sábado, 16 de abril de 2016

Horas decisivas

Nas últimas horas, os que defendem o mais corrupto governo da história do Brasil (acho que do mundo) têm demonstrado certa euforia como se o impeachment já não fosse mais possível. A razão seria a adesão de alguns deputados – em número suficiente para virar o placar – ao balcão de negócios montado por Lula e alguns comparsas, num luxuoso hotel em Brasília, onde ele celebra tenebrosas transações com gente que não merece ser chamada de gente. Fala-se que as negociatas já não mais se dão em troca de cargos ou de favores políticos como a promessa de liberação de emendas e sim na base do dinheiro vivo. Um milhão de reais, em cash, na bolsa, na mala ou na mochila, dizem que saem os vendidos deputados carregando do hotel de luxo.

Não há provas de que o placar mudou, mas a volta de Michel Temer a Brasília, ele que havia viajado para São Paulo, para assistir de longe a votação de amanhã, é sinal de que algum ruído no placar, desfavorável ao impeachment ocorreu, grave ao ponto de exigir a presença de Temer novamente em Brasília.

Os jornalistas do site O Antagonista continuam apostando, na manhã deste sábado, em  22 votos a mais que os necessários para a admissibilidade do processo pela Câmara, baseados em contagem de experientes deputados que estão na oposição. O sopro de vida dos governistas teria se dado pela adesão ao governo, via negociata no hotel de luxo, do governador da Bahia que comanda alguns deputados e pela ausência de uma deputada – a filha de Garotinho que tirou licença pois está em vias de dar à luz. Noticia-se também que Paulo Maluf – de quem jamais tivemos dúvidas, apenas certezas, como diria Diogo Mainardi – estaria mudando de posição e agora seria “indeciso”. Talvez Lula tenha descoberto seu preço, sei lá.

A Folha de S. Paulo parece euforicamente contida com a possível mudança dos ventos, mudança que ela tem ajudado muito a acontecer, com seus editoriais rejeitando Dilma e Temer e pregando novas eleições, sem contar o grande número de articulistas governistas que escrevem mentiras todos os dias em suas páginas. Claro que um jornal tem todo direito de ter em suas páginas opiniões de todos os lados de qualquer processo, mas o conteúdo das colunas que defendem a continuidade do governo petista é geralmente mentiroso, a começar pela absurda tese de “golpe”, passando pela total absolvição de pessoas que cometeram os mais gigantescos crimes de corrupção que o Brasil (talvez o mundo) já tenha presenciado.

A contida euforia da Folha pode ser também um sopro de vida num jornal que sabe que, depois de votado o impeachment na Câmara, poderá perder muitos leitores e, principalmente, assinantes. E, consequentemente, passar a depender de verbas públicas para se manter, o que seria um péssimo negócio. Primeiro porque se o PT continuar no poder, vai exigir radical mudança nos rumos do jornal para mantê-lo com verbas públicas. Segundo porque as tais verbas são finitas – aliás, já acabaram, pois o governo Dilma recorreu a mais uma pedalada fiscal para prover seu gabinete de 76 milhões de reais que ela pretende usar em publicidade. O decreto saiu nesta semana e o dinheiro veio dos orçamentos da IBGE e da Segurança. E quando as verbas acabarem, o jornal pode acabar junto, como aconteceu aqui com a Tribuna de Campinas, simpático e bom semanário, distribuído gratuitamente, cujo maior erro foi querer sobreviver apenas com o dinheiro do governo municipal. Foi no segundo governo de Chico Amaral, um dos piores que Campinas já teve. Quando o dinheiro público acabou, o jornal fechou.

Mas eu também não creio que a mudança que tenha ocorrido nos votos contra e a favor do impeachment tenha sido tão significativa a ponto de os governistas comemorarem. Acredito que a partir de algumas defecções, a cambada contra o fim da era petista tenha criado, artificialmente – e eles são bons nisso – um clima de euforia que não condiz com a realidade, como parte de uma estratégia de tentar reverter o tal do efeito manada.

O Estadão – hoje mais confiável que a Folha – traz, nesta manhã de sábado, um placar com 344 votos, dois votos apenas além do necessário para o impeachment, acusando baixa de dois deputados. E o placar governista mostrando 135 votos, o que é insuficiente para barrar a votação, mas que conta pouco: 135 podem votar contra e se mais 37 faltarem à sessão, o impeachment não passa.

Enfim, será – já está sendo – um fim de semana para os mais fortes. Se até a manhã de amanhã não houver mais movimentos significativos de adesões ao dinheiro sujo que está sendo distribuído por Lula no hotel de luxo, o impeachment será aprovado pela Câmara e, depois enviado ao Senado, onde pode ocorrer outra batalha envolvendo menos personagens, mas muita sacanagem como sempre, já que senadores não diferem de deputados nos quesitos de ética e moral.


Mas a maré, com certeza, ainda não mudou, bem como nossa esperança de acabar com o governo Dilma e com o petismo que tanto mal fizeram ao Brasil. As próximas horas serão decisivas para sabermos se o Brasil vai conseguir sair do atoleiro em que o PT o meteu.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Primeira vitória


A admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff foi o primeiro passo rumo a uma vitória que, se ainda não se pode dizer conquistada, tem tudo para ser confirmada no próximo domingo. Então terá sido dado o segundo e mais importante passo. Uma vitória no plenário da Câmara, praticamente obriga o Senado a aceitar o processo.

Como todos que leem esse blog sabem, eu gostaria de ver o PT longe do poder – de qualquer poder – há muito tempo. Antes de Lula ser eleito em 2002, eu já escrevia o Xeque Mate no Correio Popular e não só era crítico do governo petista de Campinas, como deixava claro que o melhor para o Brasil seria a eleição de José Serra, do PSDB. A continuidade do programa político-econômico liberal era o caminho que o país deveria seguir. E, se tivesse seguido, hoje seríamos uma potência a sentar à mesa com os grandes do mundo. Com Lula e Dilma, vale dizer, com o PT no poder, viramos chacota mundial e a economia do país caminha para entrar numa situação pior que a recessão: a depressão.

O caminho de volta ao desenvolvimento que é possível e pode ser sustentável, não será fácil, mas com Dilma será impossível. Num provável governo Temer, podemos ter o início de uma nova fase cheia de alguns sacrifícios, mas com luz no fim do túnel.  

O resultado de 38 a 27 na Comissão do Impeachment pode ter até decepcionado alguns mais otimistas, mas surpreendeu negativamente o governo, pois é bom lembrar que a comissão foi formada como quis o Planalto, com regras impostas pelo STF que anulou eleição de uma comissão onde a oposição teria um número maior de deputados e obrigou a Câmara a seguir regras que favoreciam o governo no rito do processo todo. Esse resultado traz uma esperança maior aos brasileiros – pelo menos à sua inegável maioria – de que dias melhores podem começar a acontecer a partir da aprovação, no plenário da Câmara, e a posterior e rápida admissão do processo no Senado. Após essa admissão, Dilma será afastada por até 180 dias do cargo, assumindo Michel Temer que, obviamente, não sairá mais.

