segunda-feira, 11 de maio de 2015

Arrasando o ensino no Brasil

Corredor da UFRJ em dia de chuva
O plano para a Educação na era FHC era simples: primeiro abrir escolas e, consequentemente, vagas para todo mundo do ensino básico, esse que vai da primeira à oitava série, o que foi conseguido até o fim de 2002. Ao mesmo tempo, melhorar o ensino técnico e o colegial, com vaga pra todo mundo também.  A segunda etapa seria dar o máximo de qualidade a esses primeiros 11 anos de ensino para que as universidades pudessem receber alunos com mais conhecimentos e elas próprias pudessem avançar. Claro que tudo exigia investimentos, mas o plano era exequível, principalmente depois que a economia mundial se aqueceu e o Brasil foi beneficiado com um considerável aumento em suas exportações e com maiores investimentos estrangeiros por aqui.

E o plano era tão exequível que o ministro da Educação de Lula, Cristóvão Buarque, o adotou, vendo nele a grande chance de, nos dez ou quinze anos seguintes, o Brasil dar um salto de qualidade semelhante ao da Coreia do Sul.

Mas os planos de Lula eram outros. Ele queria, na sua ânsia de provar que era melhor que FHC, inaugurar escolas para poder dizer por aí que “foi preciso um operário chegar ao poder para que o Brasil tivesse tantas universidades”. Claro que eles escolheram o discurso primeiro e depois partiram para a construção e ampliação de prédios que seriam inaugurados como universidades.

Percebendo que o plano era furado, errado mesmo, e nada podendo fazer para mudar as intenções marqueteiras de Lula, o ministro brochou de vez. Lula percebeu e demitiu-o por telefone. Cristóvão Buarque voltou ao Senado e foi reeleito em 2010 e tem sido, ao longo desses anos todos, uma voz lúcida de críticas aos governos petistas e um grande promotor da Educação. Discordo de algumas de suas posições, mas é inegável que se trata de um político honesto e competente, coisa rara no Brasil.

O resultado do marketing educacional de Lula pode ser visto hoje. A criação de inúmeras universidades serviu mais para os filminhos publicitários do governo do que para formar profissionais competentes para o mercado de trabalho. Os recursos para a Educação começaram a minguar já no fim do segundo mandato de Lula e se restringiram ao mínimo sob Dilma.

A falência do modelo econômico do PT – e não foi por falta de alerta que ele faliu – teve nas verbas da Educação uma de suas maiores vítimas. Tanto que, seguindo a cartilha da desonestidade da esquerda, Dilma anunciou, na campanha para a reeleição, que o lema de seu segundo mandato seria “Pátria Educadora”, exatamente por não ser.  

Depois do corte de verbas do FIES, que penalizou milhares e milhares de alunos que terão de parar de estudar por falta do financiamento que vinha sendo oferecido, hoje, assistimos à derrocada de centros de ensino como a tradicional Universidade Federal do Rio de Janeiro. Informa o jornal O Globo, que vários cursos estão fechando por falta de limpeza, falta de segurança e falta de higiene.

Diz o jornal: “A Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) e a Faculdade Nacional de Direito decidiram suspender as aulas devido à falta de condições para a frequência dos alunos nos respectivos prédios. Em uma reunião extraordinária da congregação da ECo, diversos episódios foram analisados por professores, técnicos e alunos que decidiram pela suspensão na manhã desta segunda-feira.

Com a greve de funcionários terceirizados da limpeza, da segurança e da portaria, a manutenção do prédio ficou comprometida. Segundo funcionários e estudantes, há focos de dengue no prédio e um computador e um datashow foram roubados. Além disso, alunos e professores já foram vítimas de assaltos no local.”


Em outra reportagem assinala o jornal: “As restrições e incertezas em relação ao orçamento do Ministério da Educação (MEC) para este ano já geraram cortes em seis das dez maiores universidades federais do Brasil, segundo levantamento feito pelo GLOBO. Das quatro restantes, três admitem que terão que fazer ajustes em suas contas, mas ainda discutem como se adequarão à nova realidade orçamentária. Somente uma, a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) diz que não sofreu impacto e nem cogita cortes até o momento. A versão da reitoria da UFPE, porém, é contestada pelo sindicato dos trabalhadores da instituição, que afirma ter havido corte de 30% no orçamento para custeio (manutenção) da universidade.”

Essa é a “Pátria Educadora” que Dilma anunciou na campanha do ano passado. Esse é o resultado da política educacional marqueteira do PT, mais uma desgraça para o Brasil.

Fator previdenciário: faz tempo que a culpa é do PT

Jornais de hoje informam que o governo petista está em plena ofensiva para que a base aliada não aprove qualquer flexibilização no fator previdenciário. Alguns petistas até estavam a favor dessa mudança para agradar ao movimento sindical, mas o Planalto bateu na mesa e impediu que seus parlamentares mexam no índice que diminui a aposentadoria do trabalhador.

Pra quem não sabe ou não se lembra, o fator previdenciário foi criado na era FHC. Ele consiste em diminuir o valor da aposentadoria dependendo da idade com que o cidadão se aposenta. Quanto mais novo ele atingir os critérios para aposentadoria, maior será a redução do valor a ser pago pela Previdência.

O fator foi criado para diminuir o enorme déficit da Previdência (todo ano os cofres públicos socorrem a Previdência com cerca de 50 bilhões de rais para que ela possa pagar as aposentadorias todas) e incentivar pessoas com 50, 60 anos a continuar trabalhando. Pelas regras atuais, com 35 anos de contribuição um homem pode se aposentar. Para as mulheres 30 anos bastam. Se começaram a trabalhar com 20 anos, um homem pode se aposentar com 55 anos e uma mulher com 50. E, convenhamos, nessa idade, a grande maioria pode trabalhar por um bom tempo ainda. 

Na época, o PT fez a maior campanha contra o fator previdenciário. E FHC ainda caiu na besteira de dizer que o fator serviria para fazer com que alguns servidores públicos “vagabundos” trabalhassem mais.

Claro que o PT aproveitou a deixa e saiu por aí dizendo (tem petista que diz isso até hoje) que FHC chamou todos os trabalhadores brasileiros de vagabundos.

Bom, em 2003 O PT chegou à presidência. E o que aconteceu com o detestável e odiado fator previdenciário que, na linguagem petista da época, “sacrificava o trabalhador brasileiro que havia contribuído durante três décadas para a Previdência e agora era enganado, recebendo muito menos do que era seu direito”?

Absolutamente nada. O PT que tanto combateu o fator previdenciário, ao chegar ao poder – onde esta há 12 anos e alguns meses – nada fez para extingui-lo ou mesmo mudá-lo, amenizando seus efeitos.

O pior é que até hoje criticam apenas FHC pela criação do fator previdenciário, se esquecendo que acabar com ele dependia apenas de uma MP ou um decreto. 

Em 12 anos no poder, o PT não tomou essa iniciativa. Pelo contrário, mandou que seus deputados e senadores (do PT e da base aliada) sempre votassem contra qualquer tentativa de extinção ou mudança. Exatamente como está fazendo agora, criando uma ofensiva para que não haja nem sequer uma flexibilização do fator previdenciário. 

