quinta-feira, 9 de abril de 2015


Um patético tesoureiro

Fim do patético depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari, na CPI do Petrolão. Repetiu ad nauseam que é inocente e que os termos das delações premiadas sobre ele são mentirosos.  Fica a cara de pau que os advogados mandaram que ele representasse. Se Vaccari disse a verdade, veja só, todos os depoimentos das delações premiadas, dos diretores e gerente da Petrobras e dos empresários que até agora aceitaram o acordo, são mentirosos. Só que se eles estiverem mentindo vão perder a regalia da diminuição da pena. Só para se ter uma ideia da troca que fizeram, ao contar o que sabem e, com isso ajudar na investigação para que se chegue aos culpados, há penas previstas de cerca de 40, 50 até 100 anos  que poderão ser trocadas por 2 anos em regime aberto.

Ora, o que os delatores disseram tem que ser provado e acho que ninguém iria arriscar dizer algo que não possa ser provado. O castigo é muito duro.

Então, a conclusão óbvia que se chega é que Vaccari, apoiado na decisão do STF de que ele, depondo como acusado, poderia mentir ou omitir pra se proteger, realizou essa patético depoimento, onde apenas revelou que esteve “uma única vez” no escritório do doleiro Alberto Youssef, “e ele não estava lá”. Só que, disse Vaccari, recebeu um telefone de Youssef para ir ao escritório dele. Foi e ele não estava lá...

Mas, vejam vocês, só essa confissão para um depoimento de quase oito horas, já é bastante complicadora, pois um deputado perguntou o que o tesoureiro do PT iria conversar com um doleiro que já tinha sido preso e contra ele pesavam várias acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Vaccari não respondeu, claro, mas ficou a confissão para o MP do Paraná aproveitar.

De resto, os ratos no início da sessão espalhados por um funcionário da 2ª vice-presidência da Câmara, cujo titular é do PR do Paraná, deram um tom cômico ao dia. Mas não se sabe se o protesto do servidor (que não é concursado e foi demitido rapidinho) foi contra todos que estavam no plenário, contra o depoente (acusado de roubar a Petrobras) ou contra a roubalheira geral que o PT instituiu no Brasil.

Ficaram, de toda a sessão, a atuação de Carlos Sampaio(PSDB) que inquiriu Vaccari melhor que qualquer outro deputado, colocando-o na parede e terminando sua participação com uma frase que já está correndo as redes sociais: “O senhor está pronto para ser preso e o PT pronto para ser extinto” e a de Onyx Lorenzoni (DEM) que, sem fazer qualquer pergunta, discursou de modo veemente e arrasador contra o tesoureiro e os desmandos do PT na Petrobras.

Já quase no fim, a deputada Mariana Carvalho (PSDB), depois de ouvir a mesma resposta para todas as perguntas que fez, já estava encerrando sua participação, quando Vaccari lhe pediu para responder algo que ela havia perguntado e que ele não havia respondido. Ela retrucou: “Não precisa não. O senhor não respondeu nada até agora, não vai responder de novo, então não me interessa mais o que o senhor vai dizer.” Foi aplaudida. 

Fim de feira

A postura do PT após a derrota na Câmara, na votação do projeto de lei que amplia a terceirização no país, é idêntica à que ele tinha quando era minoria, ou seja, antes de Lula tomar posse, em janeiro de 2003. A orientação geral era que em todas as instâncias legislativas (Câmara de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado) quando o partido perdesse uma votação, deveria recorrer à Justiça para tentar barrar a vontade da maioria. Tática aliás, usada até hoje onde o PT e alguns partidecos de esquerda são oposição minoritária.

O anúncio do recurso ao Supremo Tribunal Federal feito ontem contra a aprovação do projeto é sinal de que o PT está se comportando novamente como minoria e isso – convenhamos – é muito bom para o Brasil.

Só que o cenário não é bem o de antes de 2004. O PT está no poder há pouco mais de 12 anos e, até o fim do ano passado, teve pouquíssimos problemas em relação a votações na Câmara dos Deputados ou no Senado. Talvez o fim da CPMF tenha sido a única derrota mais visível.

A decisão de recorrer revela principalmente que a base aliada já não é mais tão aliada assim. Foram 324 votos a favor do projeto e apenas 137 contra. E isso acontece no mesmo momento em que o governo federal estava estreando seu novo articulador político, que é o vice-presidente da República e o presidente do PMDB, Michel Temer. Claro que o tempo foi curto, mas o resultado pode ser sinal de que nem com o presidente do partido articulando para o governo, o PMDB volte a ser o aliado maior da situação.

Mas o sinal maior do resultado da votação é que o governo Dilma não se sustenta mais e vive um formidável fim de feira tendo ainda 3 anos e 9 meses pela frente. Esses 3 meses e pouco de “governo” no segundo mandato deram mostras mais que suficientes de que a presidente não tem mais a mínima condição de governar.

Desde a implantação de medidas que ela não só jurou durante a campanha que jamais tomaria, como acusou seus adversários dizendo que eles iam fazer exatamente o que ela está fazendo, até a entrega ao PMDB da articulação política (talvez hoje a função mais importante no governo) o que se viu foi uma direção confusa, ao sabor de um marketing que já não funciona mais.

A essa direção errática podemos juntar a economia apresentando sinais concretos de inflação, desemprego, diminuição de investimentos, atrasos formidáveis em obras e pagamento, enfim um cenário que junto ao destrambelhamento político dá bem ideia da balbúrdia e da impossibilidade de o PT e Dilma continuarem no poder.

A solução? Impeachment (há juristas de alto coturno que garantem que há fatos que sustentariam um processo de impedimento); renúncia (um gesto pessoal que ela pode até tomar, mas acho difícil) ou uma estratégica licença para cuidar da saúde, sem data para voltar.

Há ainda a solução judicial, afinal os crimes cometidos pelo governo são muitos – petrolão, corrupção em todos os setores, empréstimos secretos do BNDES ao total arrepio da lei etc. – e bastaria uma condenação pelo STF para apeá-la do poder.

Enfim, Dilma é hoje uma espécie de rainha da Inglaterra (sem o charme e a história da quase nonagenária Elizabeth II) que não governa mais. A economia está entregue a um liberal cujas medidas enfurecem boa parte do PT; a agenda parlamentar está no comando de dois peemedebistas que presidem as casas legislativas e fazem visível oposição; e a articulação política – campo no qual o governo poderia ganhar terreno caso tivesse competência – acabou nas mãos do presidente do PMDB, o primeiro sucessor na linha direta caso Dilma não aguente segura mais o rojão.

Esse é o Brasil de hoje, atolado na incompetência e na corrupção que o PT institucionalizou durante seus 12 anos de poder.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

TODO MUNDO LÁ!

EM CAMPINAS

DOMINGO 12 DE ABRIL

10h – LARGO DO ROSÁRIO

TODO MUNDO LÁ PARA UM DEFINITIVO

FORA DILMA!  FORA PT!

"POLÍTICO SÓ TEM MEDO DE UMA COISA: DO POVO NA RUA." (Ulysses Guimarães)

Mergulhando nas trevas

Triste é o país em que cientistas precisam pedir, publicamente, proteção contra grupos extremistas.

Pois é o que acontece no Brasil. Em artigo hoje na Folha, três cientistas – Walter Colli, Helena Nader e Jacob Palis Junior – descrevem o trabalho mais recente e de suma importância a para a economia nacional que estão realizando na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) e, ao mesmo tempo, denunciam a possibilidade de violência (na verdade, a repetição dela) a que estão sujeitos por conta de um grupelho que, absurdamente, os acusa de alguma coisa que é contrária à ideologia que esse grupelho prega e que a quer vendo dominando o Brasil.

Dizem os cientistas: “A CTNBio é um órgão do Estado brasileiro e deve ser respeitada como um conjunto de cientistas que contribuem, sem receber honorários, para o desenvolvimento do país. Respeitá-la é respeitar a ciência.”

Além de descrever o trabalho atual, os cientistas relatam um pouco do trabalho que a entidade faz: “Até o momento, a CTNBio aprovou 21 variedades de milho, 5 de soja, 12 de algodão, 1 de feijão, 5 de microrganismos, 19 vacinas para animais e 1 para mosquito Aedes aegypti. O sucesso da tecnologia transgênica pode ser exemplificado com o fato de que 92% de toda a soja plantada, assim como 72% do milho, são transgênicos.”

Por aí se vê que o trabalho da CTNBio é muito importante. Dali saem as fórmulas transgênicas que, seguramente, não serão nocivas à saúde, ao meio ambiente e ainda terão mais possibilidades econômicas, aumentando a competitividade brasileira em vários setores da economia.