Há, claro, a possibilidade de o TSE pode cassar a chapa eleita em 2014, já que as denúncias de uso de propinas para irrigar a campanha não cessam.  E daí se cassar? É a Justiça decidindo com provas, oras bolas. Se cassar, que assuma quem de direito na linha sucessória e convoque eleições – diretas ou indiretas, dependendo do tempo que falta para terminar o governo – como manda a Constituição.  Encerrado o governo tampão, novas eleições, quando, se espera, o eleitor brasileiro demonstre ter aprendido quão caro custa eleger demagogos e ladrões. E dê uma basta na existência física do PT, no voto.

Mas um possível governo Temer será difícil ainda por vários motivos. O primeiro é que ele vai governar com a espada na cabeça? Um processo correndo no TSE pode eliminá-lo do cargo, mesmo ele tendo separado suas contas durante a campanha. A decisão do TSE pode também ocorrer já no fim do seu governo, o que não causaria muitos estragos. Mas, mesmo que o TSE demore, Temer vai governar com o PT na oposição. E, até o dia 31 de dezembro de 2018, o PT será um partido grande, mesmo que perca vários deputados por conta do processo todo em que o partido está envolvido.  

E o PT na oposição pode fazer muito barulho, como sempre fizeram. E esse barulho pode se estender às ruas, principalmente porque não haverá tempo de substituir as direções de centenas de entidades sindicais e associações de classe para as quais o governo foi bondoso demais financeiramente. Com o nosso dinheiro, claro.

Haverá muitas passeatas e ameaças de greves, algumas das quais se consumarão e atrapalharão planos do governo. Haverá boicotes dentro do governo – já que deve haver muitos concursados que não podem ser demitidos e entraram no governo às custas de concursos fraudulentos – haverá pedidos de impeachment quase que diários (o PT acha que é golpe só quando o presidente é petista), enfim, as turbulências poderão resultar até em confrontos físicos por aí. Do tamanho desses confrontos pode até depender a normalidade democrática do país, mas aí já é uma outra história, embora eu ache difícil haver número suficientes de radicais para preocupar as Forças Armadas, por exemplo.

Mas é uma fase que o Brasil terá de passar se quiser chegar ao fim do escuro túnel que o PT construiu com seu governo incompetente e corrupto ao longo dos últimos 13 anos. Mas, por mais difícil que seja, será bom ver a economia caminhando no rumo certo, ver um presidente que sabe falar e entende os meandros da política, ver um governo que não endeusa ditaduras e ditadores e que volta seus olhos de negócios para países que realmente podem contribuir com o nosso desenvolvimento.

Antes assim, do que seguir rumo ao desconhecido conduzido por uma navegante cega que tem como timoneiro um ladrão da pior espécie. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O santo ódio do povo

Assistindo ao pequeno vídeo postado nas redes, em que a senadora Gleisi Hoffmann é hostilizada por um grupo de pessoas, ao sair do aeroporto, eu tentei lembrar onde esse ódio começou.

Não faz muito tempo, foi em 1991, durante o governo de Fernando Collor, quando houve o leilão de privatização da Usiminas na Bolsa do Rio. Um grupo de pessoas ligadas ao PT começou a hostilizar os empresários que chegavam para participar do leilão.

A hostilidade era violenta, com gritos e xingamentos que nem podiam sair na televisão. Mas parece que isso não bastava para conter o ódio que aquelas pessoas estavam sentindo contra uma ação que só faria bem ao Brasil, como e viu depois.

A privatização de estatais, aliás, deu bom resultados em todos os países em que foi levada a sério. No Brasil, na das telefônicas, já na era FHC, por exemplo, o resultado imediato foi a universalização de um bem que beira o essencial, o telefone. Em poucos anos, o preço da linha caiu de cerca de até 5 mil dólares, para algumas centenas de reais, hoje já não se cobra “linha” alguma, não se espera  anos para receber o que comprou e há mais telefones do que gente no Brasil.

Mas o ódio dos sindicalistas ligados ao PT era grande, como eram também os ódios que o partido sentia contra tudo que só iria fazer bem ao Brasil. Além das privatizações, o PT e suas cambadas foram contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra toda e qualquer medida que significasse um passo à frente no caminho do desenvolvimento do país.

O ódio demonstrado contra os empresários na porta da Bolsa do Rio não se restringiu às palavras de ordem e aos palavrões. Há uma foto histórica que os jornais estamparam na primeira página de um desses trogloditas chutando a bunda de um empresário. Sim, partiram para a agressão física e, não fosse a segurança no local, o caso poderia ser mais grave ainda.

Sindicalista ligado ao PT chuta empresário em frente à Bolsa de Valores do Rio, 
A foto, que reproduzo acima, correu o mundo e mostrou a que ponto a esquerda chega quando não vê sua ideologia predominar, quando sente a derrota chegando. Ali, a esquerda brasileira demonstrava que a luta política poderia ir muito além da disputa democrática, do debate de ideias e do respeito ao resultado das urnas. Não, eles não se conformavam com a derrota.

Mais de 25 anos depois e com 13 anos no poder, a esquerda hoje sente na pele a reverberação do ódio que plantou na política. Os petistas e os políticos que se aliam ao governo petista não conseguem mais andar nas ruas ou em qualquer lugar público que são hostilizados assim que reconhecidos.

A esquerda e seus aliados fisiológicos e oportunistas estraçalhou de tal forma o Brasil, que o povo – sempre quieto e aceitando tudo quase calado – não teve mais paciência e passou a atuar como protagonista de uma história que ele quer ver mudada.

Não aceita mais que a roubalheira e a incompetência sigam impunes. Exige nas ruas, nos bares, nos restaurantes ou nos aeroportos que o político mude de lado e use sua prerrogativa para fazer o que o povo quer.

O impeachment de Dilma Rousseff e o fim do PT como partido dominante no Brasil são condições não negociáveis para aqueles que saem às ruas reclamando a volta do país aos eixos da mínima decência.

A manutenção da Operação Lava Jato investigando todas as roubalheiras que a quadrilha instalada no poder patrocinou e realizou é também condição essencial para que o país alcance um patamar digno de uma nação que quer ter vez e voz no concerto mundial.

O povo brasileiro, mesmo demonstrando ódio aos políticos que levaram o país a essa situação, quer a paz para poder ter um emprego, para poder trabalhar em paz e construir sua vida sem se sentir enganado e roubado por quadrilhas de políticos formadas dentro de partidos cujo único objetivo é o poder e o enriquecimento de seus dirigentes.

O povo brasileiro está dizendo basta com ódio estampado nos olhos: essa é a única linguagem que os bandidos que estão no poder entendem.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Números otimistas a favor do Brasil

Eu só não digo que o impeachment de Dilma Rousseff já está decidido porque estamos no Brasil, onde palavras de honra de políticos são trocadas a todo instante por algum dinheiro e cargos. Mas a situação hoje é extremamente favorável a que, em duas semanas mais ou menos, a gente esteja se livrando da maior praga política que já se abateu sobre esse sofrido país.

Se na ditadura de Vargas o Brasil viu melhorarem algumas relações de emprego como lenitivo ao governo autoritário e de tendências nazistas e na ditadura militar houve de fato progresso econômico e desenvolvimento sustentável em meio a prisões ilegais, censura total, tortura e mortes, o que vemos hoje é um quadro de horrores, onde um governo eleito aparelha totalmente o estado a ponto de falir a maior empresa da América do Sul, de colocar o Brasil no segundo ano consecutivo de recessão, de mentir descarada e diariamente sobre as finanças do país e de promover a maior corrupção que se tem notícia na história do mundo.