Ou seja, há muito tempo a culpa pela diminuição da aposentadoria do trabalhador brasileiro não é mais de FHC. É do PT.

sábado, 9 de maio de 2015

A pressão por cargos desmonta a máquina


Nota no Painel da Folha de hoje:

“Fluxo
 Depois da aprovação da primeira parte do ajuste, articuladores do governo avisaram a deputados que as nomeações de seus afilhados foram liberadas pela Casa Civil e dependem só da assinatura dos ministros.”
  
A cada votação que o governo tem de negociar no Congresso, aumentam os cargos indicados por políticos que trocam seus votos por essas nomeações.

Critérios não existem, a não ser a indicação do político que vendeu o voto. Assim, o governo petista não só vai aumentando a folha de pagamentos como vai enchendo o governo de gente incompetente ou, pior ainda, de gente que nem vai comparecer ao trabalho, pois é cabo eleitoral do político que o indicou e o cargo conseguido é apenas para que o político deixe de pagar o salário do seu empregado.

A população, que depende do bom funcionamento da máquina pública perde de duas maneiras: com a folha de pagamentos cada vez mais elevada, sobra menos dinheiro para investimentos mais que necessários. E com funcionários incompetentes ou mesmo ausentes, a máquina não trabalha direito, emperra, atrasa tudo etc.

Esse é o governo petista a que o Brasil está submetido. Com a situação atual se deteriorando, com o governo cada vez mais fraco e os partidos da base sentindo que podem pressionar a cada votação importante, as consequências serão trágicas para todos. Pobre Brasil!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dilma prefere aumentar impostos a combater a corrupção

Pois é, entre votar um projeto de lei que reduz a desoneração da folha de pagamentos de 56 setores da economia, ou seja, aumenta novamente os impostos a esses setores que, obviamente, passarão esses aumentos ao preço final que nós pagaremos, e outros dois que combatem a corrupção (fazem parte daquele pacote de 19 de março, quatro dias depois das primeiras grandes passeatas), a presidente decidiu retirar a urgência dos projetos anticorrupção para apressar a votação do aumento dos impostos.

É que os dois projetos que tinham urgência – um tipificava o crime de enriquecimento ilícito de servidores e agentes públicos, inclusive políticos e o outro prevê a perda antecipada de bens provenientes da corrupção – teriam que ser votados já, caso contrário trancariam a pauta da Câmara.

Só que Dilma inverteu a prioridade e vai retirar a urgência dos projetos anticorrupção para que os que aumentam os impostos sejam votados mais rapidamente.

Será que ela pensa que, com as denúncias do Petrolão, a corrupção no Brasil acabou e leis mais rigorosas contra ao assaltos ao erário podem esperar um pouco mais. Ou talvez esteja tentando proteger as quadrilhas petistas todas, vai saber.

O fato é que vai pegar mal, muito mal para um governo que diz ter como prioridade combater a corrupção (o que é uma deslavada mentira, mas faz parte do pacote de propaganda enganosa)  desmentir assim, abertamente, essa prioridade.

E, pior, vai aumentar impostos que aumentarão preços, que diminuirão o poder de compra dos salários, que influenciarão no aumento da inflação, que aumentarão o desemprego, que...

Mujica expõe Lula como mensaleiro



A “confissão” de Lula, exposta no livro de José Mujica, ex-presidente uruguaio, não surpreende o mundo político. Aliás, nem o jornalístico. Até eu que estou fora das redações há quase 8 anos, jamais acreditei que Lula não soubesse de nada. A engenharia do mensalão pode até ter sido pensada por José Dirceu, já que ele, além de ser o cabeça pensante da dupla, era quem tratava diretamente com o Congresso.  E, com certeza, – jamais deixaria para outro ministro essa função. Mas quem conhece um mínimo de como funciona o poder no Brasil, não pode aceitar o “eu não sabia” do Lula.

A Justiça deixou-o de fora porque ninguém o acusou formalmente – o PSDB ficou com medo e o PT, que nunca foi bobo, percebeu que seria melhor queimar alguns quadros, mas manter o poder.
Agora, Mujica, talvez sem querer , afinal ele mostra grande admiração por Lula no livro, escancarou o óbvio: Lula lhe disse, e na frente de, pelo menos, uma testemunha, que aquela era a única forma de governar o Brasil. Não era, claro, mas para o que o PT queria, não havia outra forma mesmo

Explico: para se manter no poder por tempo indeterminado e, se possível, implantar um governo com ares de socialista, o PT sabia que precisaria dominar a maior parte do espectro político, vale dizer, os partidos representados no Congresso Nacional. Além disso, precisaria de recursos, muitos recursos para espalhar seus poderes por organizações de todos os tipos e “influenciar” o máximo de pessoas e organizações possíveis.

Para conseguir os recursos iria meter a mão no erário e, de tal forma e tanto, que seria impossível encobrir. Vai daí, precisaria da cumplicidade da maioria do Congresso para que seus mandos e desmandos fossem sempre abafados por maioria arrasadora. Como foram até o ano passado.

Comprar os políticos, acho eu, foi apenas uma das ações a que Lula e o PT se propuseram. O que foi desviado de dinheiro só da Petrobras, daria para comprar muito mais que o Congresso inteiro. E muitos outros desvios passam pelo BNDES (que motivo haveria para empréstimos secretos?), pelas estatais todas – o Petrolão talvez seja o maior de todos, mas com certeza não é o único caso de estatal surrupiada – pelo Banco do Brasil (a tranquilidade com que um presidente desse banco burla regras e libera dinheiro para uma notória amante é sinal inequívoco de que ele faz o que quer porque sabe que já fizeram coisas muito piores, com muitos milhões a mais) passa por perdões de dívidas a ditaduras que se alinhariam com o Brasil na tentativa de angariar poder no cenário mundial, por centenas de obras superfaturadas (muitas paradas, num crime inominável), pela farra dos partidos aliados em ministérios conseguidos a troco de votos no Congresso, enfim, o carnaval petista é tão grande que a Justiça – fosse esse um país sério – poderia escolher qualquer artigo do Código Penal que Lula e as quadrilhas do PT nela se encaixariam.

Agora, a novidade da “confissão” de Lula está ganhando as manchetes como deveria mesmo ganhar. E talvez esteja aí a pá de cal a ser jogada nesse “sapo barbudo” que há tanto tempo vem enganando os brasileiros. Ao confessar que sabia do mensalão, ele mostra que vinha mentindo sobre o tema desde 2005, quando estourou o escândalo e ele, primeiro negou que soubesse para, depois, admitir que era “apenas” caixa 2 e, num terceiro momento, já fortalecido pela fraqueza da oposição, soltar uma de suas costumeiras bravatas dizendo que, depois do segundo mandato, iria “sair pelo Brasil mostrando a todos que o mensalão nunca existiu”.

Agora cai, definitivamente, a máscara do enganador contumaz, do mentiroso doentio, do bravateiro de botequim, enfim, do corrupto que o Brasil teve e ainda tem de suportar. 

