer. Enfim, mata-se o semelhante no Brasil como se mata um carrapato tirado de um cachorro.

Foram, em 2012, últimos dados disponíveis (e aí já começam os problemas: 3 anos para fazer uma pesquisa simples na era da informática), 56 mil assassinatos no Brasil. Daria pra encher um Morumbi de cadáveres. E o que fazem as autoridades? Quase nada.

No Rio, ao invés de combater os criminosos, prendendo-os, a polícia e o governo preferiram ocupar as favelas que eles dominavam, numa ação que tanto cara quanto inútil. Resultado: os bandidos mudaram de local e, com o tempo, a ocupação se contaminou pela corrupção e pelo crime organizado novamente. Não se tem notícia de que o tráfico de drogas – principal ocupação do crime organizado – tenha sofrido um colapso com a ação policial. Os traficantes ficaram mais discretos e agem e ambiente mais seguro, agora protegidos pela polícia. Sim, esse é o Brasil.

Em São Paulo, apesar da diminuição de assassinatos – o Estado está dentro do limite tolerável de menos de 10 assassinatos por grupo de cem mil habitantes (a média do Brasil é de 29)- não há cidade grande segura. Se as mortes são proporcionalmente menores aqui, a violência não difere dos piores lugares do país: roubos, assaltos, sequestros, explosões de caixas de banco e intenso tráfico de drogas.

No resto do país é quadro é mais desolador ainda. Há cidade no Nordeste onde a média é de mais de 50 assassinatos por 100 mil habitantes. Nesse critério, que é o mais razoável para medir o nível de um país, o Brasil ocupa a 11ª posição.

As penitenciárias no Brasil estão entre os lugares mais sujos, fétidos e desorganizados do mundo. Se há umas poucas que apresentam um padrão um pouco melhor, a grande maioria delas é um prédio cheio de grades enferrujadas, onde quadrilhas mandam, traficam e matam conforme o interesse dos negócios todos. E a polícia geralmente faz parte dessas quadrilhas.

A dramática situação da violência no Brasil passa batida pelos políticos. Leis não faltam, mas os recursos são, como sempre, escassos. O país gasta bilhões com assessores fantasmas, com obras inacabadas, com corrupção desenfreada, com empréstimos secretos a ditaduras, com frotas de carros novos para deputados, senadores e vereadores, mas deixa a Polícia Federal à míngua para vigiar as fronteiras.  

Na primeira eleição de Dilma, ela anunciou que compraria 60 drones para vigiar nossas fronteiras e coibir o tráfico de drogas. Comprou 2 apenas e eles não saem do chão por falta de combustível. Esse é o governo que o Brasil tem hoje.

Assim, o brasileiro vai morrendo à base de 153 assassinatos por dia. São tantas mortes que já estamos nos tornando insensíveis ao problema. Anestesiados pelo horror diário, não cobramos das autoridades pelo menos o cumprimento das promessas feiras em campanhas eleitorais. Caminhamos para o grande túmulo coletivo em que está se transformando o Brasil.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os Atrapalhadores

"O PT vai deixar de ser o Partido dos Trabalhadores para se tornar o Partido dos Atrapalhadores do desenvolvimento do Brasil." (Deputado Nilson Leitão - PSDB - MT) agora há pouco na Câmara.

O que o PT fez com a Petrobras


Notícia divulgada hoje e que amanhã deve estar na primeira página de todos os jornais:

Petrobras cai mais de 400 posições em lista de maiores do mundo. A estatal despencou do 30º para o 416º lugar em ranking da Forbes que classifica as 2.000 maiores empresas do mundo.

Esse é o resultado de 12 anos de governos do PT na maior estatal brasileira e, até alguns anos atrás, uma das 30 maiores empresas do mundo.

E o que significa esse resultado? Pra começo de conversa, ele vai muito além da insuportável corrupção que o PT, durante os governos de Lula e Dilma, ali desenvolveu.

A corrupção, como mostra o balanço da empresa, obtido a fórceps, diga-se, chegou a R$ 6,2 bilhões e o prejuízo com o resto a mais de R$ 20 bilhões.

Portanto, não foi só a corrupção que corroeu a Petrobras. Foi, principalmente, o modo PT de tratar o patrimônio público que levou a essa situação.

Para o PT, uma estatal não é uma empresa que, atuando num setor que a iniciativa privada não tenha interesse, vai suprir uma falha na produção do país. Também não é uma empresa que, atuando num ramo competitivo, vai usar as mesmas regras da iniciativa privada para não ter prejuízos e provocar perdas nos cofres públicos, vale dizer, no dinheiro que cada cidadão paga de maneira obrigatória como impostos.