Mas a ignorância de certos grupos – que têm nesse facínora chamado Pedro Stédile seu guru maior – constrói um quadro surrealista: cientistas com medo de serem agredidos por exercerem um trabalho que é bom para seu país!

E o cenário todo fica ainda mais tenebroso, quando se vê membros do alto escalão do governo  federal bajulando o comando desses grupos, a eles dando inclusive dinheiro dos impostos e até apelando para essa massa ignara que os proteja de protestos nas ruas, protestos esses que ocorrem justamente contra a incompetência e a corrupção sem fim do governo.

Diante desse quadro de horrores não se pode estranhar que cientistas brasileiros tenham que pedir proteção publicamente e responsabilizar diretamente o governo federal por qualquer dano – inclusive físico – que venham sofrer, provocados por esses grupelhos hipnotizados por mercenários de esquerda.

Agora, pasmem: o trabalho recente, que provocou a fúria do “exército” do Stédile é a criação de uma variedade do eucalipto que “atinge em cinco anos e meio o porte que o convencional alcança em sete, exige menos área de plantio, captura 12% a mais de CO2 da atmosfera e reduz o custo de produção em 20%. O governo brasileiro, inclusive por palavras de sua presidente, já se declarou favorável ao eucalipto transgênico em questão.”

Por fim, perguntam os cientistas: “Perguntamos, então, a quem servem os vândalos que querem impedir o avanço da tecnologia? O que fará o governo diante de acontecimentos como esse?”

Nós perguntamos também: a quem servem esses vândalos? O governo federal deveria não só garantir o trabalho dos cientistas, mandar pra cadeia quem comete crimes contra o patrimônio nacional e buscar a resposta a essa pergunta.  Mas acho que seria esperar muito de um governo petista que realizasse qualquer uma dessas ações. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Diploma pra quê?

A Câmara dos Deputados pode aprovar hoje mais uma estrovenga jurídica: a obrigatoriedade do diploma do curso de Jornalismo para se exercer a profissão de jornalista. O Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre a matéria e deixou claro que a obrigatoriedade fere cláusula pétrea Constituição, pois atenta contra a liberdade de expressão.

Mas, mesmo assim, embalados pelo lobby de entidades de jornalistas aparelhadas pela esquerda e pelo PT, muitos deputados tendem a votar a favor da obrigatoriedade. Se for aprovada a PEC, o tema será remetido novamente  STF,  para que ele perca um enorme tempo e discuta novamente o que já discutiu e julgou. Se o STF for coerente com a Constituição – e isso é obrigação dele – vai rejeitar novamente a estrovenga, como fez em 2009.

Além do aspecto jurídico claramente exposto pelo STF para recusar a obrigatoriedade, há o aspecto político da coisa. As faculdades de Jornalismo do Brasil – a maioria particular e cara – se tornaram um clube da esquerda, onde só ministram aulas professore engajados com o pensamento marxista, gramsciano ou algo parecido. O aparelhamento faz com que, todo ano, sejam formadas turmas de jornalistas que vão para as redações achando que o patrão deve ser extinto, que a imprensa deve ser controlada pelo governo (desde que seja de esquerda ou do PT), que o bom mesmo é um cargo público na Agência Brasil, num ministério ou numa estatal.

Liberdade de expressão, reportagem investigativa, imprensa livre e independente e  são “coisas da direita”, de “reaças” ou de “burgueses”. Para eles, a Rede Globo, por exemplo, incute no povo um pensamento hegemônico de direita que tem como objetivo perpetuar a exploração do trabalhador, visando unicamente lucros cada vez maiores em detrimento do bem estar da população. Para a maioria deles, imprensa boa mesmo só existe em Cuba e na Coreia do Norte.

Entrei para o jornalismo em 1977, como repórter. Sabia escrever, mas não tinha a técnica jornalística. Ela me foi ensinada por uma jornalista (me desculpe, mas não me lembro do nome da moça) em 15 minutos, ao corrigir meu primeiro texto: “Isso não pode, nem isso, isso é assim e isso é assado”. Escrevi de novo, submeti o texto ao secretário de Redação e ele foi publicado na íntegra no dia seguinte.  Faculdade? Tinha feito um ano de Comunicação na PUC de Campinas e um ano de básico para Humanas na Unicamp. Ah, lia jornal todo dia, o Pasquim desde o primeiro número, tinha lido todo Machado de Assis e vários outros autores nacionais e estrangeiros.  E era contra a ditadura da época, como sou contra até hoje, seja de direita ou de esquerda.

Fui entrar numa faculdade novamente em 1981, quando o aparelhamento de esquerda ainda engatinhava, quatro anos depois de constante exercício da profissão. A falta do diploma estava atrapalhando novos empregos e fui atrás dele. “Comprei-o” em 48 prestações mensais altíssimas, difíceis de pagar para os salários que recebia na época.  O que aprendi nesses quatro anos e que me serviu na profissão? Nada. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Eles serão sempre assim

Mais um motivo para que nossa luta para tirar o PT do poder seja a mais acirrada possível. Através do site da Veja ficamos sabendo que dois deputados federais do PT – o líder do governo Sibá Machado (a que ponto o PT chegou!!!) e Vicente Cândido estiveram com o ministro da Fazendo, Joaquim Levy, para pedir sabem o quê? Que o governo “alinhe o sistema financeiro” para garantir financiamento de bancos públicos a quem??? Às empreiteiras envolvidas no Petrolão!!! É isso mesmo, o PT quer que o governo continue soltando dinheiro para as corruptas empreiteiras, porque assim elas podem continuar fazendo obras para o governo de onde jorram milhões para os bolsos dos petistas e aliados.

É muita cara de pau! Em pleno processo penal, através do qual o Brasil e o mundo se estarrecem ao conhecer a roubalheira toda praticada pelos petistas no achaque às empreiteiras que tinham obras na Petrobras, o PT vai oficialmente ao ministro da Fazenda pedir para que ele crie condições de que essas empreiteiras recebam mais dinheiro ainda do governo.

A desculpa para pedir mais dinheiro está relacionada com o criminoso acordo de leniência que o governo se apressou em produzir, passando por cima da Justiça, para livrar as empreiteiras de penas maiores e livrar o próprio PT e sua cúpula, das denúncias que essas empreiteiras podem fazer diante das enormes penas por diversos crimes que cometeram em conluio com o governo e o partido petistas.

Dizem os petistas que sem obras para essas empreiteiras o Brasil pode parar. Mentira! Há inúmeras outras empresas, inclusive internacionais, que podem muito bem tocar qualquer obra no Brasil. Só que elas não entraram no esquema e as novas empresas também temem se arriscar a fazer acordos secretos envolvendo propinas.

Leia o que disse Vicente Cândido sobre a visita, ocorrida quarta-feira passada, ao ministro da Fazenda: "A gente levou para ele (Levy) a preocupação sobre a questão da Lava Jato. Estamos batalhando pelo acordo de leniência. Não adianta fazer acordo se não estiver alinhado com o sistema financeiro para que os bancos voltem a aportar recursos nos projetos das empresas. A gente quis dar uma alinhada com ele, entendendo que um dos grandes problemas da retomada do crescimento econômico passa por retomar o setor de óleo e gás.”

Cara de pau é pouco. 

Por que Dilma deve sair



Hoje, na cerimônia de posse do novo ministro da Educação, ao falar sobre o escândalo de corrupção da Petrobras, o Petrolão, que pode ser considerado um dos maiores do mundo, a presidente Dilma Rousseff deu mostras definitivas de que não deve e não pode continuar no comando do país.
A sua declaração, que está nas manchetes nos portais dos órgãos de notícias do pais – “Luta pela recuperação da Petrobras é do meu governo” – é prova inequívoca de que a mentira vai continuar imperando no discurso oficial enquanto ela for presidente.

Porque dizer que o governo dela quer recuperar a Petrobras é uma dos maiores deboches que alguém poderia fazer dentro das circunstâncias da situação da empresa.

Senão vejamos: Dilma foi nomeada por Lula ministra das Minas e Energia logo no seu primeiro governo, em 2005. A Pasta das Minas e Energia é responsável pela Petrobras, o ministro da área manda mais que o presidente da estatal e é, geralmente, (Dilma foi) o presidente do Conselho de Administração, instância superior da empresa.

Foi a partir de 2004 que a corrupção na Petrobras “se institucionalizou”, conforme depoimentos de alguns dos corruptos diretores e empresários que se favoreceram das roubalheiras aos cofres da empresa. Ou seja, quando Dilma assumiu a Pasta, a corrupção estava correndo solta na Petrobras, mas ela, feito a Carolina do Chico, “não viu”.