Projeto de lei da Prefeitura de Campinas recebe críticas

Até perto do fim deste mês de maio, está na Câmara de Vereadores de Campinas para receber sugestões, um Projeto de Lei Complementar (PLC) que “dispõe sobre a aprovação responsável de projetos de construção de edificações unifamiliares e de comércio de pequeno porte.” Se virar lei, a Prefeitura, autora do projeto, jura que ele vai facilitar a liberação de obras na cidade – casas e pequenos comércios – acabando com a demora na aprovação de plantas que tanto atrasa e irrita os cidadãos que querem construir.

Apesar de ter o propósito de agilizar a liberação, a lei exigirá nada menos que 9 itens de documentos, que vão desde  um “requerimento próprio” até um “documento de Informação Cadastral devidamente protocolizado junto à Secretaria Municipal de Finanças”, passando por “três vias da planta simplificada, declaração de responsabilidade, devidamente preenchida e assinada com reconhecimento de firma dos declarantes, termo de compromisso quanto à obrigatoriedade de utilização de madeira legal nas obras, declaração de movimentação de terra nos termos da regulamentação estabelecida para o licenciamento ambiental etc. Ou seja, é pra simplificar, mas é complicado também.

E, infelizmente, o problema não é só esse. Alguns técnicos e empresários do setor imobiliário torceram o nariz perante essa novidade. Isso porque, para eles, não adianta querer simplificar algumas construções se, de qualquer modo, elas estarão sujeitas aos “termos das Leis Municipais nº 6.031, de 28 de dezembro de 1988, nº 9.199, de 2 de dezembro de 1996, e nº 10.850, de 7 de junho de 2001”, como diz  o PLC em seu artigo primeiro.

E a legislação atinente, segundo eles, é cheia de “subjetividades” que atrasam, sempre, qualquer obra. “Essas subjetividades abrem brechas na legislação quando colocam que determinadas etapas da construção serão aprovadas ou permitidas ‘dependendo de análises específicas’, ‘a critério da comissão’ ou ainda que ‘podem ser exigidos estudos posteriores’”.

O que seria necessário, hoje, para Campinas, segundo os técnicos e empresários, seria fazer leis claras, sem subjetividades que, ao serem cumpridas, não deixariam qualquer margem a dúvidas e análises posteriores. Isso porque, diz um deles, “não adianta aprovar mil legislações simplificando tudo quando a lei está errada. Com uma lei clara não precisaria simplificar nada.”

Essa clareza na lei vai torná-la de fácil entendimento de todos e, consequentemente, autoaplicável, sem depender de nenhuma “mumunha”, interpretação, comissão ou favor. E, claro, completa, “sem facilitar outros favores não republicanos”. Mais especificamente, ele diz que se a lei fosse clara, e não cheia de meandros como é atualmente, “as análises seria mais fáceis e, consequentemente, rápidas e ágeis.”

Resumindo: a intenção da Prefeitura com esse Projeto de Lei Complementar pode até ser boa, mas não resolve, de maneira nenhuma, os problemas do setor da construção civil em Campinas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O lento Camprev quer uma sede própria de sete andares


Uma das páginas do projeto básico da futura sede do Camprev
O Instituto de Previdência Social de Campinas (Camprev) demora, depois de receber a papelada toda, um ano para processar a aposentadoria de um servidor da Prefeitura. Motivo: tudo é feito manualmente, mesmo depois de umas duas décadas da implantação dos serviços de informática no Brasil.

Na Previdência federal, famosa pela burocracia, um pedido de aposentadoria, se os documentos estiverem corretos, leva 45 dias. Foi o que ocorreu comigo, por exemplo. Atendimento com hora marcada pela internet, verificação nos arquivos próprios se os empregos registrados na carteira profissional estavam certos e pronto. O funcionário me disse que eu receberia uma carta dentro de 45 dias mais ou menos. E recebi mesmo, com a aposentadoria concedida a partir do dia em que pedi e com o valor a receber mensalmente. Mas o Camprev faz tudo à mão e, por isso, demora um ano.

Para acabar com essa demora o que deve ser feito? Ora, basta comprar computadores e ter programas compatíveis com os da Prefeitura e da Previdência. Assim, num atendimento de meia hora, como foi o meu, o servidor municipal poderá sair de lá sabendo que, em um ou dois meses, passará a receber sua aposentadoria.

O investimento é alto? Sim. Computadores não são baratos e como também os programas exigidos.
Mas o investimento, para melhor atender o público naquilo que de mais importante o público vai procurar no Camprev, deve ser infinitamente menor do que a construção de uma nova sede para o órgão.

Sim, pelo jeito, o Camprev prefere ter uma nova sede a atender melhor os servidores que deixam, durante todo o período em que trabalham na Prefeitura, uma boa parte de seus salários para sustentar o órgão e pagar as aposentadorias e pensões.

Pois já está publicada a Concorrência 02/2015 para “contratação de empresa para elaboração de Projeto Executivo e Execução de obras de construção da Sede do Instituto de Previdência Social do Município de Campinas.” O critério para escolher a empresa vencedora será “o menor preço global” e envelopes com as propostas podem ser entregues até dia 8 de junho próximo.

O prédio terá 7 andares, mais um mezanino (reservado à Presidência, segundo o projeto) e garagens no subsolo. Vai ficar numa rua atrás do Hospital Mario Gatti. Atualmente, o Camprev funciona no em imóvel localizado na rua Sacramento, no Centro.

É meio difícil acreditar que um órgão público que não tem equipamentos suficientes para bem atender o público que o sustenta, vá gastar milhões de reais para a construção de uma nova sede. Só no Brasil mesmo. Em Campinas.

Isso sem falar que há uma permanente ameaça, conhecida por muitos funcionários, de o Camprev falir qualquer dia desses, porque o tal equilíbrio atuarial - ou seja, o dinheiro que entra dos funcionários da ativa versus o dinheiro que os aposentados devem receber - estaria ameaçado. E também porque, pelo que se ventila por aí, as últimas diretorias não foram lá muito competentes em aplicar os recursos do Instituto. Algo parecido, dizem, com os fundos de pensão de estatais do governo federal, que perderam bilhões de reais em investimento altamente perigosos.

Enfim, diante dessa desconfiança toda, o Camprev, depois de se equipar para melhor atender seus clientes, deveria vir a público e mostrar que suas finanças estão seguras e que comportam, sem qualquer ameaça às suas obrigações com os aposentados e pensionistas, a construção de uma enorme sede própria.

Ninguém segura os homicídios no Brasil



Agora é oficial: o Brasil está em primeiríssimo lugar no número absoluto de homicídios no mundo. O levantamento é do Observatório de Homicídios, plataforma de visualização de dados online lançada pelo Instituto Igarapé, no Rio.

É isso aí: somos os melhores quando se trata de assassinar alguém. Morre-se no Brasil por umas pedras de crack, por um tijolinho de maconha, por uma trouxinha de coca, por um carro tirado à força do dono, por uma bolsa puxada na rua, por uma vingança imbecil, por dar azar de vestir a camisa do seu time favorito e encontrar uma torcida rival na rua, pela absurda “defesa da honra”, por um pedaço de terra, por uma briga com o vizinho, por uma vingança imbecil qualquer. Enfim, mata-se o semelhante no Brasil como se mata um carrapato tirado de um cachorro.

