domingo, 21 de junho de 2015
Lula e o PT colhem o que plantaram
As últimas declarações de Lula sobre “volumes mortos”
chamaram a atenção de todos. Realmente ele acertou ao dizer que tanto ele
quanto o PT e a própria Dilma estão no volume morto de um governo que fez muita
coisa errada desde 2003, explodiu em 2014 e ainda não conseguiu entrar em 2015.
E não se sabe se conseguirá.
Mas outras frases de Lula ditas no mesmo encontro têm também
suma importância para descrever o petismo, o lulismo ou seja lá qual for o
apelido que esses negros tempos na política brasileira receberão dos futuros
historiadores. Quando disse que “via um mau humor na sociedade”, Lula
acrescentou: “Jamais vi o ódio que está na sociedade. Companheiro do PT não
podendo entrar em restaurante."
Pois é. Há dois fatos que se combinam para que Lula perceba “ódio”
na sociedade contra “companheiro do PT” até em restaurantes.
O primeiro deles é que a classe média, ou pelo menos boa
parte dela, acordou para a realidade. Acostumada a levar o país nas costas com
seu trabalho, pagando elevados impostos e sendo o filé da força de consumo, a
classe média percebeu, talvez informada não só pela grande imprensa (aquele que
o PT apelidou de “golpista”), mas também pela elevado acesso às redes sociais facilitado pelos avanços
tecnológicos que provocaram barateamento dos equipamentos todos, a classe média
percebeu que estava na hora de demonstrar sua insatisfação com a corrupção
desenfreada, com a violência, com os péssimo serviços públicos e com um governo
que fazia o contrário do dizia.
Por exemplo: as várias atitudes do governo petista em
direção à esquerda, principalmente o apoio a ditaduras e a autoritários
governantes, como Maduro e os irmãos Castro, causaram e causam profunda
consternação numa classe média mais informada, que passou a encarar o PT coo
sinônimo de corrupção e, pior ainda, de ditadura.
O débâcle da economia veio completar o quadro: com o salário
não sendo suficiente para fazer frente às mesmas despesas de meses atrás,
findou-se o estado de receio ao protesto contra o PT.
Mas há um segundo motivo, também plantado pelo PT e,
principalmente por Lula, que ajudou, e muito, a criar o clima de “ódio”. Esse motivo
começou a se concretizar nos discursos petistas mesmo antes do primeiro mandato
de Lula, ao considerar que os adversários do PT eram, primeiro a “burguesia”,
depois “as elites” com sua variável “branco, loiro de olhos claros”.
Além disso, toda vez que se sentia acuado por denúncias de
corrupção, por exemplo, Lula dizia que havia uma campanha dos ricos contra o
pobre PT, que “as elites” não se conformavam de um operário ter chegado ao
poder e outras bobagens e mentiras que ainda hoje inundam esses demagógicos discursos
da esquerda.
Esse ódio que Lula cevava para justificar denúncias contra
ele e seu partido acabou, de tão absurdo que era, virando-se contra os
petistas. E a cada denúncia de corrupção, a cada valor milionário de propinas
retiradas dos cofres públicos e distribuídas entre os aliados, a cada baciada de
carros de luxo encontrados em mansões e grandes apartamentos em áreas nobres, o
ódio da classe média que, repito, carrega o país nas costas, aumentava.
E esse ódio acabou dando coragem ao brasileiro comum de
vaiar um petista que entre no mesmo restaurante que ele. A vaia é protesto que
estava calado na garganta de muita gente que hoje se sente enganada pelo PT. A
classe média descobriu que trata-se de um partido que, e isso alguns analistas inclusive
esse blogueiro vêm dizendo há tempos, jamais esteve interessado no
desenvolvimento real do Brasil. Ao PT sempre interessou apenas a manutenção do
poder e, para tanto, não se importou em fazer acordos com que chamava há pouco
tempo de ladrão, de roubar bilhões dos cofres públicos e manter, via programas
sociais, uma reserva eleitoral que, saindo da miséria e se mantendo na pobreza,
lhe garantia a perpetuação no poder.
A pesquisa Datafolha, publicada neste domingo, mostra que os
graves erros na condução da economia estão acabando também com essa reserva
eleitoral. Uma eleição hoje aponta Lula em segundo lugar, dez pontos
percentuais atrás de Aécio.