Esse quadro esgarçou de tal modo a paciência do brasileiro que, hoje, o governo conta com uma rejeição de mais de 80% da opinião pública e esse percentual está refletindo diretamente nos corações e mentes daqueles que têm o poder de decidir se esse governo continua ou se será impedido de continuar desgovernando o Brasil.

A desesperada oferta de ministérios e cargos a obscuros políticos, cujos objetivos sempre foram se enriquecer à custa do erário, não está dando certo. A negociação em curso não está surtindo efeito algum por um motivo muito simples: a pressão sobre os novos e velhos aderentes e fisiológicos nunca foi tão grande. Os que estão sendo contatados para votar a favor do governo ou para se ausentar no dia da votação, estão sofrendo toda sorte de assédio desde que embarcam num avião de volta às suas bases. E, nas bases, a situação não é diferente: praticamente em todo lugar que ele se encontre, inclusive dentro da própria casa, há quem diga que esse governo não pode continuar. Sem contar, é claro, que o próprio deputado está vendo a economia derreter, os preços subirem e o mercado reagir de modo distinto quando há notícias boas e ruins em relação à permanência do PT no poder.  Se a possibilidade de impeachment aumenta, cai o dólar e sobe a bolsa, Quando o governo consegue algum fato favorável a ele, cai a bolsa e sobe o dólar.

A pressão é também da imprensa. Da boa imprensa que resta ao Brasil, já que esse setor foi um dos mais visados pelos planos de poder eterno do PT: aparelharam-se jornais desde há muito tempo. Eu entrei, pela segunda vez, no Correio no ano 2000. Nas eleições daquele ano foi descoberto um núcleo do PT funcionando em plena redação e com poderes de publicar reportagens distorcidas a favor do candidato petista e contra o candidato tucano. O núcleo foi desfeito, mas sobraram muitos jornalistas que se colocavam a lealdade ao PT acima da lealdade à notícia e  à profissão.

O jornal O Estado de São Paulo está publicando, a partir de hoje, um painel sobre o placar do impeachment. A primeira publicação mostra boa vantagem dos que querem que o governo Dilma se encerre já, mas insuficiente para que o processo saia da Câmara vitorioso e seja enviado ao Senado. São, segundo o jornal, 234 deputados a favor do impeachment e 110 contra. E, no meio, 56 indecisos, 10 que não revelaram o voto e 103 que não foram encontrados ainda.

Mas, embora não haja motivo para desconfiar dos números do Estadão, há fatores que podem distorcer o resultado e, claro, não por culpa do jornal. Entre os indecisos, há os que não revelam o voto por temer pressões de um lado ou de outro, do mesmo modo entre os poucos que dizem não revelar mesmo. E há os 103 ainda não encontrados, que podem fazer o placar pender totalmente para um lado ou para o outro.

Mas há um outro placar que talvez seja mais confiável que o do Estadão e, de novo, sem que o jornal tenha culpa. É o placar que uma comissão de deputados vem fazendo e refazendo diariamente. Ela é composta de deputados que estão a favor do impeachment e que, por isso mesmo, têm de ser precisos em seus cálculos, já que deles dependem a atuação em busca dos votos.

Dois deputados dessa “comissão” disseram, entre ontem à noite e hoje, que o placar definido por políticos com larga experiência e com acesso a todos os partidos, ou seja, com conhecimento da grande maioria dos pares e de suas tendências, era de 352 votos a favor do impeachment.  O que significa que já há 10 votos a mais do que o mínimo necessário para enviar o processo aprovado ao Senado. Onde, diga-se, não haverá muito o que fazer diante da vontade soberana da Câmara dos Deputados.

E, para completar, o discurso de Dilma de que só vai entregar os cargos prometidos depois da votação do impeachment, segundo se comenta em Brasília, é mentiroso. Os ministérios não estão sendo assumidos porque os que foram contemplados sabem que não podem conter seus deputados e obrigarem-nos a votar a favor do governo ou se ausentar no dia da votação. Eles temem aceitar um ministério e se verem obrigados a sair em menos de um mês. Eles sabem a tendência de seus partidos e, por isso, não querem assumir agora.

Enfim, o quadro hoje é extremamente positivo para o Brasil, vale dizer, para todos aqueles que querem a saída do poder de um partido que se exauriu na roubalheira, na corrupção e na total incompetência de gerenciar um país.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Briga de gente grande

A política não é para amadores. A frase, velha e batida, nunca fez tanto sentido como nesses tempos. E é exatamente nesses tempos de “guerra”  política que ela se revela tão verdadeira.

O que temos hoje no Brasil? Um partido que tem um projeto de jamais deixar o poder e que, para tanto usa o dinheiro público para comprar apoio e para enriquecer seus dirigentes e aliados. A compra desse apoio comporta distribuir dinheiro público para vários setores da população de modo que a distribuição garanta o apoio.

Os primeiros beneficiados desse esquema são, claro, os políticos. Tanto os do próprio partido que ficam com uma parte do butim apenas por ser do partido, como os dos partidos que apoiam o governo. Esses últimos se vendem por quantias elevadas e cargos vários. Há inúmeras maneiras desta distribuição acontecer. Um ministério ou uma estatal entregue ao partido de “porteira fechada” (tudo que lucrar fica com o partido contemplado) ou de “meia porteira” (alguns cargos e “recompensas” não serão do partido). Tudo, claro, é uma questão de negociação e nela vale o poder do agraciado, quanto votos tem etc.

O segundo grande campo dos benefícios com o dinheiro público são os sindicatos. Para tanto a entidade precisa estar filiada a uma central amiga do PT e se dispor a mobilizar seus sindicalizados a fazerem passeatas a favor do governo e a contribuírem com a campanha política do PT, via caixa 2, já que sindicatos são proibidos de doar dinheiro a partidos políticos.

Para praticar esse segundo benefício o governo manteve o imposto sindical (a CUT se diz contra!) e mudou as regras de sua distribuição. Agora, grande parte dele (e são alguns bilhões arrecadados por ano), vai para as centrais sindicais que não precisam prestar contas do que recebem, numa afronta total às leis de gastos públicos do Brasil. Mas o PT só obedece às leis que lhe favorecem.  Em troca, a CUT gasta boa parte dessa fortuna fazendo camisetas, balões, cartazes, faixas defendendo o governo petista, além de garantir transporte, lanche e dinheiro para contratar peões para as “passeatas” e atos a favor do governo.

Outros beneficiados são os artistas, seja lá de que ramo forem. São contemplados com grandes patrocínios de estatais ou com renúncia fiscal, quando o governo autoriza a arrecadação de um valor junto a empresas e essas empresas descontam esse valor (integral) do imposto que têm a pagar. Dá na mesma: ou o governo  dá o dinheiro na mão do artista ou o governo não recebe como imposto aquilo que autorizou o artista tirar de empresas.

Contemplados políticos, sindicalistas e artistas, há também que se comprar grande parcela do povo. Aí entra o Bolsa Família ou os gigantescos programas de obras cujos números são sempre maiores dos que os que são realmente executados.