Depois de ministra das Minas e Energia, com a queda de Zé Dirceu (por corrupção, lembremos), Dilma foi guindada ao posto de Ministra-chefe da Casa Civil. Se antes ela, embora mandasse na Petrobras, era subordinada a Zé Dirceu (o verdadeiro presidente do Brasil durante o tempo em que foi ministro), no novo posto só tinha Lula acima dela. E, claro, mandava mais ainda na Petrobras e era “chefe” de todos os outros ministros.

Pois nessa sua nova fase, a corrupção continuou alentada na Petrobras – e não só lá, como já foi confirmado por algumas denúncias, como essa, atualíssima, da Receita Federal, onde a auxiliar mais próxima de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, foi responsável pela “nomeação” do chefe da quadrilha que lá se instalou.  

O próximo cargo de Dilma viria a ser, no bojo da popularidade do PT comprada pelo Bolsa Família (não fosse ele, ela perderia no Nordeste – ou ganharia por bem menos – e Aécio seria eleito) justamente a de presidente do Brasil. E, como tal, mandatária máxima do país, responsável por tudo e por todos.

Pois, embora estivesse ligada à Petrobras por todos esse tempo – eram 8 anos até então – ela garante que jamais soube da gigantesca corrupção que que havia se instalado lá e que tinha como objetivo enriquecer petistas e alguns aliados, alguns diretores da empresa e comprar, de baciada, políticos do PMDB e do PP, para que mantivessem seus votos no Congresso sempre a favor do governo petista. Evidentemente que políticos do PT também entravam na partilha do butim.

E por “não saber” de nada, só foi tomar alguma providência quando a Polícia Federal e o Ministério Público começaram a desvendar as ações da quadrilha petista. Mas, mesmo assim, relutou por enorme tempo em trocar a diretoria e só o fez quando a pressão das ruas aumentou, quando a pressão da imprensa aumentou, quando o próprio PT já não tinha mais argumentos para defender a gigantesca corrupção denunciada e processada pelo bravo juiz federal Sérgio Moro e sua turma de notáveis do MP paranaense. E colocou no lugar da então presidente Graça Foster, um ex-presidente do Banco do Brasil sobre o qual pesam várias denúncias justamente de comportamento incompatível com o cargo, inclusive uma de favorecimento escancarado a um madame da sociedade com parece que ele teve algum caso. Ou seja, um nome nos padrões do PT.

Os denunciantes, nos acordos de delação premiada, são claros: a divisão do dinheiro arrecadado com a corrupção era feita para o PT, para o PMDB e para o PP. E para eles, denunciantes também, tanto que já estão devolvendo algumas fortunas que tinham amealhado no jogo sujo a que se prestaram.
Mas Dilma, a mando de Lula ou do marqueteiro João Santa, foi mandada fazer cara de espanto e indignação diante de tudo isso. Como se todos os brasileiros fossem idiotas a ponto de acreditar que ela e Lula de nada soubessem.

E mesmo que assim fosse, veja só, estaríamos diante dos dois mais ingênuos políticos que já chegaram ao poder máximo do Brasil: dois enormes escândalos de corrupção ocorrendo diante dos seus narizes e ambos sem saber de nada, traídos por todos seus principais auxiliares. Ora, todos sabemos que políticos ingênuos não sobrevivem à vereança.

É óbvio que tanto Dilma quanto Lula sempre souberam de tudo e, aproveitando-se de uma oposição frouxa, medrosa mesmo, conseguiram se manter no poder. Também concorreu para essa era das trevas brasileiras o bom andamento da economia mundial, que deu fôlego financeiro para o governo implementar uma política econômica populista e equivocada, expandir as esmolas travestidas de programas sociais e garantir um eleitorado escravizado por um cartão que vira dinheiro todo mês, sem que o beneficiado precisasse fazer qualquer coisa que demonstrasse sua vontade de deixar de ser um dependente total do cofre público.

E por sempre saber de tudo é que o discurso de Dilma se mostra totalmente adequado à farsa que é seu governo. Ao dizer que é dela a luta para recuperar a Petrobras, Dilma revela sua falta de caráter, pois em quase 12 anos de supremacia funcional sobre a empresa, vicejou a corrupção, a incompetência, a divisão da empresa em feudos políticos para partidos aliados, a compra descarada de apoio com o dinheiro sujo dali subtraído sem que ela movesse um dedo para pelo menos tentar acabar com a farra.

Não, Dilma jamais quis fazer qualquer coisa a favor da Petrobras e não será agora que terá condição de fazer. Ela fez o que foi necessário para enriquecer seus pares, seu partido e sua quadrilha. E continuará fazendo a mesma coisa, pois é um joguete nas mãos de Lula e seus asseclas.

Por isso urge que ela seja apeada do poder. Por isso nossos principais gritos nas ruas no próximo domingo deve ser o “Fora PT” e “Fora Dilma”. Só assim o Brasil poderá respirar fundo e se preparar para alguns anos de sacrifício (necessários depois dessa roubalheira toda) que poderão nos fazer voltar a ser um país em desenvolvimento com alguma esperança no horizonte.

Marcha para 12 de abril.


É o velho Juca Chaves voltando a se inspirar nos desmandos do PT. 





A coisa está crescendo: já são 273 cidades com o "Fora Dilma!"

Vamo que vamo! Os organizadores dos protestos do próximo domingo informam que, até agora, 273 cidades já aderiram ao movimento.

Veja aí a lista completa:

Adustina/BA - 8h30 - Praça Alice Virgens Vidal
Aguas Belas/PE - 15h00 - Praça Nossa Senhora da Conceicao
Alegrete/RS - 15h30 - Praça Nova - Camelódromo
Alexânia/GO - 9h00 - Praça da Prefeitura para Brasília
Alta floresta/MT - 16h00 - Praça do avião
Altamira/PA - 9h00 - Orla da cidade
Americana/SP - 16h00 - Praça do Trabalhador
Anápolis/GO - 15h00 - Praça Dom Emanuel - Bairro: Jundiaí
Apucarana/PR - 15h00 - Praça Rui Barbosa
Aracaju/SE - 15h00 - Mirante da 13 de Julho
Arapiraca/AL - 15h00 - Bosque das Arapiraca
Araraquara/SP - 15h00 - Praça Scalamandré Sobrinho
Araucária/PR - 12h30 - Rodovia do Xisto - Auto Peças Araucárias
Araxá/MG - 15h00 - Igreja Matriz São Domingos De Araxá
Ariquemes/RO - 15h00 - Praça da Vitória
Atibaia/SP - 9h00 - Praça da Matriz
Avaré/SP - 14h00 - Concha Acústica
Bagé/RS - 16h00 - Praça Esporte
Balneário Camboriú/SC - 15h00 - Praça Almirante Tamandaré
Balneário Picarras/SC - 14h00 - Praia Central
Barbacena/MG - 16h30 - Praça dos Andradas
Barra do Garças/MT - 17h00 - Praça dos Garimpeiros
Barra do Rocha/BA - 13h00 - Praça de Eventos
Bauru/SP - 9h00 - Avenida Getúlio Vargas, em frente a Polícia Rodoviária
Bebedouro/SP - 9h30 - Concha Acústica
Belém/PA - 9h00 - Escadinha da Estação das Docas
Belém/PA - 9h00 - Escadinha da Estação das Docas
Belo Horizonte/MG - 10h00 - Praça da Liberdade
Belterra/PA - 16h30 - Campo do Flamengo na Estrada 8
Bento Gonçalves/RS - 15h00 - Via Del Vino
Bergen, Noruega/SP - 14h30 - Ole Bull Plass
Betim/MG - 9h00 - Praça Milton Campos
Birigui/SP - 9h00 - Praça Dr. Gama
Blumenau/SC - 16h00 - Praça Victor Konrr
Boa Vista/RR - 16h00 - Praça do Centro Cívico
Bocaina de Minas/MG - 16h00 - Praça da Igreja
Botucatu/SP - 15h00 - Largo São José (AAB)
Bragança Paulista/SP - 14h00 - Praça Raul Leme (Praça da Igreja Matriz)
Brasilia/DF - 9h30 - Museu da Republica
Brusque/SC - 16h00 - Cruzamento do HSBC
Buenópolis/MG - 10h00 - Praça da Matriz
Cabo Frio/RJ - 14h00 - Praça das Aguas
Cáceres/MT - 16h00 - Praça da Sematur
Cachoeiro de Itapemirim/ES - 9h00 - Centro
Caico/RN - 16h00 - Em frente a rodoviaria, Av Renato Dantas
Cajati/SP - 14h00 - Patio do Magnanimo
Camaçari/BA - 9h30 - Praça Desembargador Montenegro
Campina Grande/PB - 14h00 - Praça da Bandeira, Centro
Campinas/SP - 10h00 - Largo do Rosário
Campo Bom/RS - 9h00 - Largo Irmãos Vetter
Campo Grande/MS - 16h00 - Praça do Rádio
Campo Largo/PR - 16h00 - Praça Getúlio Vargas
Campo verde/MT - 9h30 - Praça Joao Paulo II
Campos dos Goytacazes/RJ - 15h00 - Praça São Salvador
Campos Novos/SC - 16h00 - Praça Lauro Muller
Canguaretama/RN - 16h00 - Shompim
Canoas/RO - 13h00 - Centro-Prefeitura
Capanema/PR - 9h00 - Praça Central
Capivari/SP - 14h00 - Praça Central
Capixaba/AC - 14h00 - Palácio Rio Branco
Carmo de Minas/MG - 9h00 - Praça da Estação
Caruaru/PE - 14h00 - Av. Agamenon Magalhães
Carvalhopolis/MG - 13h30 - Praça Monsenhor Dutra
Cataguases/MG - 9h00 - Praça Rui Barbosa
Cataguases/MG - 9h00 - Praça Rui Barbosa
Catanduva/SP - 14h00 - Praça da Matriz
Caxias do Sul/RS - 15h00 - Praça Dante
Caxias/MA - 15h00 - Praça da Matriz
Chapadinha/MA - 18h00 - Praça Coronel Luis Vieira Centro
Chapecó/SC - 9h00 - Praça Coronel Bertaso
Colinas do Tocantins/TO - 9h00 - Av. Pedro Ludovico com Rua 3 (Centro)
Concórdia/SC - 15h00 - Posto Lamonato
Contagem/MG - 15h00 - Sambódromo
Corbelia/PR - 15h30 - Praça da Igreja Matriz
Coronel Bicaco/RS - 15h30 - Praça Municipal
Coronel Fabriciano/MG - 9h00 - praça da Bíblia
Corumbá/MS - 15h00 - Rua Frei Mariano em frente ao Riachuelo
Criciúma/SC - 15h00 - Parque da Nações
Cruz Alta/RS - 15h00 - Av. General Osório
Cuiabá/MT - 16h00 - Praça Ipiranga
Curitiba/PR - 14h00 - Praça Santos Andrade
Curitibanos/SC - 14h30 - Praça da República
Divinópolis/MG - 9h30 - Praça do Santuário
Dourados/MS - 15h00 - Praca da Igreja Maior
Erechim/RS - 15h00 - Praça da Bandeira
Euranopolis/BA - 9h00 - Praça das Bandeiras
Extrema/MS - 16h00 - Praça Presidente Vargas
Feira de Santana/BA - 15h00 - Prefeitura Municipal
Fernandópolis/SP - 10h00 - Praça da Matriz
Florianópolis/SC - 16h00 - Trapiche da Beira-Mar
Fortaleza/CE - 15h00 - Praça Portugal
Foz do Iguacu/PR - 9h30 - Praça do Mitre
Franca/SP - 10h00 - Concha acústica Centro de Franca - praça nossa senhora da conceição
Francisco Beltrão/PR - 15h00 - Calçadão Central
Francisco Morato/SP - 14h00 - Praça do Coreto
Frutal/MG - 15h00 - Praça da Matriz
Garça/SP - 16h00 - Concha Acustica no Lago
Garibaldi/RS - 16h00 - Av Independência
Goianésia/GO - 11h00 - Av. Goiás com Av. Brasil
Goiania/GO - 14h00 - Praça Tamandaré
Governador Valadares/MG - 9h00 - Praça dos Pupneiros
Gravatá/PE - 9h30 - Av. Boa Viagem - em frente a Padaria Boa Viagem
Guanambi/BA - 10h00 - Praça do Feijão
Guarapari/ES - 16h00 - Praça do Radium Hotel, Praia da Areia Preta - Centro
Guararema/SP - 14h00 - Pau D'Alho - Centro
Guaratinguetá/SP - 15h00 - Av. Joao Pessoa
Guariba/SP - 15h00 - Praça Silvio Vaz de Arruda
Guarujá/SP - 14h00 - Praça das Bandeiras - Pitangueiras
Guarulhos/SP - 10h00 - Av. Paulo Faccini
Guaxupe/MG - 10h00 - Praça da saldade
Hortolândia/SP - 15h00 - Av. Santana
Ilheus/BA - 9h00 - Catedra - Centro
Imperatriz/MA - 16h00 - Praça de Fatima
Indaiatuba/SP - 10h00 - Pq. Ecológico - Estacionamento Principal
Ipameri/GO - 16h00 - Praça da Liberdade
Ipatinga/MG - 10h00 - Praça da Prefeitura
Itabira/MG - 9h30 - Praça Acrísio Alvarenga
Itabuna/BA - 15h00 - Jardim do Ó
Itapema/SC - 15h00 - Praça da Paz
Itapetininga/SP - 15h00 - Praca dos Amores
Itapeva/SP - 16h00 - Praça de Eventos Zico Campolin
Itatiba/SP - 14h00 - Praça da Bandeira - Centro
Itu/SP - 15h00 - Praca dos Amores
Ituiutaba/MG - 15h00 - Praça do Forum
Jales/SP - 15h00 - Praça do Jacaré
Jaraguá do Sul/SC - 15h00 - Praça Ângelo Piazeira
Jequié/BA - 15h00 - Praça do Viveiro - Campo do América
João Pessoa/PB - 15h00 - Busto de Tamandaré
João Ramalho/SP - 15h00 - Rua Vitoria, 105
Joinville/SC - 16h00 - Praça da Bandeira
Juazeiro/BA - 16h00 - Praça Santiago Maior
Juiz de fora/MG - 14h00 - Praça de São Mateus
Jundiaí/SP - 9h30 - Avenida 9 de Julho
Lages/SC - 10h00 - Estatua Antonio Correia Pinto
Lagoa da Confusão/TO - 16h00 - Orla da Lagoa
Laguna/SC - 16h00 - Centro Executivo Tordesinhas
Lapa/PR - 15h00 - Rodoviária Municipal - Avenida Dr. Manoel Pedro
Laranjal do Jari/AP - 14h00 - Rua Emílio Médici, 2093
Limeira/SP - 9h30 - Praça Toledo de Barros
Linhares/ES - 16h00 - Praça 22 de Agosto - Centro
Lins/SP - 9h00 - Praça da Igreja Com Bosco
Londrina/PR - 15h00 - Colégio Vicente Rijo
Lorena/SP - 16h00 - Praça Arnolfo de Azevedo
Macaé/RJ - 9h30 - Igreja Nossa Sra. Da Glória
Maceio/AL - 14h00 - Corredor Vera Arruda
Manaus/AM - 9h00 - Praça do Congresso
Marabá/PA - 15h00 - Praça Duque de Caxias
Maracaju/MS - 14h00 - Rua 11 de junho
Marcionilio Souza/BA - 10h00 - Praça Oelegario Ferreira
Marília - SP/SP - 15h00 - Av. Sampaio Vidal ( Em frente a prefeitura )
Medianeira/PR - 16h00 - Praça Ângelo Darolt
Mogi das Cruzes/SP - 9h00 - Praça Oswaldo Cruz
Mogi-Guaçu/SP - 14h00 - Campo da Brahma
Montes Claros/MG - 9h00 - Avenida Sanitária em frente ao SENAC
Mossoró/RN - 15h00 - Praça do Diocesano
Natal/RN - 15h00 - Midway Mall
Niteroi/RJ - 9h30 - Praia de Icaraí em frente a Reitoria da UFF
Nova Friburgo/RJ - 16h00 - Centro de Turismo
Nova Serrana/MG - 15h30 - Avenida da Pista de Culper
Nova Trento/SC - 14h00 - Praça Getúlio Vargas
Olinda/PE - 9h00 - Av.Governador Carlos de Lima Cavalcante
Orobó/PE - 16h00 - Pátio de Eventos (Quadra Central)
Osasco/SP - 14h00 - Av Bussocaba, em frente a Prefeitura
Ourinhos/SP - 16h00 - Praça Melo Peixoto
Palmas/TO - 16h00 - Praça dos Girassóis
Paranavai/PR - 9h00 - Praça dos Pioneiros
Parnaiba/PI - 16h00 - Balão do Mirante em frente à UFPI
Passos/MG - 14h30 - UEMG/FESP
Pato Branco/PR - 15h00 - Concentração na Avenida Tupi, em frente ao Posto Tigrão
Patos de Minas/MG - 10h00 - Praça do Fórum
Pau dos Ferro/RN - 17h00 - Praça de Eventos
Paulinia/SP - 11h00 - Em frente a câmara dos vereadores de Paulínia
Peruibe/SP - 14h00 - Av.da Praia (em frente ao Predio Redondo)
Petrolina/PE - 9h30 - Praça Dom Malam
Petrópolis/RJ - 15h00 - Praça Don Pedro (no centro)
Pindamonhangaba/SP - 15h00 - Praça Monsenhor Marcondes (Cascata)
Pinhais/PR - 13h30 - Camilo di Lelis
Pirajuí/SP - 10h00 - Parque do Povo
Poços de Caldas/MG - 15h00 - Praça Doutor Pedro Sanches
Pompeu/MG - 10h00 - Praça Leonardo Campos
Ponta Porã/MS - 17h00 - Avenida Brasil, em frente a Câmara Municipal
Porto Alegre/RS - 15h00 - PARCÃO - Parque Moinhos de Vento
Porto Velho/RO - 15h00 - Praça das 3 Caixas D'Água
Pouso Alegre/MG - 9h00 - Praça Senador José Bento - Catetral
Praia Grande/SP - 15h00 - Av. Costa e Silva com Av. Castelo Branco (orla da praia)
Presidente Epitácio/SP - 9h00 - Praça do Cruzeiro
Presidente Medici/RO - 12h00 - Auto Posto Santa Maria
Recife/PE - 14h00 - Avenida Boa Viagem (em frente à Pracinha de Boa Viagem)
Resende/RJ - 13h30 - Rua Alfredo Whately , (calçadão) em frente à loja PLAYBOY.
Ribeirão Preto/SP - 10h00 - Praça Carlos Gomes
Rio Branco/AC - 14h00 - Palácio Rio Branco
Rio Claro/SP - 9h30 - Avenida 1 (esquina com rua - Jardim Público)
Rio de Janeiro/RJ - 11h00 - Orla de Copacabana, Posto 5, na altura da Xavier da Silveira
Rio do sul/SC - 16h00 - Parque Harry Hobus
Rio Negro/PR - 14h00 - Trevo da Sanepar- Rua Vicente Machado
Rondonópolis/MT - 16h00 - Ao lado do Rondon Plaza Shopping
Russas/CE - 18h30 - Praça do Estudante - Ao Lado do Colégio Estadual
Sabará/MG - 10h00 - Praça Santa Rita - Centro
Sacramento/MG - 10h00 - Benedito Valadares
Salvador/BA - 9h00 - Farol Da Barra
Santa Bárbara D'Oeste/SP - 16h00 - Prefeitura Municipal
Santa Cruz do Rio Pardo/SP - 10h30 - Em frente à Câmara Municipal
Santa Fé do Sul/SP - 15h00 - Praça da Matriz
Santa Helena de Goias/GO - 15h00 - Praça da matriz
Santa Maria/RS - 14h00 - Praça Saldanha Marinho
Santa Rita do Passa Quatro/SP - 14h30 - Praça Mario Matoso (Estação)
Santa Rita do Sapucai/MG - 14h00 - Praça Santa Rita
Santana do Livramento/RS - 15h00 - Parque Internacional
Santarém/PA - 16h30 - Praça São Sebastião
Santo André/SP - 10h00 - Paço Municipal
Santo Ângelo/RS - 16h00 - Praça da catedral
Santo Antônio de Jesus/BA - 16h00 - Praça do táxi em frente à galeria moura
Santos/SP - 16h00 - Praça Independência
São Bento do Sul/SC - 16h00 - Praça Getulio Vargas (em frente a matriz)
São Borja/RS - 16h00 - Parque General Vargas
São Caetano do Sul/SP - 14h00 - Paulista
São Carlos/SP - 15h00 - Praça do Mercado Municipal
São João Batista/SC - 14h00 - Praça Dep. Walter Vicente Gomes
São João da Boa Vista/SP - 9h00 - Praça Coronel Joaquim José
São João dos Patos/MA - 15h00 - Praça de Eventos Júlio Antônio Macedo
São José do Rio Preto/SP - 9h30 - Mercadão Municipal
São José dos Campos/SP - 14h00 - Praça Afonso Pena
São Lourenço/MG - 15h30 - Praça João Lage (praça Brasil)
São Luís/MA - 9h00 - Av. Litorânea (Praça da Alimentação)
São Mateus do Sul/PR - 14h00 - Igreja Matris
São Paulo/SP - 14h00 - Av. Paulista com a Pamplona
São Raimundo Nonato/PI - 9h30 - Avenida dos Estudantes
Sao Sebastiao do Paraiso/MG - 15h00 - Praça da Matriz
São Sebastião/SP - 14h00 - Praça do Coreto
São Vicente/SP - 14h00 - Praça Tom Jobim
Satubinha/MA - 17h30 - Centro
Serra Azul de Minas/MG - 16h00 - Praça da Igreja Matriz
Sertãozinho/SP - 9h30 - Praça 21 de Abril
Sete Lagoas/MG - 16h00 - Praça Dom Carlos Carmelo Mota (Feirinha)
Sinop/MT - 16h00 - Praça da Bíblia
Sorocaba/SP - 16h00 - Praça da Amizade (em frente ao CIC)
Sumaré/SP - 10h00 - Praca das Bandeiras - Centro
Taguatinga/DF - 9h00 - Museu da República
Taió/SC - 16h00 - Clube Esportivo União
Taquara/RS - 14h00 - Câmara Municipal
Tatui/SP - 16h00 - Praça da Matriz
Tauá/CE - 9h30 - Parque da Cidade
Taubaté/SP - 15h00 - Praça General Júlio Marcondes Salgado (batalhão da polícia militar)
Teixeira de Freitas/BA - 9h00 - Em Frente ao Supermercado Casa Grande
Teófilo Otoni/MG - 10h00 - Praça Tiradentes
Teresina/PI - 16h00 - Av.Marechal Castelo Branco - Alepi
Tietê/SP - 15h00 - Praça Dr. Elias Garcia - centro
Timbó/SC - 9h00 - Prefeitura
Timóteo/MG - 10h00 - Praça Primeiro de Maio - Coreto
Toledo/PR - 17h00 - Parque Ecológico Diva Pain Barth
Torres/RS - 15h00 - Praça XV de Novembro
Três de Maio/RS - 17h00 - Praça da Bandeira
Tupã/SP - 9h30 - Praça da Bandeira
Ubá/MG - 15h00 - Praça São Januário
Uberlândia/MG - 10h00 - Praça Tubal Vilela
Ubiratã/PR - 15h00 - Praça da Seringueira - Prefeitura
Uruguaiana/RS - 16h00 - Praça Barão do Rio Branco
Varginha/MG - 10h00 - Praça Central
Vila Velha/ES - 15h00 - 3 terceira ponte, em frente ao shopping
Vitoria/ES - 16h00 - Praça do Papa
Volta Redonda/RJ - 9h30 - Praça Brasil