É o ódio pregado por Lula se voltando contra ele e se materializando
na hostilidade nos restaurantes e no voto para a oposição. Talvez seja esse o
real começo do fim do PT.
sábado, 20 de junho de 2015
A "pátria educadora" corta recursos das universidade federais
Essa é a “pátria educadora” que a Dilma prometeu na
campanha? Eu não me surpreendo porque aprendi que promessa de petista é
campanha é bravata, é balela, é mentira. A reportagem é do jornal O Estado de
S. Paulo
Governo corta 47% dos investimentos previstos para as
federais
Victor Vieira - 20 Junho 2015
Obras e compras de materiais vão perder R$ 1,2 bilhão dos R$
2,59 bilhões reservados para as 63 instituições de ensino neste ano
São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) cortou em 47% os
investimentos nas 63 universidades federais do País em 2015. Esses recursos são
usados em obras, além da compra de computadores e móveis, por exemplo. A medida
faz parte do ajuste de contas feito pelo governo federal desde o início do ano.
Segundo gestores de universidades ouvidos pelo Estado, a redução será de cerca
de R$ 1,2 bilhão.
No Orçamento de 2015, a previsão era de R$ 2,59 bilhões para
investimentos, segundo cálculos dos gestores. Agora, o limite para gastos nessa
categoria é de R$ 1,34 bilhão. A assessoria de imprensa do MEC disse que o
limite das despesas de investimento neste ano seria 73% do que foi reservado
pelo governo para gastos (empenhado) em 2014, mas não detalhou cifras.
O secretário de Educação Superior da pasta, Jesualdo Farias,
confirmou o corte de 47% ao Estado. “Vamos trabalhar, primeiro, para que todas
as obras que estão sendo realizadas sejam concluídas”, disse. “E com a
perspectiva de adiar novas obras, de forma que não comprometa cursos que estão
em funcionamento.”
Segundo Farias, serão feitas nas próximas semanas reuniões
com cada um dos dirigentes das instituições para definir prioridades. “O
orçamento de 2015 não vai poder cobrir todas as demandas. Vamos programar uma
parte para este ano e outra para 2016”, explicou. No ano passado, segundo
balanço do MEC, havia 456 obras em execução nas federais.
Soraya Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), e outros dirigentes da instituição publicaram nesta quinta-feira,
18, uma carta de protesto contra os cortes, classificados como “violentos”. A
perda de recursos para investimentos na Unifesp será de aproximadamente R$ 25
milhões.
Segundo Soraya, o corte pode comprometer a reforma da
biblioteca e dos laboratórios da instituição, a construção do campus na zona
leste e a compra de equipamentos para o segundo prédio do Hospital São Paulo,
já em fase final de construção, mas com um ritmo mais lento. Também podem ser
prejudicadas as obras em prédios dos campus de Diadema e de Osasco, esperadas
há mais de cinco anos.
A Unifesp aumentou em 825% o total de alunos entre 2004 e
2014, mas foi alvo de críticas por criar novas vagas e faculdades sob condições
precárias. “Ao fazermos as reformas em passo mais lento, adiamos a consolidação
dessa expansão”, criticou Soraya. “E também a continuidade da expansão.”
Segundo Jesualdo Farias, secretário do MEC, serão
priorizadas as federais em maior dificuldade. “A expansão vai continuar, mas no
ritmo que o orçamento permite”, disse. A partir de julho, acrescentou, os
repasses de dinheiro para investimentos serão normalizados.
O decano de Planejamento e Orçamento da
Universidade de Brasília (UnB), César Augusto Silva, também lamentou a perda de
recursos, estimada em R$ 31 milhões na instituição. “O grande problema é que
ficamos até o meio do ano sem saber o que seria cortado”, reclamou.
De acordo com ele, devem ficar prejudicadas as obras do novo
prédio da Faculdade de Medicina e a restauração do Instituto Central de
Ciências, conhecido como Minhocão, principal prédio do câmpus.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informou, em
nota, que o montante de investimentos da instituição para este ano não foi
definido. Como foram contratados antes do corte de verbas, os editais em
andamento serão mantidos. Novos projetos, afirmou a reitoria, devem ter a
licitação concluída apenas em 2016.