O Brasil deve ser o único país do mundo cujo governo usa como propaganda o fato de um benefício como o Bolsa Família ter aumentado o número de participantes ao longo dos anos. Ora, isso significa que o programa não está dando certo, já que sua finalidade é ajudar a sair da miséria e colocar apenas na pobreza (duas refeições fracas por dia) a multidão sem futuro do Brasil. Pobreza? Para não assumir que o benefício tira da miséria coloca na pobreza, o governo mudou a escala social. Agora, quem recebe a partir de 290 reais mensais já é classe média (!!!).

Pois é. Tirando da miséria para não morrer de fome, o dinheiro do benefício deveria ajudar a manter a saúde para procurar emprego, ou para pagar uma prestaçãozinha de uma máquina de costura, de um tanquinho ou algo parecido para a família conseguir alguma renda (costurando ou lavando pra fora, por exemplo) ou para pagar a condução para ir a um curso gratuito que desse ao beneficiado uma qualificação qualquer para conseguir um emprego e assim ir melhorando a situação até não necessitar mais do programa.

Já os grandes projetos anunciados (como o Minha Casa Minha Vida, a transposição do São Francisco, rodovias com centenas de quilômetros, BRTs...) consistem geralmente no início da obra, com a imediata divisão dos valores  superfaturados entre os profissionais de sempre e na paralisação da obra, alguns meses depois, por falta de verbas. O Brasil é um cemitério delas. E, no caso do Minha Casa, muitas obras são feitas com material inferior ao contratado (sobre mais grana pra propina) e estão caindo por aí. Um ministro chegou a dizer que são casas para durar 20 anos. E não foi preso.

Assim, quando o governo petista enfrenta uma grande crise por ter seus truques de maquiagem contábil e suas roubalheiras indiscriminadas descobertos, essas tropas todas que vivem do dinheiro público são chamadas para ajudá-lo a sair da encrenca, a fugir da Justiça para ser mais claro.

Dessa maneira, o PT vai se mantendo no poder, mas parece que o fim está próximo. Governo mesmo, tal o gigantismo da crise, não há mais. O próprio PT diminui a cada dia e deve desaparecer em breve. Está tudo parado à espera das decisões do Supremo, do andamento do processo de impeachment e da próxima operação da Lava Jato, essa última lutando heroicamente contra exércitos fanáticos que, se pudessem, exterminariam fisicamente o juiz Sérgio Moro, a brava equipe de procuradores e as turmas da Política Federal que estão cumprindo seus mandados.

Assim é o nosso país hoje, mostrando ao mundo que a frase de Tom Jobim, dita há uns 30 anos – “O Brasil não é para amadores” – quando ele próprio era vítima de uma inacreditável patrulha ideológica (de esquerda, claro), é mais do que verdadeira.

São profissionais da política e da ideologia que hoje vomitam mentiras diárias em rede nacional, mentiras amplificadas por uma legião de jornalistas infiltrados nas redações a serviço do PT e centenas de blogueiros sujos,  sem honra alguma que espalham os falsos discursos pelas redes de computadores.

A saída? Ela pode ser – e espero que seja – constitucional. O processo de impeachment tem o apoio de mais de 80% da população e, através dele, o Brasil pode se livrar dessa imensa quadrilha que vem nos assaltando há mais de 13 anos.

Mas pode ser traumática também, caso os “exércitos” que os chefes da quadrilha dizem ter, resolverem se manter no poder na base da força. Tenho certeza de que há um limite para essa tentativa. Se houver um só ato terrorista que aponte para organizações clandestinas com armas na mão, podemos estar entrando numa guerra civil. Eu tenho certeza de que as forças oficiais venceriam esses fanáticos, mas teríamos alguns milhares de cadáveres pelas ruas. Seria o preço para manter a liberdade. Um preço elevado, mas que todo cidadão que preza sua dignidade teria de pagar.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Um sonho antigo: o fim das trevas petistas

O fim do governo petista, cujo extermínio deve ser iniciado nesta terça-feira, 29 de março, é, para mim, a realização de um sonho ideológico que nasceu pouco antes de o PT de Campinas eleger Jacó Bittar, em 1988. O PSDB tinha sido fundado um ou doía anos antes, durante o primeiro governo de Magalhães Teixeira e o ideário liberal da social democracia me era muito mais simpático do que o esquerdismo sem rumo do PT. Ou com rumos totalitários que poderiam desaguar numa ditadura socialista.

O próprio Jacó não sabia direito o que fazer como prefeito de Campinas. Tinha dirigido um sindicato pequeno e apenas isso. Comandou uma greve na Replan com repercussão nacional, ficou famoso e se credenciou à candidatura. Foi eleito na esteira de dois assassinatos, pela repressão, durante uma greve de metalúrgicos da, se não me engano, Siderúrgica Nacional. São Paulo, Piracicaba e Campinas, onde o PT tinha representações mais organizadas, elegeram prefeitos petistas naquela eleição.

Eu trabalhava na TV Campinas e fui recebê-lo no estacionamento interno quando ele chegou para a primeira entrevista como eleito. Já o conhecia de pelo menos uma noitada regada a uísque na casa dele, junto com o desembargador João Penido Burnier, e de algumas entrevistas como repórter da Rádio Educadora, hoje Bandeirantes, uma delas feita com ele e o candidato do PT a governador e que terminou num boteco perto da sede dos Petroleiros, regada a doses de conhaque Palhinha ou algo parecido. O candidato era Lula.

Jacó só escolheu um – sim, apenas um - dos secretários do seu governo. Todos os outros lhe foram impostos pelo partido. A secretaria de Cultura, por exemplo, foi entregue ao atual assessor do Planalto para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, cuja gestão foi um desastre completo. De resto, todo o governo Bittar foi uma bagunça e durou só dois anos com o PT. Jacó brigou com o vice (Toninho da Costa Santos desde o início), saiu do partido, tentou fazer alguma coisa, mas ele próprio era totalmente despreparado para o cargo. Aliou-se a Collor, a Quércia, foi para o PDT de Brizola, fez o diabo, mas seu candidato à sucessão ficou em quarto lugar. Grama voltou à Prefeitura em 93, eleito facilmente em 92.

A volta de Magalhães Teixeira, a derrubada de Collor, a posse de Itamar Franco e a participação do PSDB no governo federal que redundaria no Plano Real e na eleição de FHC foi uma sequência que, talvez, nem os próprios simpatizantes tucanos sonhavam. O Brasil ganhava uma moeda, um plano de estabilidade, brecava a inflação, tinha um presidente que sabia o que dizer e, finalmente, um rumo a seguir.

Com a eleição de Lula em 2002, começou o pesadelo. As críticas ao que havia de bom do governo anterior (e que o PT usaria a seu favor, mas continuaria criticando), as odiosas falas de Zé Dirceu sobre “herança maldita” que jamais existiu, as mentiras em série que os petistas vomitavam nas entrevistas e nos discursos, compunham um cenário obscuro, cujo destino não era muito difícil de imaginar.