Foram, em 2012, últimos dados disponíveis (e aí já começam os problemas: 3 anos para fazer uma pesquisa simples na era da informática), 56 mil assassinatos no Brasil. Daria pra encher um Morumbi de cadáveres. E o que fazem as autoridades? Quase nada.

No Rio, ao invés de combater os criminosos, prendendo-os, a polícia e o governo preferiram ocupar as favelas que eles dominavam, numa ação que tanto cara quanto inútil. Resultado: os bandidos mudaram de local e, com o tempo, a ocupação se contaminou pela corrupção e pelo crime organizado novamente. Não se tem notícia de que o tráfico de drogas – principal ocupação do crime organizado – tenha sofrido um colapso com a ação policial. Os traficantes ficaram mais discretos e agem e ambiente mais seguro, agora protegidos pela polícia. Sim, esse é o Brasil.

Em São Paulo, apesar da diminuição de assassinatos – o Estado está dentro do limite tolerável de menos de 10 assassinatos por grupo de cem mil habitantes (a média do Brasil é de 29)- não há cidade grande segura. Se as mortes são proporcionalmente menores aqui, a violência não difere dos piores lugares do país: roubos, assaltos, sequestros, explosões de caixas de banco e intenso tráfico de drogas.

No resto do país é quadro é mais desolador ainda. Há cidade no Nordeste onde a média é de mais de 50 assassinatos por 100 mil habitantes. Nesse critério, que é o mais razoável para medir o nível de um país, o Brasil ocupa a 11ª posição.

As penitenciárias no Brasil estão entre os lugares mais sujos, fétidos e desorganizados do mundo. Se há umas poucas que apresentam um padrão um pouco melhor, a grande maioria delas é um prédio cheio de grades enferrujadas, onde quadrilhas mandam, traficam e matam conforme o interesse dos negócios todos. E a polícia geralmente faz parte dessas quadrilhas.

A dramática situação da violência no Brasil passa batida pelos políticos. Leis não faltam, mas os recursos são, como sempre, escassos. O país gasta bilhões com assessores fantasmas, com obras inacabadas, com corrupção desenfreada, com empréstimos secretos a ditaduras, com frotas de carros novos para deputados, senadores e vereadores, mas deixa a Polícia Federal à míngua para vigiar as fronteiras.  

Na primeira eleição de Dilma, ela anunciou que compraria 60 drones para vigiar nossas fronteiras e coibir o tráfico de drogas. Comprou 2 apenas e eles não saem do chão por falta de combustível. Esse é o governo que o Brasil tem hoje.

Assim, o brasileiro vai morrendo à base de 153 assassinatos por dia. São tantas mortes que já estamos nos tornando insensíveis ao problema. Anestesiados pelo horror diário, não cobramos das autoridades pelo menos o cumprimento das promessas feiras em campanhas eleitorais. Caminhamos para o grande túmulo coletivo em que está se transformando o Brasil.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os Atrapalhadores

"O PT vai deixar de ser o Partido dos Trabalhadores para se tornar o Partido dos Atrapalhadores do desenvolvimento do Brasil." (Deputado Nilson Leitão - PSDB - MT) agora há pouco na Câmara.

O que o PT fez com a Petrobras


Notícia divulgada hoje e que amanhã deve estar na primeira página de todos os jornais:

Petrobras cai mais de 400 posições em lista de maiores do mundo. A estatal despencou do 30º para o 416º lugar em ranking da Forbes que classifica as 2.000 maiores empresas do mundo.

Esse é o resultado de 12 anos de governos do PT na maior estatal brasileira e, até alguns anos atrás, uma das 30 maiores empresas do mundo.

E o que significa esse resultado? Pra começo de conversa, ele vai muito além da insuportável corrupção que o PT, durante os governos de Lula e Dilma, ali desenvolveu.

A corrupção, como mostra o balanço da empresa, obtido a fórceps, diga-se, chegou a R$ 6,2 bilhões e o prejuízo com o resto a mais de R$ 20 bilhões.

Portanto, não foi só a corrupção que corroeu a Petrobras. Foi, principalmente, o modo PT de tratar o patrimônio público que levou a essa situação.

Para o PT, uma estatal não é uma empresa que, atuando num setor que a iniciativa privada não tenha interesse, vai suprir uma falha na produção do país. Também não é uma empresa que, atuando num ramo competitivo, vai usar as mesmas regras da iniciativa privada para não ter prejuízos e provocar perdas nos cofres públicos, vale dizer, no dinheiro que cada cidadão paga de maneira obrigatória como impostos.

Para o PT, uma estatal estará sempre a serviço do partido, principalmente a serviço da manutenção do partido no poder.

Assim, a Petrobras passou de uma petroleira responsável pelo abastecimento do país com combustíveis – petróleo e seus derivados e álcool, um ramo altamente lucrativo – para uma patrocinadora de clubes esportivos e inúmeros artistas desde que fieis ao petismo, para uma parceira majoritária de ditaduras ou governos altamente autoritários, desde que de viés esquerdista (não se importando com enormes prejuízos na parceria), de mantenedora de preços abaixo do custo para combustíveis, arcando com o prejuízo, pois aumentá-los de acordo com o mercado atrapalharia eleições, de cabide de emprego para centenas (ou milhares) de filiados ao PT, muitas vezes sem trabalhar na empresa e sim na promoção do partido (os chamados funcionários fantasmas).

A Petrobras é também, por causa de lei aprovada pelo PT, parceira obrigatória (com 30%) na exploração de jazidas petrolíferas do pré-sal, uma parceria caríssima para resultados que só seriam positivos se o barril do petróleo estivesse com um preço bem mais elevado. A Petrobras contrata obras sem projetos executivos definidos, aumentando o custo dessas obras ao sabor das corrupções todas que se tornaram rotina na empresa.

Enfim, a Petrobras hoje é o que é por causa do que o PT fez com ela. Transformou-a numa gigantesca teta para abastecimento do partido. E a sede de poder e de dinheiro dos políticos do PT e dos que a ele se uniram foi tão grande, que não houve petróleo suficiente, mesmo com o inicio da exploração do pré-sal, que cobrisse o enorme rombo fruto da incompetência e da roubalheira. 

Surrealismo é pouco: o PT contra o governo do PT


A Câmara Federal vive momento surrealista. O governo petista, comandado (oficialmente, pelo menos) por Dilma Rousseff, elaborou medidas provisórias que, considera o governo petista, são necessária para que o Brasil inicie uma recuperação do estrago feito pelo... governo petista. 

Só esse fato já demonstra alguns absurdos: o governo petista cometeu erros infantis – além de demagógicos, populistas e corruptos ao extremo – na condução da economia do país. 
E quando cometia todos eles foi abundantemente avisado dos erros e crimes, mas nada fez para impedir que o país caminhasse para o abismo econômico em que se meteu. E, jurando por todos os deuses que estava tudo bem e que não havia nada sendo urdido para mudar a situação (estava tudo bem, ora pois!) acabou por assinar medidas que são justamente aquelas que a campanha eleitoral do governo petista acusava que a oposição iria tomar caso fosse eleita.