Para o PT, uma estatal estará sempre a serviço do partido, principalmente a serviço da manutenção do partido no poder.

Assim, a Petrobras passou de uma petroleira responsável pelo abastecimento do país com combustíveis – petróleo e seus derivados e álcool, um ramo altamente lucrativo – para uma patrocinadora de clubes esportivos e inúmeros artistas desde que fieis ao petismo, para uma parceira majoritária de ditaduras ou governos altamente autoritários, desde que de viés esquerdista (não se importando com enormes prejuízos na parceria), de mantenedora de preços abaixo do custo para combustíveis, arcando com o prejuízo, pois aumentá-los de acordo com o mercado atrapalharia eleições, de cabide de emprego para centenas (ou milhares) de filiados ao PT, muitas vezes sem trabalhar na empresa e sim na promoção do partido (os chamados funcionários fantasmas).

A Petrobras é também, por causa de lei aprovada pelo PT, parceira obrigatória (com 30%) na exploração de jazidas petrolíferas do pré-sal, uma parceria caríssima para resultados que só seriam positivos se o barril do petróleo estivesse com um preço bem mais elevado. A Petrobras contrata obras sem projetos executivos definidos, aumentando o custo dessas obras ao sabor das corrupções todas que se tornaram rotina na empresa.

Enfim, a Petrobras hoje é o que é por causa do que o PT fez com ela. Transformou-a numa gigantesca teta para abastecimento do partido. E a sede de poder e de dinheiro dos políticos do PT e dos que a ele se uniram foi tão grande, que não houve petróleo suficiente, mesmo com o inicio da exploração do pré-sal, que cobrisse o enorme rombo fruto da incompetência e da roubalheira. 

Surrealismo é pouco: o PT contra o governo do PT


A Câmara Federal vive momento surrealista. O governo petista, comandado (oficialmente, pelo menos) por Dilma Rousseff, elaborou medidas provisórias que, considera o governo petista, são necessária para que o Brasil inicie uma recuperação do estrago feito pelo... governo petista. 

Só esse fato já demonstra alguns absurdos: o governo petista cometeu erros infantis – além de demagógicos, populistas e corruptos ao extremo – na condução da economia do país. 
E quando cometia todos eles foi abundantemente avisado dos erros e crimes, mas nada fez para impedir que o país caminhasse para o abismo econômico em que se meteu. E, jurando por todos os deuses que estava tudo bem e que não havia nada sendo urdido para mudar a situação (estava tudo bem, ora pois!) acabou por assinar medidas que são justamente aquelas que a campanha eleitoral do governo petista acusava que a oposição iria tomar caso fosse eleita.

Bom, além desse quadro totalmente irreal, podre mesmo, próprio de um governo, no mínimo, infantil e, no máximo, desonesto ao extremo, o partido do governo petista, conhecido como PT, se recusa a votar a favor das medidas que prejudicam trabalhadores, mas que, no entender do governo petista, são necessárias para tentar consertar o estrago feito pelo governo petista, que teve a aprovação, nos últimos 12 anos, do PT.  

O PT não fechou questão sobre as medidas do ajuste fiscal elaboradas pelo governo do PT. E quer que o PMDB, aliado fiel nos últimos 12 anos, se encarregue de aprovar, junto com outros votos da base aliada, o pacote amargo de medidas do governo do PT.

Pior: no programa obrigatório do partido, ontem à noite na televisão, acompanhado por formidável panelaço de protesto, o PT criticou violentamente as medidas do governo do PT, demonizando a priori os deputados que poderiam votar a favor do pacote.

O fiel aliado é fiel aliado, mas não é burro. Sabe que pode  ficar com o ônus da aprovação e vai sofrer críticas que terão reflexos nas ruas e nas urnas, enquanto o PT, posando de oposição ao governo do PT, quer ficar com o bônus, numa atitude (ou em mais uma, entre tantas) de extrema desonestidade.

O PMDB, claro, está berrando na sessão da Câmara desta quarta-feira, que se o PT não fechar questão – o que obrigaria todos os seus deputados a votarem a favor do pacote do governo do PT – ele não vai se colocar a favor das medidas. E aí o pacote não será aprovado e o governo do PT vai cair numa depressão econômica. Por causa do PT.  

O PT, de tão desonesto, acabou criando uma enorme armadilha para ele mesmo. Se não votar as medidas, o que resta do governo petista vai derreter. Se votar, o PT vai ficar com a marca de ser contra os trabalhadores. Bem feito!