EXTERIOR (Horário local de cada cidade)

Atlanta - EUA - 14h00 - Piedmont Park no Park Tavern
Brisbane - Australia - 11h00 - King George Square
Dublin - Irlanda - 12h00 - Block 8, Harcourt Centre Charlotte Way Dublin 2, Irlanda
Lisboa - Portugal - 15h00 - Praça Luís de Camões
Melbourne - Austrália - 16h00 - Federation Square
New York - EUA - 14h00 - Union Square
Orlando - EUA - 13h00 - 5403 Internacional Dr – Banco do Brasil
San Francisco Bay Area - EUA - 11h00 - Justin Herman Plaza
Santiago de Chile - Chile - 10h30 - Avenida Apoquindo 3039
Sidney - Austrália - 16h00 - Martin Place
Toronto - Canadá - 14h00 - Queen's Park
Zurich - Suíça - 14h00 - Helvetiaplatz Zürich


Dia 12 todo mundo nas ruas!

A semana começa sob o signo das manifestações que movimentarão o Brasil no próximo domingo. E, à medida que o PT age, à medida que Dilma tenta fazer alguma coisa, os ânimos aumentam para ir pras ruas. Isso porque está mais do que provado que tanto o PT quanto Dilma não querem mudar nada, muito pelo contrário: querem manter tudo como está para continuar no poder.  E tentam enganar a todos com medidas cosméticas.