O MEC afirmou ainda, também em nota, que “priorizou as
despesas de custeio das universidades”. Segundo a pasta, o limite de empenho
para 2015 ficará 4% maior quando comparado com os valores empenhados no ano
passado. Acrescentou ainda que o orçamento das 63 federais saltou de R$ 8,6
bilhões, no ano passado, para R$ 9,5 bilhões neste ano.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Um dia melhor
Enquanto o PT e seus asseclas debocham da hostilidade dos
paus-mandados da ditadura venezuelana contra os senadores brasileiros de
oposição, a Operação Lava Jato entra em nova fase e prende dirigentes e o
próprio presidente da Odebrecht, todos íntimos de Lula, que foi garoto
propaganda da empresa numa relação promíscua com os cofres públicos. Ele convencia ditadores por aí a contratar a Odebrecht
que fazia obras com financiamento do BNDES a juros ínfimos. Essa era a tramoia,
entre outras, que deixou Lula milionário.
A prisão dessa gente é a resposta da Justiça à quadrilha que
se instalou no poder depois que o PT assumiu a residência. É uma resposta que
transforma um dia de trevas para a política brasileira, num dia auspicioso para
os que anseiam por justiça e querem ver na cadeia todos os ladrões travestidos
de empresários e de políticos.
A cara facínora do PT e do lulismo
A pior face do PT e do lulismo está sendo desnudada no incidente
diplomático ocorrido com os senadores brasileiros da oposição na Venezuela.
Hoje já sabemos que a viagem causou extrema irritação em
Dilma Rousseff. Por quê? Ora, porque ele apoia totalmente o que está
acontecendo na Venezuela e seu discurso de que defende a democracia ou de que
um dia pegou em armas para lutar pela democracia contra a ditadura nunca foi
verdadeiro. Ela é falsa até o último fio de cabelo e isso hoje está escancarado.
Dois deputados – Sibá Machado e Zeca Dirceu – ambos do PT, postaram frases de
deboche contra os senadores da oposição. Sibá, líder do PT na Câmara, chama os
senadores da oposição de golpistas que foram ao encontro de outros golpistas na
Venezuela. Para esse energúmeno, a oposição tanto à ditadura venezuelana quanto
à tentativa de ditadura do PT no Brasil é golpe. Trata-se, evidentemente, de um
retardado mental que jamais deveria representar alguém na Câmara.
Já Zeca Dirceu não merece qualificação: é filho de um
ladrão, condenado pelo STF por corrupção e, pelo jeito, segue as pegadas do
pai. Ele disse que os senadores foram fazer onda na Venezuela com dinheiro
público e se deram mal. Pois é, como disse o blog O Antagonista, quem se deu
muito bem com dinheiro público, inclusive na Venezuela, foi o pai dele Zé
Dirceu. Desse dinheiro público que o pai
dele roubou devem ter saído muitas mesadas para o filhinho, né?
Enfim, a cara perversa do PT se arreganha para o Brasil e
para o mundo: eles querem uma ditadura no Brasil e, para tanto, mostram suas
garras a quem quiser ser solidário com as vítimas de regimes autoritários de
esquerda.
O embaixador brasileiro – aquele que eu chamei de filho da
puta aqui no blog – largou os senadores sozinhos no aeroporto por ordem
superior, que só pode ter partido de Dilma. Mantenho a qualificação e transfiro
também a ela, pois talvez ela quisesse que algo de pior ocorresse À comitiva
brasileira.
O Brasil não pode ficar calado mais diante de tanta
iniquidade. O PT está transformando nosso país num chiqueiro de esquerda, onde
a lama começa a tomar conta de tudo. Que o Congresso tomes as rédeas da nação e
livre o Brasil dessa quadrilha que se instalou no poder. É o mínimo que se
espera.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
A cara do filho da puta
Esse é o embaixador brasileiro na Venezuela, Ruy Pereira. Foi ele quem recebeu os senadores brasileiros o aeroporto e, muito provavelmente, já sabendo da turba contratada para hostilizar a comitiva, se evadiu (esse é o termo) do local, deixando os senadores sozinhos, sem qualquer tipo de proteção.
Violência de Maduro e seus asseclas não surpreende
Não surpreende a reação do governo da Venezuela contra os
senadores brasileiros. É de se esperar que uma ditadura que já não tem mais
receio de disfarçar sua condição e que recebe apoio de outros governantes da
mesma laia, reaja de forma animalesca a qualquer tipo de visita de
representantes democráticos a seu país.
Esse apoio vergonhoso e só é feito por quem tem os mesmos
propósitos, ou seja, transformar a América Latina numa gigantesca Cuba, com
ditaduras de norte a sul e o povo escravizado lhes servindo de massa de manobra.