Alguns poucos imaginaram que o Brasil ia piorar muito nas mãos petistas. Reinaldo Azevedo, desde a finada revista Primeira Leitura (e depois o blog que o levaria à merecida fama), Olavo de Carvalho, Millôr Fernandes, alguns articulistas da Veja, Diogo Mainardi e alguns outros que só conheci depois. Eu, na minha modesta coluna Xeque Mate, no ano 2000, fazia o que podia.  Lula foi eleito (mas perdeu em Campinas) e iniciou o que seria a mais vergonhosa era que o Brasil sofreria, em todos os sentidos. Sim, porque tudo que ele pode ter feito e que resultou em melhorias para parcela da população, era de vidro e se quebrou. Os milhões de favorecidos pelas esmolas distribuídas e tornadas moedas de troca eleitoral, hoje estão voltando à miséria, com seus parcos benefícios sendo comidos pela inflação. Só em 2015, mais de 4 mil e 600 fábricas e 100 mil lojas foram fechadas no Brasil.

No plano internacional, a coisa só não foi pior porque o primeiro mundo tem dirigentes educados que não costumam rir em públicos das bobagens que outros presidentes dizem. Lula foi um orador fanfarrão, que era mais visto como algo exótico produzido nos trópicos, jamais como o estadista que ele queria aparecer. Nem como o operário que chegou ao poder para dar lição aos políticos tradicionais ele pode posar: a riqueza acumulada muito acima dos seus ganhos oficiais, prova que ele se apropriou do que não era seu, como qualquer ladrão que chega ao poder.

O pesadelo continuou com a eleição de uma presidente que, apesar de se dizer economista, (ela se dizia doutora também, mas não fez nada mais, descobriu-se depois, que um curso de graduação), em muitos discursos disparou a dizer frases sem sentido e se tornou alvo de chacota nacional. E suas duas especialidades cantadas em prosa e verso pela propaganda petista – gerente exemplar e especialista em energia – não eram nada mais que propaganda enganosa: esteve ligada à Petrobras durante toda a era de trevas pela qual passou a empresa, que agora agoniza com um passivo de meio trilhão de reais e com apenas um quinto dessa quantia em caixa para tentar se reerguer. Sem contar o mar de lama que se espalha por todo o Brasil, oriundo das práticas petistas de adotar o Estado como seu e seus cofres como de uso pessoal de quem deles têm a chave.

A corrupção que começou no governo petista desde o primeiro dia em busca de maioria no Congresso, grassou célere pela República toda. Cargos e dinheiro jorravam pelos propinodutos cada vez maiores. Se faltavam cargos, a generosa caneta petista os criava a baciadas, acomodando toda a militância que passava a viver para o partido  e não para o governo – às custas do sacrifício de todos os brasileiros que produziam e pagavam impostos.

Um governo tão pífio que não soube aproveitar a onda mundial que colocou o Brasil como uma das maiores economias do mundo, resultado das exportações agrícolas e minerais. Ao invés de fortalecer a produção dando-lhe a infraestrutura necessária, o governo Lula preferiu tentar garantir a reeleição, distribuindo dinheiro aos mais pobres, crédito fácil ao comércio e investimentos em empresários escolhidos a dedo que depois seriam usados para financiar – legal e ilegalmente – as campanhas eleitorais, além de deixar ricos vários dirigentes partidários e sindicais.

O fim da negra era petista, que começa nesta terça-feira – sem o PMDB nada mais restará ao lulopetismo a não ser assistir aos atos que terminarão no impeachment da presidente e na posse de Michel Temer – é, portanto, para mim, a realização de um sonho ideológico. Michel Temer é a solução? Acho que não, como achava que Itamar Franco também não seria. A política pode nos surpreender positivamente também,  mas se Temer não andar direito, nossa voz, agora mais forte, vai soar de novo: nas redes, nos jornais, na TV, nas rádios e nas ruas. A luta por um governo decente começa retirando o que é sujo do poder. O trabalho, depois de retirado o lixo, será o de reconstrução do país. E não será fácil.  Mas nenhum país chegou à condição de primeiro mundo sem enfrentar grandes percalços. No Brasil não será diferente. Depende de todos nós. 

sábado, 26 de março de 2016

Chega de PT, para o bem do Brasil.


A saída do PMDB do governo petista, prevista para a próxima terça-feira, vai marcar o início real do fim do poder de Lula e sua quadrilha. Sem o maior partido a lhe dar sustentação, Dilma Rousseff não tem a menor chance de continuar presidente, nem digo de governar, já que isso ela não faz há muito tempo (desconfio que desde sempre, pois tem se mostrado, cada vez mais, um enorme engodo).

Com o impeachment previsto para ter seu desfecho em meados de maio, o Brasil pode encerrar uma fase que, se teve algo de bom – o assistencialismo barato que tirou milhões da miséria para mantê-los na pobreza – agora vê essa única conquista se esfarelar na rabeira dos escândalos todos de corrupção e na incompetência petista de governar. Com 9,5 milhões de desempregados segundo os índices deste fim de março, o contingente de pobres do Brasil – 14 milhões de famílias vivem do Bolsa Família – vai aumentar de forma notável.

A herança lulopetista já se avizinha como uma das maiores desgraças que um país pode conceber. Sim, houve avanços, mas eles são mínimos perto dos estragos todos causados por essa mistura de socialismo, sindicalismo, liberalismo, paternalismo, incompetência e corrupção.

Aos 13 anos e 3 meses de governo petista, o Brasil, depois de figurar como “a bola da vez” no cenário mundial por pelo menos dois anos, despenca em todos os índices econômicos usados para medir a qualidade de um governo. O desemprego explode, a inflação cresce, a dívida pública assume valores inimagináveis, a violência viceja impune (recordes de homicídios em 2015), a saúde mais mata do que cura, a educação se vê infiltrada de militantes de esquerda travestidos de professores, o tráfico de drogas encontra terreno fértil, o trânsito nas grandes cidades está um inferno e o governo Dilma é um amontoado de irregularidades que jamais se viu em qualquer outro governo do mundo.

O PT deve ser escorraçado do Palácio do Planalto, mas deixará um rastro de sujeira que o novo governo precisará trabalhar com máscaras cirúrgicas para não ser infectado, ou mesmo para suportar o cheiro que ali vai permanecer por algum tempo.

A opinião pública, finalmente, descobriu que muitos dos males que todo o povo enfrenta têm origem no governo petista e, diante dos gigantescos escândalos de corrupção, mostra agora que é oposição em quase sua totalidade. Uns 10% ainda apoiam o governo, mas quase 70% querem o impeachment e talvez algo beirando 80% apoiam as investigações da Lava Jato, apoiando também o juiz Sérgio Moro de tal forma que ele foi considerado a 13ª pessoa mais poderosa do mundo em recente trabalho de uma revista norte-americana.

O fim melancólico do governo petista mostra também que o projeto da esquerda que sobrou após a derrocada da União Soviética é tão furado quanto os governos anteriores, que só se mantiveram no poder à base da força, da extinção física da oposição. Sem o poder das baionetas as esquerdas não conseguem governar.

Talvez seja essa a grande lição que o povo brasileiro deve tirar dessa era de trevas pela qual o país passou sob o PT: a esquerda não tem projeto de governo, não sabe o que fazer para desenvolver corretamente um país sem rapiná-lo, não consegue governar sem calar a oposição, não tem projeto de governo, só de poder.