Bom, além desse quadro totalmente irreal, podre mesmo, próprio de um governo, no mínimo, infantil e, no máximo, desonesto ao extremo, o partido do governo petista, conhecido como PT, se recusa a votar a favor das medidas que prejudicam trabalhadores, mas que, no entender do governo petista, são necessárias para tentar consertar o estrago feito pelo governo petista, que teve a aprovação, nos últimos 12 anos, do PT.  

O PT não fechou questão sobre as medidas do ajuste fiscal elaboradas pelo governo do PT. E quer que o PMDB, aliado fiel nos últimos 12 anos, se encarregue de aprovar, junto com outros votos da base aliada, o pacote amargo de medidas do governo do PT.

Pior: no programa obrigatório do partido, ontem à noite na televisão, acompanhado por formidável panelaço de protesto, o PT criticou violentamente as medidas do governo do PT, demonizando a priori os deputados que poderiam votar a favor do pacote.

O fiel aliado é fiel aliado, mas não é burro. Sabe que pode  ficar com o ônus da aprovação e vai sofrer críticas que terão reflexos nas ruas e nas urnas, enquanto o PT, posando de oposição ao governo do PT, quer ficar com o bônus, numa atitude (ou em mais uma, entre tantas) de extrema desonestidade.

O PMDB, claro, está berrando na sessão da Câmara desta quarta-feira, que se o PT não fechar questão – o que obrigaria todos os seus deputados a votarem a favor do pacote do governo do PT – ele não vai se colocar a favor das medidas. E aí o pacote não será aprovado e o governo do PT vai cair numa depressão econômica. Por causa do PT.  

O PT, de tão desonesto, acabou criando uma enorme armadilha para ele mesmo. Se não votar as medidas, o que resta do governo petista vai derreter. Se votar, o PT vai ficar com a marca de ser contra os trabalhadores. Bem feito!

Como é que é?

Uma carta enviada ao Correio Popular de Campinas pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura dá bem a ideia de que o atual governo pouco entende da cidade. Ao responder um leitor que havia criticado o poder municipal por conta das inundações que ocorrem no Centro quando chove um pouco mais forte, a Prefeitura respondeu que a “revitalização do Centro – e da Glicério – é uma dívida antiga que a municipalidade tem com a história da cidade e com seus cidadãos”.

Aí já começa o engano disfarçado de engodo ou vice-versa. Acontece que revitalizar o Centro é uma coisa e transformar a Glicério numa avenida mais estreita com calçadas mais largas  com algumas floreiras, é outra bem diferente. Enterrar a fiação é bom, mas a cidade inteira precisa desse tipo de ação, já que os postes, mesmo nos bairros, já estão entortando devido ao peso da enorme quantidade de fios que por eles passam. 

Além do mais, não há notícia de que as obras que estão sendo realizadas na Glicério serão expandidas para o resto do Centro. Aliás, não há sequer um projeto conjunto do qual a Glicério seria uma parte, como deveria ser caso tivéssemos um governo sério.

E sem essa expansão, com a diminuição do leito carroçável da Glicério, os congestionamentos que já são constantes na região, se tornarão permanentes. Sem contar que o próprio projeto para a avenida é um negócio mal feito que não passaria pelo crivo de uma bancada de arquitetos com o mínimo de experiência em intervenções urbanas.

Mas a resposta da Secretaria de Comunicação da Prefeitura prossegue afirmando que “trata-se de um espaço cívico, simbólico” e penso estar aí o maior equívoco dessa cartinha para o jornal.

A Glicério é a artéria importante do Centro, embora avenidas como a Moraes Salles, a Campos Salles, Anchieta, Senador Saraiva e ruas como a General Osório e a Benjamin Constant também tenham grande importância. Só que o tal do “espaço cívico, simbólico”, está longe de ser a avenida inteira. Quando muito o Largo do Rosário e a Praça Guilherme de Almeida carregam um simbolismo cívico maior. Fosse por esse critério, as ruas Barão de Jaguara, Dr. Quirino e Luzitana teriam prioridade, já que nelas nasceu Campinas, dali se expandindo para formar a grande área central.

A “revitalização” da Glicério pode e vai melhorar a aparência da avenida, mas temo que a Prefeitura, na ânsia de realizar uma obra de impacto no Centro, esteja perdendo uma grande oportunidade de pensar uma solução para toda a região que se mostra extremamente problemática. E o afunilamento já anunciado deve trazer graves consequências para o trânsito, com reflexos nas outras ruas e avenidas que, tão merecedoras de uma revitalização quanto a Glicério, foram esquecidas pelo atual governo municipal. Ou como disse um amigo no Café Regina, dia desses, “não é nem uma revitalização ‘meia-boca’. É, no máximo, uma maquiagem na Glicério”.

E como não tinha muito a dizer sobre a crítica feita pelo leitor, o resto da cartinha da Prefeitura ao jornal lista uma série de trabalhos que ela chama de “investimentos” do governo,  como se arrumar praças, asfaltar ruas e limpar córregos não fossem obrigações do poder público, pelas quais o cidadão paga e paga bem caro. Pobre Campinas!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Panelaço neles! 2



O panelaço durante o programa do PT na televisão foi mais uma mostra de que, pelo menos nos grandes centros e dentro da enorme classe média (invenção do PT, quem ganha mais de 300 reais por mês é classe média) não há mais clima para que um partido desonesto, mentiroso e corrupto continue existindo. Não, o PT não vai acabar, como vaticinou o deputado Carlos Sampaio (PSDB) em frase que se tornou famosa em minutos nas redes sociais. Mas vai ficar do tamanho que merece se perder o poder, pois o que fez e ainda faz enquanto governo, finalmente está sendo bem divulgado e está estarrecendo a população brasileira.

Estarrecimento que, modéstia à parte, alguns jornalistas e blogueiros já previam e denunciavam há tempos. Pra se ter uma ideia mais precisa, assumi a coluna Xeque Mate do Correio Popular em 2001, quando o PT assumiu o governo de Campinas. Durante os nove meses que Antonio da Costa Santos foi o prefeito, fiz uma oposição mais programática que específica: discordava da ideologia e dos rumos que essa ideologia de esquerda poderia impor à cidade. Respeitava o prefeito. Com sua morte e a tomada do poder pelo grupo de Renato Simões (então deputado estadual, mas líder da tendência à qual pertencia a vice, Izalene Tiene, ela mesma uma subordinada de Simões na hierarquia da tendência), as coisas pioraram muito e não dava mais para manter a crítica apenas no nível programático. A roubalheira aliada à incompetência nos deu um retrato do que seria o governo Lula que tomaria posse menos de 3 anos depois.

Lia muito, à época, Reinaldo Azevedo, que conheci da revista e do site Primeira Leitura e, através dele, cheguei a outros oposicionistas à ideologia totalitária de esquerda que previam o desastre que seria, depois da era FHC e com o Brasil pronto para se desenvolver de forma sustentável, um governo dominado por um partido cujo projeto único era se manter no poder e, se possível, destruir tudo que havia sido feito nos últimos oito anos.

Mas Lula se tornou palatável só depois que contratou Duda Mendonça para marqueteiro e assinou a Carta do Recife, onde se comprometia a manter as conquistas econômicas, a manter o país no capitalismo e renunciava a golpes de esquerda.