O governo brasileiro nada fez para que tal reação animalesca
não ocorresse. Pelo contrário, o representante do Brasil na Venezuela tratou
logo de fugir – deve ser um desses esquerdistas covardes dos quais o governo
petista está cheio – e largar os senadores à sanha da turba paga pelo governo
de Maduro.
O fato é que as forças democráticas do país precisam reagir
imediatamente para que a ditadura de Maduro sinta que o Brasil não é a
Venezuela e que, embora tenhamos uma quadrilha de esquerda no poder central,
nossas instituições são fortes o bastante para sustentar a democracia e impedir
que aqui ocorra o mesmo que está ocorrendo por lá.
Senadores brasileiros são atacados na Venezuela
A reportagem abaixo é da revista Veja e foi atualizada às 16h45.
A comitiva
de senadores de oposição do Brasil foi cercada por manifestantes em Caracas e,
segundo o senador Ronaldo Caiado (DEM), o ônibus foi apedrejado. A comitiva
estava a caminho do presídio onde tentariam visitar Leopoldo López, preso político do governo venezuelano
comandado por Nicolás Maduro.
Os manifestantes aproveitaram o trânsito
engarrafado para cercar o ônibus em que estava os senadores com os gritos de
guerra "Chávez não morreu, se multiplicou" e "Fora, fora".
Em seu Twitter oficial, o senador Aécio Neves (PSDB) escreveu: "Estamos em
Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por
manifestantes". A comitiva estava acompanhada de batedores da Polícia
Militar da Venezuela.
Com
o trânsito travado devido "a obras de manutenção", o ônibus com os
senadores brasileiros teve de retornar ao aeroporto, mas o terminal onde está o
avião da FAB que os aguarda foi fechado. Enquanto o terminal não abre eles
aguardam dentro do ônibus. Além de Aécio e Caiado, a comitiva é composta pelos
senadores Aloizio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM),
Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB) e Sérgio Petecão (PSD).
A
ex-deputada venezuelana oposicionista Maria Corina Machado, cassada pelo
Parlamento chavista, também acompanha os senadores brasileiros. Os
manifestantes deram tapas na lataria do ônibus, que também transporta esposas
dos políticos opositores venezuelanos presos.
Segundo
o senador Cássio Cunha Lima, logo após desembarcarem em Caracas, ao ingressarem
no ônibus, batedores tentaram conduzir o grupo diretamente para o presídio,
impedindo desta forma que os parlamentares fossem recebidos pelas esposas dos
políticos presos e pela imprensa que aguardava o grupo no saguão do aeroporto.
Ainda segundo Cássio Cunha Lima, ao deixarem a aeronave, eles foram filmados
pelos militares. "Tivemos que furar o cerco dos batedores venezuelanos
para podermos nos encontrar com as esposas", disse.
Na
chegada, Aécio Neves ressaltou que as manifestações não só da região, mas de
representantes de entidades de outras partes do mundo, podem
"sensibilizar" as autoridades venezuelanas para marcar eleições
livres e libertar os presos políticos. Há expectativa de que representantes do
Parlamento europeu desembarquem nas próximas semanas em Caracas em defesa da
libertação dos presos políticos.
A visita dos parlamentares brasileiros à
Venezuela foi considerada pela deputada Maria Corina Machado, "um gesto
histórico". "O governo da Venezuela não quer que o mundo conheça a
nossa realidade de perseguição da imprensa e separação dos poderes",
disse.
Os 13 crimes de Dilma
O número deve ter sido mera coincidência, mas não foi apenas
um e sim 13 crimes cometidos pela presidente Dilma Rousseff em relação ao orçamento
federal. E são crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra a
Constituição, conforme revelou ontem, o Tribunal de Contas da União. E quem comete
esses crimes não pode continuar governando um país. Agora ela terá de responder
por eles, na tentativa de justificá-los perante o TCU que, como eu disse em
post anterior, foi covarde ao dar um prazo para uma “justificativa”. E também cometeu
uma irregularidade: o resultado da fiscalização nas contas do governo Dilma de
2010 a 2014 deveria ter sido remetido diretamente ao Congresso, para que ele
tomasse uma posição já, dentro do processo legal.
E a decisão não poderá ser outra que não a rejeição das
contas e um processo de impeachment – a não ser que o Congresso também se
acovarde ou seja comprado, como já aconteceu muitas vezes – contra quem cometeu
tantos crimes para disfarçar os erros na condução da política econômica e,
tenho certeza, favorecer a corrupção. Sim, porque a cortina de fumaça que o
governo Dilma sempre lançava sobre suas contas, maquiando-as para enganar sei lá
quem, não podiam ter propósito apenas de disfarçar a incompetência ou
irregularidades no uso do dinheiro público.