As mudanças na Petrobras, por exemplo, foram feitas para se tentar encobrir a roubalheira que o partido lá praticou. Mudanças no ministério ou mesmo a mais que necessária diminuição do número deles, não fazem parte dos planos do governo. As que ocorreram  na Educação e Comunicação, foram  provocadas pelo próprio titular, movidos pela falta de tato político ou mesmo de propósito ao perceberem o barco prestes a afundar.

A economia não consegue as mudanças necessárias, pois o ministro da Fazenda, um técnico que saberia aplicar a cartilha dos apertos financeiros, tem que se travestir de negociador político, enfrentar velhas raposas do Congresso, função para a qual ele não está minimamente preparado, pois na equipe palaciana os possíveis interlocutores são recusados – por falta de competência inclusive – pelos mandatários políticos.

O resultado é que o Brasil está sendo governado pelo Congresso, o que, se de um lado evita que o governo petista avance com sua incompetência crônica, por outro coloca o Brasil sujeito a humores dos mais variados de gente como Renan e cia. bela. Ou de Eduardo Cunha e sua trupe evangélica.

Nem uma coisa nem outra são boas para o Brasil.

Por isso a saída do PT do poder – via impeachment, renúncia ou licença para tratamento mental, sei lá – é o único caminho possível, desde que Michel Temer, o vice, assuma a bordo de uma coalização que elimine o PT e congregue os partidos de oposição (PSDB, PPS, DEM) e, claro, o próprio PMDB, com um compromisso claro de fazer as reformas necessárias – econômica, política etc. – e dê todo poder à Justiça para acusar e punir os corruptos que abundam de norte a sul do país. (Se Temer for engolido pela Justiça  -ele não é santo, todos sabem - que assuma o presidente da Câmara para convocar novas eleições. O PT não teria a chance nem se Lula fosse o candidato.)

Se num governo assim formado houver demonstrações reais de boas intenções, o povo poderá acreditar que o país vai voltar ao rumo do desenvolvimento, que a carestia do momento é passageira e que, em breve, a inflação será novamente irrisória, o real voltará a ter o valor que perdeu e poderemos sonhar com um futuro melhor do que o esse que agora se nos apresenta. 

sábado, 4 de abril de 2015

Feliz Páscoa!

O blog deseja a todos uma feliz Páscoa com o Easter Oratorio BWV 249, de Johann Sebastian Bach.





Um projeto reacionário de um petista

Desculpem a redundância do título, mas duas notas em uma coluna sobre livros hoje revelam a tendência ao obscurantismo da esquerda brasileira. Elas versam sobre um projeto de lei do deputado federal Vicentinho (PT), que determina que todos os livros didáticos adquiridos pelo governo federal sejam produzidos e impressos no Brasil. Para piorar a situação, uma tal de Abrigaf, que é  uma associação das empresas gráficas, e, claro, defende o interesse comercial delas, vem a público pra dizer que apoia o projeto do petista.

O que provocaria a aprovação e sanção desse projeto transformando-o em lei? Ora, o governo brasileiro não poderia mais importar livros para distribuir através, por exemplo, do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). Ou mesmo uma universidade (ou qualquer escola) federal teria entraves para conseguir um livro não editado no Brasil e cujo interesse se restringisse a uma pesquisa específica.
Se o governo brasileiro não fosse dono de inúmeras universidades e outras escolas de níveis inferiores, o projeto poderia ser aprovado que não influenciaria na produção acadêmica e nem no ensino de modo geral. Só que, como todos sabemos, não é assim no Brasil.

Proibir o governo de importar livros equivale a queimá-los em praça pública como fizeram regimes autoritários de tão triste e trágica lembrança. O deputado Vicentinho é cria do meio sindicalista que hoje domina boa parte do governo petista, seja através de milionárias centrais sindicais com enormes poderes dentro do governo, seja através do comando de bilionários fundos de pensão de estatais. Ou seja, poder financeiro e político não lhes faltam.

Daí que, com certeza, esse projeto deve ter sido urdido no meio sindical, com o objetivo de aumentar a produção das gráficas, aumentando o emprego no setor, bem como o faturamento delas, via eliminação da concorrência, outra prática que ajudou a afundar o Brasil da ditadura militar ao governo Sarney.

E, claro, o projeto agradou tanto patrões quanto empregados, alcançando as duas pontas em que o PT de hoje se movimenta tão bem: com os sindicatos leva benesses para as categorias e com alguns patrões, faz de tudo para enriquecê-los cada vez mais, desde que paguem bons “pedágios” pelos negócios proporcionados pelo governo petista.

A cultura? O ensino mais aprimorado? A riqueza de nossas bibliotecas públicas? Ora, quem disse que o PT se importa com qualquer coisa que signifique a melhoria intelectual do brasileiro? Ele sabe que para se manter no poder, quanto mais ignorante for o povo, melhor para ele.  

Um exemplo

Não postei nada aqui sobre a trágica morte do filho do governador Geraldo Alckmin porque nem sei o que dizer numa hora dessa e também porque o assunto foge um pouco à política cotidiana e mundana que povoa este espaço.

Mas duas cartas de leitores publicadas hoje na Folha de São Paulo me fizeram mudar de ideia. E elas não falam da dor da família (eu nem imagino o tamanho da dor), mas do exemplo de um jovem que, sendo filho de quem é, deixou de lado as possibilidades todas de uma carreira fácil para se dedicar à iniciativa privada, numa profissão que nada tem a ver com política. Seguem as cartas.

Thomas Alckmin deixa um belo exemplo de vida. Ao contrário de muitos filhos de políticos deste país, construiu sua trajetória profissional sem depender das facilidades que o cargo do pai poderia conferir-lhe, preferindo uma vida longe dos holofotes e trabalhando como piloto de helicóptero de uma rede de farmácias no interior de São Paulo.
ADILSON CARVALHO DE ALMEIDA (São Paulo, SP)

Na imensa dor da família Alckmin, pudemos ter o alento de saber que o filho do governador do mais rico Estado do país exercia uma função profissional não ligada ao cargo de seu pai. Nada de consultoria, lobby ou cargo público. O país se solidariza e agradece o exemplo.
MARIA DE FÁTIMA BRITO (Belo Horizonte, MG)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Bloody Friday

Uma sexta-feira nada santa para os petistas. Que me perdoem os religiosos, mas estou falando de política, cujo calendário não pede licença pra ninguém para expor seus horrores.

Do balaio de gato em que se transformou a corrupção no governo Lula e continuou no governo Dilma, agigantando-se a ponto de influenciar até no balanço de uma das maiores empresas do mundo, a sexta-feira apresentou algumas “novidades” (está entre aspas porque são fatos quase de domínio público, mas não de todo provados e, portanto, sem um o peso jurídico que deverão ter em breve, assim que mais provas surgirem) que aproximam os escândalos da cúpula do poder que, nos últimos 12 anos, 3 meses e 3 dias usou e abusou da sacanagem e da impunidade para se enriquecer, enriquecer seus cúmplices, se manter no poder e arrasar com a economia de um país que se preparava para entrar no seleto grupo dos grandes do mundo. Não entrou, e vai demorar para se recuperar, tamanho o estrago que a quadrilha petista causou nas contas públicas e na moral do povo brasileiro.

A primeira notícia que li nesta “bloody Friday” foi a constatação de que Erenice Guerra, a dileta amiga e assessora da então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está implicada até o pescoço na formação da quadrilha que se apossou  do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o CARF, espécie de tribunal da Receita Federal que julgava as multas impostas aos sonegadores.

A “absolvição” de grandes empresas que deviam milhões e milhões ao Fisco era negociada pela quadrilha formada por gente indicada por Erenice Guerra, conforme se constatou em e-mails que a amiga da Dilma trocou com seu irmão. Se ela for presa, vai jurar que Dilma não sabia de nada...

Outra bomba da sexta-feira foi a notícia de que não foram R$ 29 milhões que o chefe da quadrilha da Mensalão, José Dirceu ganhou em cerca de seis anos de “serviços prestados”  a grandes empreiteiras que tinham negócios com o governo petista. Foram R$ 39 milhões, pois suas concorridas “consultorias” ultrapassaram os limites do Brasil e chegaram a países como Cuba, Venezuela e Bolívia, onde, não por coincidência, os governos impõem ao povo um socialismo completo ou embrionário, em forma de ditaduras que se sustentam à base da violência contra a oposição, da censura, da fraude eleitoral, enfim, do terror. Nesse terreno, Zé Dirceu se sente em casa para “abrir portas” para empreiteiras e receber delas milionários pagamentos pelos favores prestados.