Mas, passados 12 anos e alguns meses, o estrago aí está. Tudo que temíamos hoje faz parte do temor acho que da maioria da população. O PT estragou o Brasil, promoveu lutas de classes, de gêneros e de raças, acirrou as diferenças para dividir e poder governar, transformou a corrupção – que no Brasil nunca foi pequena – em uma gigantesca instituição do poder  e conseguiu transformar – por incompetência e roubalheira – em quase um lixo a maior empresa do Brasil.

Se levarmos em conta também os estragos institucionais – o aparelhamento do STF, do STJ, a divisão na PF, o fim das agências reguladoras que hoje são apenas cabides de empregos para a tralha petista, a promoção de programas de ensino que enriquecem empresários do setor, mas não melhoram o ensino, a enorme dívida externa e interna, a volta da inflação etc. – vamos chegar à conclusão que a continuação desse governo até 2018 será uma tragédia para o Brasil, mesmo que o ministro da Fazendo consiga impor o ajuste fiscal anunciado.

Porque o problema maior do Brasil, hoje, é de confiança. A grande maioria dos eleitores brasileiros não consegue mais confiar num partido que tanto roubou e que, hoje está provado, desgraçou o Brasil. A própria figura de Lula vem sendo, finalmente, desconstruída em público, mercê sua arrogância, sua prepotência e suas mentiras, hoje desmascaradas nas redes sociais e pela boa imprensa que o Brasil ainda possui.

Falta muito ainda para que o PT seja tão pequeno quanto sua moral, seja tão insignificante quanto os partidecos de esquerda que vicejam por aí parados no tempo e no espaço, mas o caminho está dado: é o eleitor que vai mandar essa praga que quase dominou o Brasil para o ostracismo de onde nunca deveria ter saído.

Panelaço neles!


Acabei de participar do panelaço aqui em Campinas. Do terraço do apartamento deu pra ouvir muitas outras panelas batendo e carros buzinando. O que o PT tem a dizer não interessa a mais ninguém. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pobre Campinas!



“O número deste ano (de casos de dengue) é proporcional ao ano passado. Mas, se compararmos com os números nacionais, é baixo. Campinas é um modelo de combate.”

A frase acima é do secretário de Saúde Campinas, Carmino de Souza. Sim, o homem encarregado de combater a dengue na cidade disse essa frase lapidar que foi publicada hoje no Correio Popular. Deve haver algum recorde nela, pois ele conseguiu, em duas linhas, dizer duas enormes mentiras e algo que não deveria ser colocado como se fosse positivo. O pior é que o prefeito, Jonas Donizette (PSB) deve ter adorado a frase.

Vamos aos absurdos ditos pelo secretário. Campinas tem hoje cerca de 32 mil casos de dengue e sete mortes. É recorde no Estado de São Paulo, ganhando até mesmo da capital, em números cheios, não proporcionais. E a capital tem quase dez vezes mais habitantes.

Ano passado Campinas bateu todos os recordes: mais de 42 mil casos e dez mortes. O fato de o número ser proporcional ao do ano passado é algo terrível e não deveria ser dito como se essa “proporcionalidade” fosse algo positivo.

A frase seguinte (“Mas, se compararmos com os números nacionais, é baixo”) é uma mentira monstruosa. Pois os números nacionais revelam que o Brasil estava, até 18 de abril, dia dos últimos dados nacionais disponíveis, com 745,9 mil casos notificados. Ou seja, 367,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, medida adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Pois Campinas, com seus 32 mil casos, carrega a marca de 3.437 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Ou quase dez vezes mais que a média do país.  Acrescente-se que a OMS considera que há uma epidemia da doença quando os casos ultrapassam 300 por cem mil.

O Estado de São Paulo, onde há o maior número de casos da doença, está com 911 casos por cem mil habitantes. Campinas tem quase quatro isso.

Por aí se vê que Campinas não pode ser um “modelo no combate” como disse o secretário, no terceiro absurdo dito por ele.

Ora, se um secretário, a maior autoridade, depois do prefeito, responsável pelo combate à dengue em Campinas diz, como se fosse uma coisa boa, que “o número de casos é proporcional ao do ano passado”; que “se compararmos com o índice nacional (o número de casos) é baixo” e não é; e que Campinas “é modelo no combate” e isso está longe de ocorrer, já que a cidade é recordista nacional, nós talvez estejamos diante da verdadeira causa da enorme epidemia de dengue da cidade pelo segundo ano consecutivo: é a total incompetência do governo municipal de enfrentar a realidade, tentando disfarçá-la com mentiras. Pobre Campinas!

domingo, 3 de maio de 2015

Com elegância e coragem

Em artigo publicado hoje no seu blog Observador Político (http://www.observadorpolitico.com.br/), Fernando Henrique Cardoso, apesar da educação e elegância, sobe o tom contra a desgraça petista que se abateu sobre o Brasil. E deixa claro que Lula é o maior culpado tanto dos descalabros administrativos quanto da corrupção que viceja farta. 


Desvendar a trama

Fernando Henrique Cardoso

Eu preferiria não voltar ao tema arqui-batido das crises que nos alcançaram. Mas é difícil. Vira e mexe, elas atingem o bolso e a alma das pessoas. Na última semana o início de recessão repercutiu fortemente sobre a taxa de desemprego. Considerando apenas as seis principais metrópoles, ela atingiu 6,2%, a maior taxa desde 2001. A Petrobras, ao tentar virar uma página de sua história recente, pôs em evidência que o “propinoduto”, enorme (seis bilhões de reais), é incomparavelmente menor do que o “asnoduto”, dos projetos megalômanos e mal feitos: 40 bilhões de reais. São cifras casadas, pois quanto piores ou mais incompletos os projetos de obras, mais fácil se torna aumentar seu custo e desviar o dinheiro para fins pessoais ou partidários.

O setor elétrico foi vítima de males semelhantes (só à Petrobras as “pedaladas” da Eletrobrás custaram 4,5 bilhões de reais) e não é o único setor no qual os desmandos vêm se tornando públicos. Se algum dia se abrirem as contas da Caixa Econômica, vai-se ver que o FGTS dos trabalhadores deu funding para uma instituição bancária pública fazer empréstimos de salvamento a empreendimentos privados quebrados. No caso do BNDES, a despeito da competência de seus funcionários, emprestou-se muito dinheiro a empresas de solvabilidade discutível, também com recursos do FAT, ou seja, dos trabalhadores (ou dos contribuintes), oriundos do Tesouro.

No afã de “acelerar o crescimento” usando o governo como principal incentivo, as contas públicas passaram a sofrer déficits crescentes. Pior, dada a conjuntura internacional negativa e o pouco avanço da produtividade nacional, também as contas externas apresentam índices negativos preocupantes quando comparados com o PIB brasileiro (cerca de 4%, com viés de alta).

Pressionado pelas circunstâncias o governo atual teve que entregar o comando econômico a quem pensa diferente dos festejados (pelos círculos petistas e adjacentes) autores da “nova matriz econômica”. Esta teria descoberto a fórmula mágica da prosperidade: mais crédito e mais consumo. O investimento, ora, é consequência do consumo… Sem que se precisasse prestar atenção às condições de credibilidade das políticas econômicas.