Há crimes listados pelo TCU que, se forem investigados a
fundo, encontrarão, na ponta dos favorecidos, muita gente suspeita. Por
exemplo: nada menos que oito estatais extrapolaram o orçamento aprovado. Ora,
todos sabem que nas estatais a farra petista deitou e rolou sobre o dinheiro
público. Que gastos foram esses? Com que obras? Quem recebeu o excesso de
gasto? Eu tenho certeza que se investigarem direitinho encontrarão muita
corrupção nessas irregularidades cometidas pelo governo petista entre 2010 e
2014. Segue a lista dos 13 crimes.
1. Não registrar na dívida pública os passivos gerados pelos
atrasos nos repasses do Tesouro a bancos e autarquias, prática chamada de
"pedalada fiscal";
2. Infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal por conta das
"pedaladas";
3. Adiantamentos ilegais concedidos pelo FGTS à União para
cobertura de despesas no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida nos
exercícios de 2010 a 2014;
4. Adiantamentos ilegais concedidos pelo BNDES à União para
cobertura de despesas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI);
5. Não incluir o "rol de prioridades" e metas no
projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2014;
6. A união pagar suas dívidas com o FGTS sem a devida
autorização orçamentária;
7. Extrapolar o montante de recursos aprovados, no Orçamento
de Investimento, por 8 empresas estatais;
8. Executar despesas sem suficiente dotação no Orçamento de
Investimento pelas empresas Araucária Nitrogenados S.A., Energética Camaçari
Muricy e Transmissora Sul Litorânea de Energia S.A., em desacordo com o
disposto no inciso II do art. 167 da Constituição Federal;
9. Não contingenciar despesas discricionárias (não
obrigatórias) da União no montante de pelo menos R$ 28,54 bilhões, quando da
edição do Decreto 8.367/2014;
10. Usar a execução orçamentária de 2014 para influir na
apreciação, pelo Congresso, do Projeto de Lei PLN 36/2014, que flexibilizou a
meta fiscal de 2014 (economia feita pelo governo para o pagamento de juros da
dívida pública);
11. Inscrever em restos a pagar, sem previsão legal, R$
1,367 bilhão referentes a despesas do Programa Minha Casa Minha Vida no
exercício de 2014;
12. Omitir nas estatísticas dos resultados fiscais de 2014
as transações primárias deficitárias da União junto ao Banco do Brasil, ao
BNDES e ao FGTS;
13. Distorções que tornam indicadores e metas previstos no
Plano Plurianual 2012-2015 não confiáveis.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
A FAO agora é petista e dá prêmio a um desastre
Editorial do Estadão de hoje aborda o absurdo prêmio dado pela FAO ao governo venezuelano. O diretor-geral da FAO, que decidiu o prêmio por “vitórias no combate à fome” é o brasileiro José Graziano, ex-ministro de Lula, no fracassado Programa Fome Zero. Uns
dias atrás ele foi reeleito para o cargo e saiu no Facebook como ex-aluno do
Culto à Ciência que, no momento, teria o cargo mais alto, motivo de orgulho
etc. e tal. Eu estudei no Culto à Ciência e, como muitos outros alunos de lá,
não tenho orgulho nenhum de Graziano. Tenho vergonha. Segue o editorial.
A FAO premia o desastre
Acordar cedo para entrar em fila é parte de uma nova
profissão na Venezuela, um país marcado pela escassez de remédios, alimentos,
produtos de higiene e muitos outros bens de consumo. Os profissionais da fila
compram e revendem qualquer produto recém-chegado ao varejo – normalmente com
preços tabelados, como leite, café, massas, farinhas, papel higiênico e
sabonetes. Esses profissionais são chamados de “bacacheros”, nome derivado de
bacacho, formiga tanajura. Pois o governo venezuelano acaba de ser premiado
pela FAO, a agência das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, por
suas vitórias no combate à fome. O prêmio foi entregue pelo diretor-geral da
instituição, o brasileiro José Graziano da Silva, recém-reeleito para o posto.
Levado para o governo em 2003, pelo presidente Luiz Inácio da Silva, Graziano
deixou em janeiro do ano seguinte o Ministério Extraordinário de Segurança
Alimentar e Combate à Fome, virou assessor especial da Presidência e em 2006
ingressou nos quadros da FAO.