Mas a sexta-feira continuou pródiga em estragar a Páscoa de muitos “companheiros” que sempre acharam que a impunidade era eterna e o roubo dos cofres públicos poderia continuar sendo praticado à luz do dia ou da noite.

Pois não é que a outrora governista revista Isto É apareceu com um documento de 17 de agosto de 2006, com a assinatura de Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil e presidente do Conselho da Petrobras, documento esse que autoriza a contratação para a montagem do Estaleiro Rio Grande. Trata-se da obra que, segundo a Operação Lava Jato, permitiu um desvio de R$ 100 milhões para o PT. A outra assinatura que aparece no documento é de Renato Duque.

Leiam o que a própria revista publicou: “O documento será entregue aos procuradores por um ex-funcionário da Petrobras que resolveu colaborar com as investigações, desde que sua identidade seja preservada. Ele atua há 30 anos no setor de petróleo e durante 20 anos trabalhou na Petrobras. Além do contrato, essa nova testemunha vai revelar aos procuradores que desde a sua implementação o Estaleiro vem sendo usado para desviar recursos púbicos e favorecer empresas privadas a pedido do PT. Na semana passada, a testemunha antecipou à ISTOÉ tudo o que pretende contar ao Ministério Público. Disse que o contrato para a implementação do Estaleiro é fruto de uma “licitação fraudulenta, direcionada a pedido da cúpula do PT para favorecer a WTorre Engenharia”. Afirmou que, depois de assinado o contrato, servidores da Petrobras “foram pressionados a aprovar uma sucessão de aditivos irregulares e a endossarem prestações de contas sem nenhuma comprovação ou visivelmente superfaturadas”. Um mecanismo que teria lesado a estatal em mais de R$ 500 milhões.”

E a sexta-feira cheia de notícias ruins para o PT se completa com a Revista Época que traz reportagem sobre ações do “capo de tutti capi” como “consultor” ou “lobista” para a Odebrecht na Venezuela, quando seu dileto amigo e ditador Hugo Chávez que, para o bem de todos, já não está no mundo dos vivos, mandava e desmandava no país.  

Vamos ao que nos informa a Época: “Foi no fio do bigode, com a informalidade que marcou alguns negócios do Brasil com a Venezuela de Hugo Chávez. Em 26 de maio de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao subsolo do hotel Pestana, na orla de Salvador, para encontrar o líder venezuelano. Conversa vai, conversa vem, os companheiros acertaram que o BNDES desembolsaria US$ 747 milhões para financiar a construção de linhas do metrô de Caracas, na Venezuela. Combinou-se que a obra seria tocada pela construtora baiana Odebrecht. Seis anos depois (e dois anos após a morte de Chávez), surgem indícios de irregularidades na operação, escondidas na quase impenetrável opacidade dos financiamentos do BNDES no exterior. Documentos reservados do Tribunal de Contas da União, obtidos por ÉPOCA, revelam que a construtora e o governo venezuelano receberam do banco mais dinheiro do que precisavam para executar as obras, sem apresentar as garantias necessárias para cobrir o risco do calote.

A operação de crédito orquestrada por Lula e Chávez levanta duas suspeitas principais. A primeira tem a ver com a aprovação do empréstimo do BNDES. Para liberar os US$ 747 milhões, o banco ignorou suas regras e abriu exceções camaradas: dispensou a exigência de garantias por parte da Odebrecht e assumiu o risco de calote acima dos limites estabelecidos em sua própria resolução. O segundo indício de irregularidade detectado pelo TCU se relaciona à “incompatibilidade entre os avanços físicos e financeiros do projeto”. Em outras palavras, o BNDES mandou dinheiro para as obras da Odebrecht mesmo quando elas não avançavam conforme o combinado. Assim, produziram-se saldos em dólares no exterior, embolsados pelo governo venezuelano e repassados à empreiteira para executar obras. Segundo cálculos do TCU, cerca de US$ 201 milhões foram “antecipados sem justificativa na regular evolução da obra” da linha Los Teques, o mais caro dos projetos. Entre janeiro e abril de 2010, a Odebrecht só havia gastado 8,15% do valor total do empreendimento. Mesmo assim, recebeu centenas de milhões de dólares do cofre do BNDES, via governo da Venezuela.”

A pergunta que fica é simples e com ela encerro, por enquanto, a baciada de notícias que vão amargar o chocolate da Páscoa da petralhada: quanto Lula levou nessa?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Três anos sem Millôr

O texto abaixo foi publicado no blog O Antagonista, do qual sou fã desde o primeiro dia. É de Marcelo Madureira e presta uma homenagem ao genial Millôr Fernandes. Como o terceiro ano da morte de Millôr me passou em branco, publico aqui esse artigo para lembrar de um dos maiores gênios que o Brasil já produziu. Que seja sempre lembrado. 


Millôr Fernandes, um imortal sem academia

Marcelo Madureira

Para o meu querido mestre Gravatá

Tem gente que morre e faz a maior falta. Assim, de cara, falo do meu pai, Seu Mauro, e do João Saldanha. Na sexta-feira passada, dia 27 de março, fez três anos que o Millôr Fernandes morreu. Saudades.

Conheci o Millôr, mas menos do que queria. Lamento muito isso. Em compensação, convivi com a sua obra, diariamente, anos a fio. No Pif-Paf, no Pasquim, na Veja, no finado Jornal do Brasil - aonde quer que o Millôr fosse, eu ia atrás abanando o rabo. Millôr Fernandes era o meu Antônio Conselheiro. Junto com Ivan Lessa, Jaguar, Paulo Francis, Tarso de Castro, Henfil e tantos outros, Millôr foi uma espécie de João Gilberto na minha formação humorística e intelectual. Fundamental. A obra é eterna, e o intelectual, assim como algumas bichas, nunca morre, vira purpurina.

Fundada a Casseta Popular, já com um certo renome no circuito marginal, Helio de la Peña e eu fomos incumbidos pelo resto do grupo de introduzir a Casseta (no bom sentido, de fora para dentro) no inventor do frescobol. Eu morava em Ipanema e Millôr Fernandes residia na quadra seguinte. Lívidos e trêmulos de emoção acionamos o interfone, uma voz metálica nos autorizou a subir. Parecíamos um casal de veados. Tocamos a campainha. Súbito a porta se abriu e o semi-deus em pessoa se mostrou de torso desnudo (devia estar comendo alguém). No pórtico do templo, gaguejando, justificamos a nossa presença, e colocamos em suas mãos o produto de nossa obra. Millôr pegou, olhou e disse: obrigado, façam sucesso e fiquem ricos. Em seguida bateu a porta na nossa cara e retomou à sua provável foda. E isso foi tudo. Seguimos os seus sábios conselhos e o resto é história.

Vida que segue. Estava eu trabalhando na Casseta quando toca o telefone. Era da Globo News, Millôr acabara de morrer e eles queriam um depoimento ao vivo. Imediatamente me colocaram no ar. O Chico Anysio havia morrido há pouco tempo e eu falei com a apresentadora: “Puxa vida! Eu adoro a Globo News, sou um telespectador fiel mas, ultimamente, vocês só estão me dando noticias tristes, semana passada o Chico Anysio, agora o Millôr. Com tanta gente para morrer no Brasil, como o Zé Sarney, o Collor, o Maluf... Quando é que vocês vão me dar uma boa notícia dessas?“ Sem graça a entrevistadora cortou a entrevista. Esta foi a melhor homenagem que eu poderia prestar ao Millôr.

No dia seguinte, fui ao velório antes do churrasco do Millôr. Ele foi cremado. Desolado, eu estava sentado na capela quando adentrou o Ziraldo aos berros me procurando para dar porrada. Tudo porque eu havia dito em entrevistas que o Millôr havia se recusado a requerer a Bolsa Ditadura. Para ele era uma questão de ideologia, não era um investimento. Hoje eu entendo. O Ziraldo não se conformava que o Millôr, em seu próprio velório, pudesse chamar mais atenção que o maior cartunista de Caratinga de todos os tempos.

Pacificados os ânimos, eu estava sentado ao lado de Cora Ronai, querida amiga, lamentando a perda do intelectual e humorista. De repente, uma jovem repórter de Caras se aproximou. E pediu uma minha declaração sobre a perda do grande “Millôr Ferreira”. Dei um salto na cadeira. Olhei o rosto sem vida do Millôr no caixão e não me controlei. Parti em direção ao ataúde e gritei na orelha morta do artista: "Millôr Ferreira!!! Porra Millôr! Acorda! Você ainda nem foi cremado e já caiu no esquecimento!!!!"

E tenho dito.