Que essa desgraça que em breve se findará, sirva de lição a todos aqueles que só agora percebem a fria em que o Brasil entrou ao eleger Lula: a intenção dele e do seu partido jamais foi fazer o Brasil e seu povo se desenvolverem dentro do cenário mundial. Na verdade, o que eles tentaram esse tempo todo foi fazer do Brasil a sede do partido, fazer das finanças públicas suas finanças pessoais, fazer da classe política um grande rebanho alimentado a propinas, enfim, fazer do povo movido a esmolas sociais, a base de apoio para que eles jamais tivessem de abandonar o poder. Chega de PT para o bem do Brasil!

terça-feira, 22 de março de 2016

Que vergonha, Unicamp!

Tudo bem, eu sei que a Associação dos Docentes da Unicamp, a tal de Adunicamp está longe de representar todos os professores da Unicamp. Representam uns 10% no máximo, mas, como toda entidade de esquerda, que sonha com uma bosta de regime ditatorial que não deu certo em lugar nenhum do mundo, pelo contrário, desgraçou nações e populações, faz bastante barulho. Um barulho, aliás, sempre maior do que a capacidade dos dirigentes de administrar a entidade, de verdadeiramente representar os professores, tarefa ara a qual foram eleitos. Barulho esse que a faz falar em nome de toda a universidade, sem ter um respaldo moral para tanto.

Dominada por partidecos de esquerda que vivem pendurados nas tetas de governos, entidades como a Adunicamp têm sempre um propósito diferente daqueles para os quais são eleitas. Usam a entidade para promover uma ideologia que tem no extermínio físico da oposição a primeira medida para se manter no poder. Sonham com um país em que a grande maioria da população seja formada por iguais. Iguais na miséria, na impossibilidade de crescer, na impossibilidade de opinar, na impossibilidade de se organizar fora dos padrões determinados pela elite governante. Os dirigentes de entidades como a Adunicamp sonham em fazer parte dessa elite governante.

E, sendo de esquerda, é lógico que a Adunicamp fez campanha para Lula e Dilma. Claro que surfaram na onda quando o Brasil cresceu por conta do crescimento mundial, principalmente do chinês. E, obviamente, botou a culpa na economia internacional pelo fato de o Brasil do PT virar piada no mundo, depois de ter sido subtraído por tenebrosas transações que estão sendo escancaradas todas pela Operação Lava Jato. E depois de entrar na pior recessão que se tem notícia desde que Cabral por aqui aportou por conta da péssima administração, da incompetência mesmo.

E, sendo de esquerda, a Adunicamp gosta de mentir, de enrolar, de iludir. Assim, juntando todas essas desonestas maneiras de fazer política, a Adunicamp promoveu um debate chamado “Unicamp contra o golpe”. Aconteceu hoje, ali pelo meio dia, no auditório da Adunicamp.

Como se vê, logo no título do debate a entidade já mostra a bunda. É que não existe golpe algum em andamento. Fosse golpe, o STF não teria ditado as normas do processo de impeachment. Fosse golpe, a comissão teria um membro sequer do PT ou de partidos aliados do governo. Fosse golpe, não haveria respaldo constitucional. Enfim, fosse golpe, o PT já teria caído faz tempo. E, finalmente, fosse golpe, o PT teria praticado o primeiro, quando comandou a cassação de Collor.

Mas para as esquerdas, a tática de repetir eternamente uma mentira – criada por um lacaio de Hitler, lembrem-se – foi adotada fortemente e usada diariamente, tanto pelos altos escalões do governo petista quanto pela arraia miúda dessas entidades fantasmagóricas como a Adunicamp.

Fui informado que o evento, que trouxe quatro debatedores da fina flor esquerdista (que me perdoem as flores), reuniu uma multidão de 75 pessoas. A Unicamp tem 1.750 docentes. Menos de 4,5% compareceram. Acho até muita gente pelo que a entidade representa.

Quanto ao debate em si, quando a premissa é errada (golpe), o enunciado fica viciado e o resultado é tão claro quanto um discurso de Dilma sem teleprompter (aquela telinha que fica na frente da câmera onde se lê o que se vai falar).  

Um amigo indignado

O blog abre espaço hoje para um jornalista que eu quero muito bem e que tenho saudades dos grandes papos que já levamos.

Jary Mércio andou por Campinas durante um bom tempo. Trabalhou comigo no Jornal de Hoje (ele, Caio Blinder e eu éramos a editoria de Nacional e Internacional no longínquo ano de 1979) e no Correio Popular (ele era editor de Cultura e eu, depois de um tempo na Política, fui para a editoria dele, onde fui subeditor). Quando voltei ao Correio, dez anos depois, encontrei Jary editando a Revista do Correio (atual Metrópole) e ele me convidou pra escrever uma croniqueta semanal, que acabou virando a coluna Farol que durou quase oito anos.

Depois que ele saiu do Correio, perdemos contato e só fui saber que ele estava trabalhando em Maringá, no Paraná, alguns anos depois. Ficamos ‘amigos’ no Facebook e temos mantido contado. Ele era simpatizante (pero no mucho) do PT, mas inteligente que é, foi percebendo a realidade. Não é a primeira vez que ele se manifesta contra os desmandos, a corrupção, a inépcia e a desonestidade intelectual dos petistas. O artigo abaixo - um desabafo altamente categorizado - foi publicado na página dele no Facebook.

Golpe? Que golpe?

Jary Mércio


Que golpe? Desde quando impeachment é golpe? Foi golpe contra o Collor? O PT e o movimento estudantil não comandaram as manifestações pela saída de um presidente legitimamente eleito, mas que vinha se mantendo ilegitimamente no poder, por seus atos contra o povo? Teve ditadura depois? O Congresso foi fechado, houve tortura? Ou assumiu o vice, que implantou o Plano Real, que acabou com a inflação e permitiu uma melhora da economia brasileira, o que, por caminhos tortos, acabou resultando, inclusive, na eleição do Lula, mais tarde? 

Mas agora é golpe? É golpe por quê? Por que é contra um governo que se intitula de esquerda, mas que não fez reforma agrária nem reforma alguma, só adoçou a boca do povo com medidas paliativas, empregos postiços, créditos sem fundo? Mas fosse qual fosse a ideologia desses piratas que ocupam o Palácio do Planalto, respondam-me, por que é golpe? Não se seguirá um rito, cobrado pelo Congresso e determinado pelo STF? Não se formou uma comissão processante na Câmara, da qual o PT e toda a esquerda participam? Sim, o PT, que não quis participar da Constituinte, expulsou deputados que participaram, e hoje tenta usar a Constituição para fugir de prestar contas à Justiça? 

E desde quando Lula e o PT, que se arvoraram em donos da ética, são também donos da democracia, como querem fazer parecer? Porque parece que são. Parece que sem eles, o mundo acaba. Que democracia é essa deles? Aquela que o próprio PT pratica, onde as decisões são tomadas entre quatro paredes depois de fazer o povo de bobo em intermináveis assembleias dos tais Orçamentos Participativos, das quais "todo mundo" participa mas nas quais ninguém decide nada porque as decisões são tomadas mesmo é pelos caciques do partido, no que chamam de centralismo "democrático"? 