As consequências estão à vista: chegou a hora de apertar os cintos. Como qualquer governo responsável — antes se diria, erroneamente, neoliberal — o atual começou a cortar despesas e restringir o crédito. Há menos recursos para empréstimos, mais obras paradas, maior desemprego, e assim vamos numa espiral de agruras, fruto da correção dos desacertos do passado recente. Para datar: esta espiral de enganos começou a partir dos dois últimos anos do governo Lula. Agora, na hora da onça beber água, embora sem reconhecer os desatinos, volta-se ao bom senso. Mas, cuidado, é preciso que haja senso. Ajuste fiscal, às secas, sem confiança no governo, sem horizontes de crescimento e, pois, com baixo investimento, é como operação sem anestesia. Pior: política econômica requer dosagem e nem sempre os bons técnicos avaliam bem a saúde geral do país. Também o cavalo do inglês aprendeu a não comer; só que morreu.

Não quero ser pessimista. Mas o que mais falta faz neste momento é liderança. Gente em quem a gente creia, que não só aponte os caminhos de saída, mas comece a percorrê-lo. Não estou insinuando que sem impeachment não há solução. Nem dizendo o contrário, que impeachment é golpe. Estou apenas alertando que as lideranças brasileiras (e escrevo assim no plural) precisam se dar conta de que desta vez os desarranjos (não só no plano econômico, mas no político também) foram longe demais. Reerguer o país requer primeiro passar a limpo os erros. Não haverá milagre econômico sem transformação política. Esta começa pelo aprofundamento da operação Lava Jato, para deixar claro por que o país chegou aonde chegou. Não dispensa, contudo, profundas reformas políticas.

Não foram os funcionários da Petrobras os responsáveis pela roubalheira (embora alguns nela estivessem implicados). Nenhuma diretoria se mantém sem o beneplácito dos governos, nem muito menos o dinheirão todo que escapou pelo ralo foi apropriado apenas por indivíduos. Houve mais do que apadrinhamento político, construiu-se uma rede de corrupção para sustentar o poder e seus agentes (pessoas e partidos). Não adianta a Presidente dizer que tudo agora está no lugar certo na Petrobras. É preciso avançar nas investigações, mostrar a trama política corrupta e incompetente. Não foi só a Petrobrás que foi roubada, o país foi iludido com sonhos de grandeza nacional enquanto a roubalheira corria solta na principal companhia estatal do país.

Quase tudo que foi feito nos últimos quatro mandatos foi anunciado como o “nunca antes feito neste país”. É verdade, nunca mesmo se errou tanto em nome do desenvolvimento nacional nem jamais se roubou tanto sob a proteção desse manto encantado. Embora os diretores da Petrobras diretamente envolvidos na roubalheira devam ser penalizados, não foram eles os responsáveis maiores. Quem enganou o Brasil foi o lulo-petismo. Lula mesmo encharcou as mãos de petróleo como arauto da falsa autossuficiência. E agora José? Não há culpabilidade política? Vai-se apelar aos “exércitos do MST” para encobrir a verdade?

É por isso que tenho dito que impeachment é uma medida prevista pela Constituição, pela qual não há que torcer, nem distorcer: havendo culpabilidade, que se puna. Mas a raiz dos desmandos foi plantada antes da eleição da atual presidente. Vem do governo de seu antecessor e padrinho político. O que já se sabe sobre o Petrolão é suficientemente grave para que a sociedade repudie as forças e lideranças políticas que teceram a trama da qual o escândalo faz parte. Mas é preciso que a Justiça não se detenha antes que tudo seja posto às claras. Só assim será possível resgatar os nossos mais genuínos sentimentos de confiança no Brasil e no seu futuro.

sábado, 2 de maio de 2015

PT, o partido da regressão social e moral

A foto da capa da Folha de São Paulo de hoje é a maior prova da desonestidade de um partido cujo principal objetivo é permanecer o no poder, não se importando com os meios para tanto. Lula apontando para um cartaz onde se lê “Abaixo o Plano Levy” e também palavras de ordem contra duas Medidas Provisórias, cartaz colocado no palco da Central Única de Trabalhadores (CUT), o braço sindical do PT, é de uma falta de vergonha na cara que jamais se viu na política brasileira.

Ora, o Plano Levy nada mais é do que um conjunto de medidas que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, adotou para tentar consertar o estrago feito pelo próprio PT nos últimos 12 anos à frente do governo. Sim, 12 anos, porque os oito anos de Lula, onde a farra com o dinheiro que entrava fácil pelos formidáveis números da exportação não teve limites foi o início da desgraça atual. Hoje se sabe também que a gigantesca corrupção na Petrobras – e quase com certeza em todos os outros setores do governo – começou por volta de 2003, justamente quando Lula chegou ao poder.

Os quatro anos de Dilma não tiveram novidade alguma em termos de condução das políticas públicas. A única diferença é que o dinheiro farto das exportações começou a escassear, a falta de estrutura não ajudou a diminuir preços para competir de verdade no mercado internacional, a incompetência falou mais alto e a corrupção começou a fazer diferença nos balanços da gigantesca Petrobras.

Mas o PT – e seu maior líder – vociferam contra um plano que pretende colocar novamente o Brasil no eixo econômico saudável, aquele em que o país paga o que deve, investe corretamente e consegue crescer um mínimo para manter a taxa de emprego elevada e a da inflação dominada.

E ainda protestam com discursos inflamados e cartazes contra duas Medidas Provisórias. Ora, as MPs são produtos do governo, desse governo que está aí e que o PT “fez o diabo” para eleger, passando por cima de muitas leis que organizam a disputa eleitoral.

Essas ações de “protesto contra eles mesmos” escancaram a face perversa do PT. Ir contra as medidas que o governo comandado por seu próprio partido está tentando tomar é a mesma coisa que, como dizem por aí, “vender a mãe”, “trair o amigo”, “jogar sujo”  e todas as expressões que revelam a total falta de caráter de pessoas ou de uma entidade. Pois o PT fez, em 12 anos, o Brasil regredir quase dez décadas no seu desenvolvimento social e humano.

É o fim do PT? Infelizmente, no Brasil, um partido pode cometer uma traição desse tamanho e não ser crucificado no dia seguinte ou na eleição seguinte. Por isso, o PT vai continuar sua marcha insana, tentando posar de oposição às necessárias medidas de rearranjo da economia que ele mesmo desarranjou e não vai sofrer, tão cedo, o resultado de sua insanidade eleitoreira. Pelo contrário, quer posar de oposição a medidas que serão amargas, como se nada tivesse com isso, em outra formidável mentira.  

O eleitor, ou metade do eleitorado brasileiro, ainda vive no tempo do voto de cabresto, trocando por “alguns dinheiros” sua decisão eleitoral. Mas, 90 milhões de eleitores não votaram em ninguém e mais de 50 milhões votaram contra o PT. É essa maioria que precisa se fazer representar no poder, não uma minoria movida a programas assistencialistas que só existem para perpetuar a ignorância e a miséria e garantir os votos de cabresto. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Petrobras: muito pior

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg, publicado hoje em O Globo, mostra a real situação da Petrobras. E ela é muito pior do que o governo petista está informando.