A maioria dos consumidores venezuelanos teve poucos motivos
para festejar o prêmio. Além das filas de sempre, outros assuntos chamaram sua
atenção nos dias seguintes – por exemplo, a paralisação de três fábricas
processadoras de trigo, por falta de matéria-prima. A federação dos
trabalhadores do setor denunciou a parada. Notícias como essa têm sido
frequentes. Apesar de sua enorme reserva de petróleo – uma das maiores do mundo
–, a Venezuela enfrenta escassez de dólares, um problema grave mesmo antes da
baixa dos preços de exportação. A moeda para importação é racionada e muitas
vezes distribuída de acordo com critérios políticos. Indústrias e empresas
comerciais têm paralisado ou reduzido atividades por falta de matérias-primas,
componentes e, em muitos casos, bens finais.
As façanhas econômicas do governo bolivariano são visíveis
nos principais dados macroeconômicos. O Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu 4%
em 2014. Deve encolher mais 7% neste ano e ainda 4% em 2016, prevê o Fundo
Monetário Internacional (FMI). Os preços ao consumidor subiram 68,5% no ano
passado e a alta se acelera. As estimativas do FMI apontam aumentos de 94,9% em
2015 e 78,4% em 2016 – números acumulados até dezembro. Em prazo mais longo, as
perspectivas continuam muito ruins. Em 2020, o crescimento econômico será nulo
e a inflação ainda passará de 75%. As projeções do Banco Mundial são
diferentes, mas de nenhum modo animadoras.
Bastam os números da inflação para desmentir qualquer
julgamento positivo sobre as condições de consumo e sobre a redução da pobreza.
Qualquer avanço conseguido em anos anteriores seria liquidado rapidamente pela
desenfreada alta de preços. Como preservar ganho social, quando o custo de vida
sobe tão velozmente e a crise econômica paralisa empresas e destrói empregos?
Em 2013, quando a variação do PIB ainda foi positiva, o crescimento ficou em
apenas 1,3%.
A política de redistribuição iniciada pelo presidente Hugo
Chávez produziu algum efeito enquanto havia dinheiro do petróleo para gastar.
Esse dinheiro foi gasto dentro e fora do país. O populismo para uso interno foi
complementado por uma dispendiosa diplomacia destinada à consolidação de um
espaço bolivariano. Cuba foi um dos países beneficiários dessa política. Sem
investimentos e sem um mínimo de prudência e de competência na política
econômica, o dinheiro acabou e a crise foi acelerada, nos últimos dois anos,
pela redução dos preços do petróleo.
O intervencionismo, o autoritarismo, o controle de preços e
o manejo político dos dólares explicam a maior parte do desastre. No começo do
ano, o governo de Maduro anunciou a instalação de sistemas biométricos de
identificação em supermercados, para limitar as compras e impedir a formação de
estoques. As consequências desses desvarios aparecem nas filas de cada dia, no
comércio paralelo, na inflação desatada e na paralisia econômica. Restam, a
favor da gestão bolivariana, os aplausos do governo do PT e do petista diretor
da FAO.
TCU se acovarda
O adiamento da decisão do TCU sobre as contas do governo de
Dilma Rousseff mostra que o Brasil ainda está longe de ser uma nação onde a
democracia e suas leis imperam. Vivemos na idade da pedra da honestidade e não
há perspectiva de que tudo melhor no curto prazo.
O governo Dilma maquiou o quanto quis todas as suas contas,
desde o primeiro ano. Não foram poucas as críticas ao que seu ministro da
Fazenda, o notório Guido Mantega, fazia para disfarçar os rombos produzidos pela
gastança indiscriminada do governo.
No último ano, com eleições e com Dilma candidata à reeleição,
a coisa piorou. O dinheiro, que já estava curto por conta das cagadas todas na
área econômica, ia faltar até para coisas básicas. E faltou mesmo: embaixadas
tiveram contas atrasadas, pagamentos de empenhos por obras sofreram atrasos de
vários meses, repasse a municípios começaram a minguar etc.
Mas não faltou dinheiro
para o Bolsa Família - que mantém, na pobreza e no cabresto eleitoral milhões de pessoas -
e nem para obras de casas populares. Foi para eles que
Dilma deu pedaladas com o firme propósito de manter o eleitorado cativo que lhe
daria, em outubro, a reeleição.