A democracia que para vocês corre risco é aquela que tinha a República "Democrática" Alemã, a gloriosa Alemanha Oriental, comunista, do Muro da Vergonha e das medalhas olímpicas dopadas, porque tudo era mentira ali? Ou a democracia da celestial República "Democrática" da Coreia (do Norte), onde o Lula de lá é Deus? Ei, agora não estou falando com os que concordam comigo, estou falando com vocês mesmos que não tiram esse golpe da boca, o que tanto motiva os senhores a fazerem parte dessa manada? Ninguém pensa mais? Um fala, o outro repete a palavra de ordem dos marqueteiros palacianos (digo, os que não estão presos)? 

Essa é a intelectualidade brasileira, que não se respeita, confunde os tempos históricos, falseia a realidade, finge que não vê que essa gente está arruinando o País? Por que querem que permaneça no governo essa gente que nem quer governar, só quer o poder para continuar roubando e esfolando o povo? Por que tanto ódio por um juiz que apenas cumpre seu dever e por que tamanho apreço por assaltantes que querem levar o Brasil para o abismo? Até quando vão fazer esse ridículo papel de pelegos mentais? Tenho vergonha dessa geração de mentirosos e medrosos, paranoicos sem causa. 

Por que tanto medinho? Não há Guerra Fria, não há movimentação nas casernas, o que há é o povo que não aguenta mais tanta roubalheira, que sempre existiu, sim, mas que agora está escancarada e atingiu um nível insuportável. Nunca vi tanta gente intelectualmente desonesta ao mesmo tempo, pregando uma mentira, escravos do auto-engano, almas omissas, negacionistas profissionais. Não sei de quem vou acabar tendo mais asco, se dos ladrões oficiais de Brasília (mas vale também para os ladrões oficiais de todas as cidades do País, independentemente de partido) ou dos zumbis descerebrados, divulgadores desse golpe de marketing que tenta, mais uma vez, confundir corações e mentes dos brasileiros. 

Respeito quem tem opinião divergente da minha, não sou dono da verdade, não tenho opinião sobre tudo, mas, esses que falam em golpe, não pensem que não sei que a maioria de vocês nem sabe do que está falando.

sábado, 19 de março de 2016

Rabo de Lagartixa II


Quando a ditadura militar já não tinha mais forças para levar adiante seu autoritário projeto e o povo na rua – não muitos, mas barulhentos – clamava por seu fim, eu trabalhava no Diário do Povo e escrevi um artigo chamado Rabo de Lagartixa. A analogia era, claro, com o regime que agonizava. Depois que é cortado, o rabo da lagartixa ainda se mexe, tem uns espasmos, parece estar procurando o corpo, mas logo fenece, fica estático, morto. E a lagartixa, em pouco tempo, ganha um rabo novo. Os espasmos da ditadura ainda espocavam aqui e ali, mas a grande lagartixa democrática já via seu novo rabo aparecer, um pouco tímido, mas firme em busca da retomada do poder.

Os militares perderam a indicação do seu candidato favorito (Mário Andreazza) e tiveram que engolir Paulo Maluf, que, claro, comprou os delegados do PDS que votaram pela escolha.  As forças democráticas escolheram Tancredo Neves, que recebeu elogios até do último general de plantão, João Figueiredo. E Tancredo derrotou Maluf e o Brasil voltou à democracia. O novo rabo da lagartixa estava instalado.

A história atual tem algumas coincidências com a de 31 anos atrás. Claro, não vivemos uma ditadura, mas o partido que está no poder tem muitos dos ingredientes que levariam o Brasil a um regime autoritário caso fossem misturados corretamente. Não conseguiram misturar porque as instituições da sociedade democrática que são fortes no Brasil não deixaram.

E por ter uma vocação muito grande para o autoritarismo é que o PT repete, ao ver o poder escorrer entre os dedos, os esbirros dos carrancudos generais e aliados que, 21 anos depois de assumirem o governo, relutavam em deixá-lo.

As mentiras de Dilma Rousseff para ser reeleita foram o primeiro grande sinal de que a coisa havia desandado. A economia dava enormes sinais de fracasso, sinais esses devidamente maquiados para se levar a mentira até o fim do segundo turno. A compra descarada de eleitores com ameaças desonestas do fim de programas sociais, o uso descarado da máquina pública a favor dos candidatos do PT e muitas outras ações não republicanas que infestaram as eleições, eram a prova cabal de que o governo não tinha mais o que fazer pelo país, mas jamais pensaria em entregar dedos e anéis a quem tinha outras ideias que poderiam fazer o país crescer e a crise acabar. Parece que a decisão do PT, a partir do primeiro e desastroso mandato de Dilma, era apenas se manter no poder e o país que se danasse.

Assim, o PT se aproximou perigosamente dos atos ditatoriais que marcaram o fim do regime militar. A propaganda enganosa ululando, acordos espúrios com ganhos imediatos, alianças com os piores nomes da República, contrapartidas exigidas à imprensa dependente das verbas oficiais e um mar de blogueiros (isso, claro, não havia há 31 anos) a infernizar as redes sociais com mentiras e mais mentiras, louvando o governo e tentando destruir adversários. Uma guerra em muitos aspectos muito pior do que a realizada pelos generais para preservarem o poder.

Guerras sempre têm alguns heróis e a atual não foi diferente. Quando a última cartada para a manutenção do poder foi dada – a chamada de Lula para compor o Ministério com o propósito de blindá-lo da primeira instância, mas que significaria ele assumir um terceiro mandato onde Dilma mandaria menos que a rainha da Inglaterra – foi destruída por um juiz que, cumprindo seu papel, revelou ao Brasil um Lula que todos da oposição sabem que existe, mas que a grande maioria ignorava.

A liberação – em oportuníssima hora – pelo bravo juiz Sérgio Moro das gravações das escutas telefônicas que faziam parte da investigação ao que o ex-presidente está submetido, mostrou uma trama criminosa, com a participação direta da cúpula do governo, não apenas para proteger o investigado de vários crimes, mas também para desestabilizar os investigadores e com isso melar as investigações. Uma interferência absurda do Poder Executivo no roteiro da justiça buscada pelo Poder Judiciário.

O povo na rua no dia 13 de março, o maior da história do Brasil, deu o respaldo suficiente para que, ouvidas as gravações e constatados os perigos nelas contidos, políticos, juízes, advogados e outros se posicionassem com muito mais firmeza contra a corrupção, contra um governo incompetente e autoritário e a favor do impeachment que pode acabar com essa triste fase do Brasil.

O povo na rua fez a OAB, por exemplo, pelo indiscutível placar de 26 a 2, apoiar o impeachment. O povo na rua deu forças ao combalido – e investigado com justa razão – Eduardo Cunha de apressar a escolha da Comissão de Impeachment e até de convocar uma bissexta sessão numa sexta-feira para diminuir o tempo do processo. E o povo na rua deu força também para que a comissão escolhida tivesse maioria de deputados contra o governo, apesar de a base aliada ser ali maioria.

Mas tem mais. A força emanada do grito de “basta” de milhões de brasileiros em mais de 300 cidades fez o próprio partido do governo se sentir acuado onde antes ele era incensado. As ruas agora são do povo que quer mudanças e não mais das passeatas movidas a enormes verbas sindicais, a condução gratuita, a sanduíches de mortadela e a cachês de 30 ou 40 reais.