É nosso, mas não dá para pegar

Carlos Alberto Sardenberg

A Petrobras não está cumprindo os índices de nacionalização nos equipamentos que opera.
A Petrobras está atrasada na exploração de campos do pré-sal na Bacia de Campos, sofrendo por isso reclamações da Agência Nacional do Petróleo.

A companhia não está em condições financeiras de pesquisar e explorar novos campos, por isso vai se concentrar nos poços já em produção.

A estatal não tem condições de assumir novas responsabilidades na exploração do pré-sal.

Não é campanha do contra. São comentários feitos pelo presidente da empresa, Aldemir Bendine, em depoimento no Senado.

E deles se conclui que a Petrobras está simplesmente bloqueando novos investimentos no pré-sal. Assim: a legislação atual exige que a estatal seja dona de 30% de todos os poços do pré-sal e a única operadora de todos eles. Isso exige dinheiro, coisa em falta na companhia.

Como admitiu Bendine, se a ANP lançasse agora uma rodada de concessões no pré-sal, a Petrobras teria "dificuldades", modo elegante de dizer que não tem recursos para fazer novos investimentos no que quer que seja, de poços a refinarias. O caixa "não é confortável", explicou.

Perguntaram a ele se apoiaria a mudança na legislação, de modo a aliviar as obrigações da Petrobras e permitir que outras empresas, nacionais ou estrangeiras, comprem e explorem novos campos do pré-sal. Disse que não cabia a ele iniciar esse debate.

Mas está na hora de se iniciar, pois a situação é clara: ou se muda a regra atual, abrindo o pré-sal à exploração privada completa, ou não haverá novos investimentos ali até que a Petrobras se recupere, o que vai levar tempo.

Tudo considerado, verifica-se que a mudança na legislação do petróleo patrocinada por Lula e Dilma não cumpre nenhum de seus objetivos.


Deveria fortalecer a Petrobras, reservando para ela o filé do mercado. A companhia não tem nem para o picadinho de segunda.

Deveria acelerar a exploração da riqueza do pré-sal. Está travando.

Deveria nacionalizar os equipamentos. Produziu uma imensa confusão, e possivelmente corrupção, pois não há regras claras de como verificar a nacionalização de equipamentos complexos. Além disso, empresas locais não têm condições de atender às necessidades do setor, o que encarece e atrasa a entrega dos equipamentos.

Isso sem contar os cinco anos sem novas rodadas de concessão, de 2009 a 2014, enquanto se tratava de mudar a legislação. O Brasil perdeu a oportunidade de licitar campos de petróleo no momento em que o óleo apresentava os melhores preços da História.

Quando apresentou seu balanço, a Petrobras colocou R$ 44 bilhões como perdas em consequência de ineficiência, má gestão e mudanças no mercado.

Pois parece que o país perdeu muito mais que isso.

Inesquecível

Um Primeiro de Maio para ser esquecido pelos petistas e lembrado pela oposição. Enquanto Dilma Rousseff foge da televisão, contrariando prática de priscas eras e muito cara ao PT, e coloca seu pronunciamento na rede de computadores evitando o inevitável panelaço nacional antes justamente do Jornal Nacional, a Revista Época antecipa o Saturday Bloody Saturday usual e bota na rede, na sexta-feira, capa com o lobista Lula trabalhando para a Odebrecht  num esqueminha singular: ele viaja com tudo pago pela empresa, oferece uma enorme obra para o país visitado, desde que seja realizada pela empresa que o contratou, o BNDES oferece financiamento para a obra como se fosse de pai para filho (três anos e meio de carência, 12 anos para pagar e juros de 5% ao ano!!!)e, claro, o presidente do outro país aceita na hora. E Lula, vitorioso na missão ganha uma garrafa de 51 inteiramente de grátis. Não, deve ser bem mais que uma garrafa de 51.

Há vários crimes cometidos pelo ex-presidente nesse seu trabalho e ele está sendo investigado por isso. É um criminoso contumaz.

Mas o Primeiro de Maio de 2015 continua célere.  Pelo noticiário ficamos sabendo que o ministro do STF, Dias Toffoli, aquele que rapidinho se arvorou a mudar de turma para ser um dos julgadores do Petrolão na sua parte política, é amiguinho de Léo Pinheiro, o dono da OAS que ameaçava contar tudo que sabe numa delação premiada, mas que, antes de tentar o prêmio contando tudo, ganhou o prêmio da liberdade, pois o STF, com o voto decisivo de Dias Toffoli, o livrou da prisão preventiva em que se encontrava.

Já com relação ao poder, os jornais trazem a disputa entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer.  Disputa? Mas eles não são do mesmo partido? Sim, são, mas o partido é o PMDB, do qual tudo pode se esperar, inclusive acirrada disputa pelo poder.

Os três estão se desentendendo porque já perceberam que Dilma anda sobre o tal fio da navalha. Seu governo não governa e pode ser escorraçado a qualquer momento, de tão grande é a oposição a ele, 
nos partidos e nas ruas.

E como os três peemedebistas estão na linha sucessória, o pau está comendo entre eles, cada um querendo ganhar a faixa assim que Inês, digo Dilma, prostrar-se morta.  Mas a situação é curiosa: Se Dilma cair por crime eleitoral – e os há em número suficiente para escolher – seu vice também cai, pois foi eleito na mesma chapa, e Cunha assume com a missão de convocar novas eleições e com o poder da caneta nas mãos enquanto corre a campanha.

Mas se Cunha se perder entre as corrupções todas que o Petrolão proporcionou – e já há suspeitas fortíssimas de que ele também se beneficiou – o terceiro na linha sucessória é Calheiros.
 E se Dilma cair por crime próprio – o que ela fez nos últimos 10 anos na área de energia daria pena de morte até num conto de fadas – aí assume Temer, com todos os poderes para ir até o fim do atual 
mandato podendo se candidatar a uma reeleição.

Como se vê, o cenário é de múltiplas escolhas e por isso os “líderes” do PMDB estão se digladiando. Aliás, eles se digladiam sempre e se abraçam com a mesma frequência. Estão no poder desde o último governo da ditadura militar. E pretendem ficar até o fim dos tempos.

Como se vê, trata-se d e um Primeiro de Maio diferente dos últimos que vivemos. Sem pronunciamento oficial por medo do panelaço; com denúncias cada vez mais cabeludas de corrupção atingindo o tal do âmago do poder; com disputa declarada pelo espólio da Dilma e com a centrais sindicais divididas, uma defendendo seu quinhão (a CUT é contra o projeto de terceirização porque vai perder dinheiro, só por isso, nada mais) e outra metendo a boca na governo petista de todas as formas.

Repito: o Brasil vive um Primeiro de Maio inesquecível para quem é oposição ao PT.  

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Esforço concentrado


Dia desses escrevi aqui que Campinas estava, possivelmente, a caminho de um novo recorde no número de casos de dengue. Já fomos notícia até no Jornal Nacional, por ser a cidade com maior número de casos em todo o Brasil. Agora, vejo no noticiário de hoje que já chegamos a mais de 30 mil casos e sete mortes. O recorde é de 2014, com 42.109 e dez mortes. Mas parece que a Prefeitura está se esforçando bastante para quebrar o próprio recorde.