As pedaladas fiscais – os bancos pagando compromissos do
governo sem que o governo pedisse permissão ao Congresso para contrair tais empréstimos
– aliadas à maquiagem na qual Mantega se especializou esconderam algumas
centenas de bilhões de reais que o governo não tinha e gastou, gerando
formidável déficit que o “mágico” ministro transformava em pequeno superávit.
O discurso eleitoreiro que veio a seguir tinha tanta verdade
quanto os balanços e as prestações de contas. O resultado disso tudo o Brasil
está vivendo agora: inflação subindo cada vez mais, preços subindo também,
salários deteriorados, o país diminuindo sua produção, desemprego desenfreado,
montadoras demitindo ou dando férias coletivas porque não tem mais espaço para
alojar a produção encalhada. E a corrupção mostrando que, nos últimos 12 anos,
campeou impune pelo Brasil inteiro, comandada sempre por um petista estrelado.
Nesse cenário, o TCU se acovarda e dá 30 dias de prazo para
a presidente se defender do indefensável. As irregularidades assinaladas no
processo pelo pessoal técnico do tribunal, pelo promotor do tribunal e pelo
próprio ministro relator são tão eloquentes que não há defesa possível. O
relator chega a dizer em seu relatório que não se pode jogar a Lei de Responsabilidade
Fiscal no lixo. E isso Dilma já havia feito ao mudar a lei que a obrigava a
realizar um superávit primário que não foi realizado.
A desculpa de que ela não é culpada pela sangria financeira
do Brasil já começa a correr por aí e é a mais descarada mentira. Mesmo que não
soubesse exatamente do que estava sendo feita, tudo foi feito para que ela se
beneficiasse com a reeleição.
O que não pode mais é as autoridades responsáveis desse país
taparem os olhos – e o nariz – diante de tanta sujeira, de tanta afronta à lei,
de tanta irresponsabilidade de um governo. O Brasil precisa voltar a ser um país
de verdade, não um condomínio a serviço de um partido político e seus corruptos
chefetes.
Bagunça no setor jurídico da Prefeitura de Campinas
Um artigo publicado ontem no Correio Popular de Campinas dá
conta da tremenda bagunça instalada num dos setores mais privilegiados em
termos de salários da Prefeitura de Campinas. O artigo é de autoria de uma
experiente advogada, Maria Odette Ferrari Pregnolatto, e o setor a que me
referi é a Secretaria de Assuntos Jurídicos.
Nessa Secretaria estão lotados os “procuradores municipais”,
nome que os advogados recebem quando são admitidos no serviço público. Pois os
advogados da Prefeitura de Campinas recebem excelentes salários, muito acima do
que lhes paga o mercado, sem contar a grande mutreta chamada “sucumbência” que
todos recebem em razão de apenas cumprirem suas obrigações de ganharem
processos na Justiça. A cada processo ganho, os advogados da Prefeitura abocanham
um percentual, feito aquele famoso “bicho” que era pago a jogadores de futebol
por vitória. A diferença é que os jogadores não eram pagos com dinheiro público.
O artigo da advogada, cujo título – O cúmulo da
desorganização – não deixa dúvida da situação, revela que, após várias leis de incentivo
a pagamento de dívidas de contribuintes com a Prefeitura, muitos contribuintes
estão sofrendo sanções mesmo tendo feito acordo baseado nessas leis. O motivo é
exposto nessas linhas do artigo: “Por incrível que pareça, o Setor Jurídico que
cuida dos processos vive em total falta de sintonia com o Departamento de Finanças
e da Dívida Ativa. Além disso, mesmo que se protocolem requerimentos e mais
requerimentos em busca das pretensões dos contribuintes, solicitando urgência, essa
necessidade é totalmente ignorada e a decisão dos protocolos se estendem anos
afora.”
Como se vê, o Setor Jurídico, onde trabalham verdadeiros
marajás do serviço público, deixa de realizar tarefa básica do serviço, não
informado os acordos firmados aos setores incumbidos da cobrança. E tem mais:
urgências solicitadas por contribuintes para firmar ou esclarecer uma situação premente
são, segundo a advogada, totalmente ignoradas.