O falso domínio das ruas foi por água abaixo e o PT, juntando todas as suas forças, conseguiu levar às ruas 13 vezes menos gente dos que as passeatas pelo impeachment e pela defesa do combate à corrupção.

O PT e seu governo estão acabando. As bravatas que temos ouvido e as que ainda vamos ouvir, os arroubos retóricos e os discursos inflamados (e mentirosos) que serão feitos por aí serão apenas aqueles espasmos do rabo da lagartixa que, cortado, se debate em busca de um corpo. E morre em seguida. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Delcídio confirma que Hélio foi eleito com dinheiro sujo do PT

Em 15 de dezembro do ano passado, publiquei aqui no blog um post com o título “Doutor Hélio foi eleito em Campinas com dinheiro sujo do PT”. Eu me baseava no depoimento do grande amigo de Lula, José Carlos Bumlai. Ele havia confirmado que recebeu um empréstimo do Banco Schahin, de R$ 12 milhões e que metade desse valor foi para pagar a chantagem que o empresário Ronan Maria Pinto estava fazendo à cúpula do partido: se não recebesse o dinheiro, diria o que sabia sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT). A outra metade serviu para irrigar campanhas, principalmente a do “doutor” Hélio em Campinas.  

Agora, na delação do senador Delcídio do Amaral, a informação é confirmada: veio mesmo dinheiro sujo do PT para bancar a campanha de Hélio em 2004. Na verdade, o dinheiro que chegou foi para o segundo turno. Quem trouxe, segundo boatos à época, foi o amigo de Zé Dirceu, Luiz Carlos Rocha Gaspar que, no governo de Hélio, foi nomeado presidente da empresa municipal  Companhia do Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia (Ciatec) e foi um dos secretários mais omissos que Campinas já teve. E, detalhe curioso, só saiu da Ciatec um ano depois da posse do atual prefeito Jonas Donizette (PSB), sobrevivendo a Hélio, Vilagra (obviamente), Pedro Serafim e ao início do atual governo.

A delação de Delcídio é clara:

Com duas confirmações fica difícil duvidar que a grana suja do PT tenha irrigado mesmo a campanha de Hélio. Claro que ele nega. O PDT, que Hélio preside em Campinas, soltou nota com o mantra esperado: “...todas as doações foram legais, registradas e aprovadas pela justiça eleitoral etc. e tal”. É o mesmo que todos dizem., até o PT. Só que, diante dos fatos, a negação é um detalhe totalmente inverossímil.

Espera-se, portanto, que Hélio de Oliveira Santos não conspurque a eleição de Campinas, tentado se imiscuir como candidato em outubro. Ele foi cassado por omissão, sua mulher – a toda poderosa chefe de Gabinete do governo dele - está condenada a mais de 40 anos de prisão por corrupção e seu governo espalhou um mar de lama por Campinas como nunca havia sido espalhado.  Por alguma brecha da lei, dizem que será possível que ele faça campanha como candidato e, ao ter o registro cassado, já perto da data da eleição, coloque alguém no lugar para aproveitar seus possíveis votos. É uma total falta de respeito ao eleitor um corrupto como ele fazer campanha aproveitando brechas da lei.

Chega de corruptos, pediram 100 mil campineiros nas ruas domingo passado, na maior manifestação da história da cidade. O recado vale especialmente para gente da laia de Hélio de Oliveira Santos.

domingo, 13 de março de 2016

100 mil protestam em Campinas e entram para a história


Campinas viveu neste domingo a maior manifestação de sua história. 100 mil pessoas lotaram as ruas do Centro e protagonizaram um ato sem paralelo na vida política da cidade. 

Estive nos memoráveis comícios de Ulysses Guimarães e a turma do então MDB durante a ditadura, em passeatas contra a ditadura durante o fim dos anos 60 e 70 do século passado, bem como no grande movimento das Diretas Já. Nenhum deles chegou aos pés do que ocorreu hoje na cidade. 



No caminho para o Centro já era visível que estávamos diante de um grande acontecimento. Às 9h30 saímos do Taquaral, subimos a Diogo Prado, a Olavo Bilac e, na Júlio Mesquita já se via um grande número de pessoas caminhando para o Centro ou dentro dos carros, buzinado a cada aceno, a cada camisa amarela que se via na rua - e eram muitas.

Cheguei ao local combinado para encontrar a turma - o Café Regina - e foi difícil circular por ali. O café estava lotado, a Barão de Jaguara estava lotada e o Largo do Rosário estava lotado. Isso pouco antes das 10h.

No Largo, foi difícil atravessá-lo até o principal caminhão de som que comandava a massa. Ele estava na Glicério e a multidão se desenvolvia na frente do caminhão, em direção à Catedral e atrás dele, até perto da Benjamin Constant. Quem conhece Campinas sabe que não é pouco.

Os organizadores chegaram a falar nos microfones que a manifestação iria ficar por ali mesmo, já que seria difícil sair de tão grande era a multidão. Mas saímos, por volta do meio-dia.



O mar de gente subiu a Glicério, entrou na Conceição e, nessa rua, deu pra ter uma ideia melhor do momento que a cidade estava vivendo: já havia gente ocupando a Praça Carlos Gomes e os caminhões de som (eram 4 trios elétricos) ainda estavam na Glicério. E havia muita gente atrás deles.

Subimos a Conceição até o Centro de Convivência, lotamos o local e depois, porque muita gente ficou de fora, voltamos até o Jardim Carlos Gomes, onde encerramos nossa participação depois de cantar o Hino Nacional num gigantesco coro de 100 mil vozes. 

Pelo caminho todo, nenhum incidente, nenhuma provocação, nenhum furto ou briga. Todo mundo em paz, movido apenas pela indignação cívica que nos leva às ruas pedir que o Brasil mude de rumo, que os políticos parem de roubar, que nossa voz seja ouvida e, principalmente, que estamos atentos aos movimentos em Brasília.

O melhor de tudo é que o que se viu hoje em Campinas se viu também por quase todo o Brasil. Todas as capitais e centenas de cidades grandes, médias e pequenas tiveram algum tipo de manifestação contra o governo Dilma e contra o estrago que o PT fez no Brasil.



O recado das ruas, por mais que institutos de pesquisas diminuam os números, por mais que os ladrões de sempre apareçam na imprensa com avaliações porcas do que está ocorrendo, por mais que Dilma e a gangue petista tentem se agarrar aos cargos e ao dinheiro dos impostos que nos roubam, o recado das ruas está claro: não vamos mais aceitar que esse governo continue. O fim dele é essencial para que o Brasil volte a ser um país confiável no mundo.

Nós, a grande maioria do povo brasileiro, estamos fartos da incompetência e da corrupção: queremos o Brasil de volta!

A crise brasileira em Portugal

No meio da semana que passou fui procurado por uma rádio de Portugal – Antena 1 de Lisboa – por sugestão do amigo Carlo Carcani, para ser entrevistado sobre  a situação do Brasil. O programa para o qual foi gravada a entrevista se chama Visão Global e vai ao ar aos domingos, ao meio-dia. Se alguém quiser ouvir, o link segue abaixo. O tema "Brasil" vai do início do programa até o 14º minuto. Eu entro no 3º minutos, mais ou menos.