Ela sabia de tudo

O link abaixo leva pra um vídeo com pouco mais de 2 minutos do depoimento de Paulo Roberto Costa à Justiça do Paraná. Ele conta como Dilma Rousseff foi nomeada ministra das Minas e Energia, embora estivesse tudo certo para que o ministro fosse um membro da USP que havia elaborado o plano de governo da área, durante a campanha eleitoral de 2002. Mas há mais: Costa deixa claro, claríssimo, que Dilma, de 2003 a 2010, como presidente do Conselho, sabia de tudo que estava ocorrendo na Petrobras.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Derretendo em público


O governo Dilma acabou, já disseram alguns analistas. Ele estaria sendo comandado por Joaquim Levy na área econômica e por Renan Calheiros e Eduardo Cunha – os presidentes do Senado e da Câmara respectivamente – na área política. Vários fatos reforçam essa tese e não vou enumerá-los porque parece ser isso mesmo que está ocorrendo. O papo aqui agora é outro: é a certeza de que o governo Dilma foi abandonado pela população brasileira.

A pesquisa CNI/Ibope não deixa qualquer dúvida de que não há outra saída para Dilma e seu malfadado PT a não ser abandonar o barco e deixar que uma coalizão mais ao centro tome as rédeas e, principalmente, acene ao mercado interno e externo que a farra acabou, que as medidas anunciadas serão pra valer e os contratos serão cumpridos. Garantindo a confiança da população, basta cortar os enormes excessos desse perdulário governo que a travessia para a normalidade se dará, não sem sacrifícios que eles se fazem necessários depois dos desgovernos petistas, mas com mais calma.

Como Dilma e o moralmente falido PT vão abandonar o barco não é o principal. Pode ser renúncia da presidente, pode ser impeachment pelo Congresso e pode ser também uma desculpa qualquer (“tratamento de saúde” por exemplo). Ou uma investigação rápida que atinja mortalmente o Palácio do Planalto, Lula e a cambada toda. Suspeitas abundam: Petrolão, perdão de dívidas a ditaduras africanas para elas contratarem empresas brasileiras, a farsa do fim da dívida com o FMI, a farra dos empréstimos secretos do BNDES e por aí vai. Qualquer atividade governamental que envolva enormes somas é passível de ter uma corrupção do PT.

Acontece que, depois dessa pesquisa que demonstra que até nos feudos petistas, devidamente comprados pelo Bolsa Família e pelas ameaças da mamata acabar se a oposição  fosse eleita, o governo é considerado ruim e péssimo pela grande maioria, ficou ainda mais difícil governar. Não haverá espaço público que um petista graúdo aparece e não seja vaiado.

Como diz a Folha de hoje, “mesmo com a estratégia de melhorar a comunicação com a população e de explicar os ajustes feitos pelo governo, a reprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff continua expressivo. A confiança da população na presidente Dilma Rousseff inverteu-se completamente em quatro anos...”

Há 20 anos um presidente brasileiro não tinha um índice de desconfiança tão alto. Apenas 24% dos entrevistados dizem confiar na petista. A reprovação do governo Dilma está em 64%. Em todos os estratos houve queda da avaliação, como o combate à fome, ao desemprego e à inflação e impostos.

Quem avalia o governo positivamente hoje equivale a menos da metade do tradicional eleitoral petista: apenas 12%. A reprovação pessoal da maneira de a presidente governar chegou a 78%.

Mostra a pesquisa ainda que, questionados sobre as perspectivas para os próximos anos de governo, 55% acham que o futuro do governo não será bom. Apenas 14% acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom. Ou seja, não há clima algum pra esse governo continuar no poder.

E, se em 12 de abril, alguns milhões forem novamente às ruas protestar contra o desgoverno de Dilma e do PT, aí não tem mais jeito mesmo. Ou eles se mandam ou arrastarão, pelos 3 anos e nove meses que têm pela frente, o Brasil para um enorme precipício.   

A grande farsa de Lula sobre a dívida externa


Leiam abaixo o que publicou segunda-feira passada o jornal El País em seu site para o Brasil:

“O Brasil saltou da sexta para a terceira posição na lista dos países com o maior volume de dívida junto a credores estrangeiros, apontou relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O país ficou atrás apenas da Espanha, segundo mais endividado, e dos Estados Unidos, que lidera o ranking. De acordo com os dados do FMI publicados pelo jornal O Globo, a dívida externa brasileira total atingiu 750 bilhões de dólares (o equivalente a 1,8 trilhão de reais), ou 33,4% do Produto Interno Bruto (1,01% do PIB global). O órgão observou ainda que o governo brasileiro deve agir com rapidez para reduzir o prejuízo.”

Pois bem. Em 22 de fevereiro de 2008, o governo Lula anunciou, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, que a dívida externa brasileira havia sido quitada. E ainda mais: já éramos até credores. A notícia foi destaque no Estadão: “O relatório divulgado ontem pelo Banco Central, segundo o qual o Brasil, pela primeira vez em 508 anos de história, deixa o papel de devedor e ingressa no seleto time dos credores do mercado internacional, é a consolidação de uma virada histórica”.

Mas vejamos os números do próprio governo, fornecidos à CPI da Dívida  pelos mesmos Ministério da Fazendo e Banco Central: quando Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2002, a dívida externa era de R$ 212 bilhões, enquanto a dívida interna era de R$ 640 bilhões. Ou seja, o total, dívida externa mais interna, chegava a R$ 852 bilhões.

 Em 2008, quando Lula disse ter pago a dívida, a externa caiu para zero, mas a interna chegou a  R$ 1,4 trilhão, ou 65% do PIB do Brasil. Em 2013 passou de R$ 2 trilhões!

E qual foi a jogada? Simples: para pagar ao FMI, Lula pediu aos banqueiros que comprassem os títulos da dívida externa pagando ao FMI. E eles compraram correndo, pois o Brasil, que pagava 4% de juros ao ano para o FMI, passou a pagar 19,5% ao ano para os banqueiros. Ou seja, pra poder arrotar por aí que o Brasil não devia mais nada para o FMI, Lula enriqueceu mais os banqueiros brasileiros e empobreceu ainda mais o Brasil, fazendo com que os cofres públicos pagassem quase 5 vezes mais juros da dívida que, de “externa”, a 4% de juros ao ano, passou para “interna”, a 19,5% de juros ao ano. Em qualquer país do mundo um presidente que fizesse isso seria impedido de continuar 
governando e é bem provável que fosse para a cadeia por crime de lesa-pátria.

Mas sob Lula e o PT, tudo pode piorar. Pois o “zero” da dívida com o FMI durou pouco. O Brasil petista foi novamente ao Fundo, não para pagar qualquer parcela da dívida interna que se avolumava, mas para sustentar programas sociais como PAC e obras faraônicas superfaturadas que nunca foram concluídas.


Ou seja, além de pagarmos juros extorsivos aos banqueiros, passamos a dever também, novamente a bancos estrangeiros. O impacto na economia brasileira foi grande, e hoje ostentamos a bagatela de 750 bilhões de dólares (R$ 1,8 trilhão) de dívida externa. O que Lula disse (na verdade, mentiu) que tinha acabado, está aí, com todos seus tenebrosos números, cujos juros que o Brasil paga está tirando muito prato de comida da mesa dos brasileiros.

A Azul no vermelho

A crise bateu firme na empresa aérea Azul, que tem fortes ligações com Campinas. Ela já cancelou voos para 11 cidades e pretende cancelar outros 12 destinos. Devem ser dispensados cerca de 700 funcionários.

A alta do dólar e a consequente queda no número de passageiros são os principais motivos para a contenção, de acordo com as informações do jornal. A empresa importa combustível de aviação, que também se tornou mais caro com a desvalorização do real. As reservas para viajantes a negócio também caíram 30%.

Segundo a jornalista Monica Bergamo, em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, “o fundador da Azul David Neeleman e Antonoaldo Neves, presidente da Azul, estiveram ontem em Brasília com o ministro Eliseu Padilha (PMDB-RS), da Aviação Civil, para comunicar o enxugamento em curso e para pressionar o governo para que libere R$ 1,8 bilhão do FNAC, o Fundo Nacional de Aviação Civil, presos no cofre por causa do ajuste fiscal.

Os recursos do fundo são mais um ponto de tensão entre o PMDB e o ministro Joaquim Levy, da Fazenda. De acordo com um senador do partido, o ministro Padilha tem que ir "para o pau", com apoio da legenda, para que eles sejam liberados.

O ministro Eliseu Padilha diz que não há atritos com a Fazenda. Afirma que a lei orçamentária prevê R$ 500 milhões para subsidiar a aviação regional e que os recursos serão liberados.”