O artigo prossegue denunciando um caso ocorrido recentemente:
“Nos últimos dias de abril passado, foi feito um acordo de mais de milhão de
reais, por parte de um segmento produtivo da cidade. E, qual não foi a surpresa
do contribuinte que, no dia 13 de maio, ou seja, pouco mais de dez dias depois,
o cidadão teve suas contas de mais de milhão bloqueadas, comprometendo seriamente
sua produção.”
terça-feira, 16 de junho de 2015
Séculos de prisão são pedidos para os corruptos de Campinas
Os pedidos de 450 anos e 300 anos de prisão para a ex-primeira
dama de Campinas, Rosely Nassin Jorge Santos e para o ex-vice-prefeito Demétrio
Vilagra (PT), respectivamente, acusados que foram de corrupção, formação de
quadrilha e outros crimes, pelo Ministério Público pode não ser o fim do
processo – falta ainda a sentença em primeira instância e há recursos quase
infinitos depois – mas é a evidência de que os crimes foram muitos e graves.
O governo ao qual pertenciam era chefiado por Hélio de Oliveira
Santos (PDT) e Rosely, além do cargo honorífico, era a toda poderosa chefe do Gabinete,
ou seja, era a chefe dos secretários do seu marido.
Não era para ser ela no cargo e sim Alcides Mamizuka, um
político discreto que dificilmente aceitaria a “república de Mato Grosso” que
por aqui se instalou. Essa “república” foi composta por gente vinda de MT para
exercer cargos importantes em Campinas, trazendo como bagagem folhas corridas
de processos criminais.
Mas Mamizuka dançou antes mesmo da posse de Hélio, em 2005,
e Rosely assumiu o cargo de onde comandaria o maior esquema de corrupção que
Campinas já presenciou.
Seu marido não entrou no processo para que o mesmo não
saísse da primeira instância, pois ele teria foro privilegiado como prefeito
eleito. Mas jamais houve qualquer dúvida
que a esposa e ele agiam em conjunto. Aliás, um velho político campineiro me
confidenciou, antes mesmo da posse, que o plano da dupla era um só: entrar para
o rol dos milionários brasileiros.
A aliança com o PT já no primeiro mandato foi essencial para
os planos do casal. Aliás, essa aliança começou antes, dias depois do primeiro
turno que, surpreendentemente, colocou o tal do “doutor” Hélio no segundo turno
contra Carlos Sampaio (PSDB).
Diante da possibilidade de vencer o PSDB numa cidade
importante, Lula (na verdade deve ter sido José Dirceu) mandou alguns milhões
de reais para a então combalida campanha do PDT. Hélio havia até pensado em
desistir, já que não tinha recursos nem para bancar o programa de televisão. Quem
trouxe o dinheiro, dizem, foi Luiz Carlos Rocha Gaspar que depois foi nomeado
presidente da Ciatec – uma empresa municipal ligada ao polo de alta tecnologia.
Gaspar sobreviveu – surpreendentemente - no cargo até o início do segundo ano
do governo de Jonas Donizette (PSB) passando por três prefeitos depois de
Hélio, nas conturbadas sucessões após o escândalo e as cassações. Mas foi
durante esse tempo todo – nove anos! – uma espécie de “secretário fantasma”,
pois raramente aparecia até pra trabalhar. Era amigo (ainda deve ser) do então “primeiro-ministro”
de Lula, José
Dirceu e deve ter sido através dele que chegou a Campinas com as
verbas para sustentar a campanha de Hélio contra Carlão.
Eleito, Hélio recorreu a Lula para obter recursos para a
cidade. Como ambos tinham objetivos parecidos, a aliança fluiu bem. Lula jogou
cerca de R$ 500 milhões em Campinas (um quarto do orçamento da cidade à época) que
foram usados para inúmeras obras principalmente na região do Campo Grande, onde
Hélio até hoje desfruta de prestígio.
Enquanto Hélio desfrutava de um governo azeitado por verbas
federais, sua mulher deitava e rolava na chefia do Gabinete. Dizem que nenhum
processo de autorização de obra privada obtinha seu aval se seus interessados não
deixassem percentual de propina.
Como o dinheiro federal chegava fácil, Hélio foi reeleito
com um pé nas costas, em primeiro turno, com uma aliança que lhe dava quase
metade do horário eleitoral gratuito. O segundo mandato começou sem perder o
ritmo do primeiro: verbas federais e corrupção correndo solta.
Eu era colunista político do Correio Popular até pouco antes
da segunda eleição em 2008. Muita gente me contou que o governo era
extremamente corrupto, mas ninguém quis bancar uma denúncia. Eu mesmo fui
abordado para entrar no esquema, por uma quantia mensal que era o triplo do meu
salário. Recusei, claro. A proposta foi feita, em 2005, pelo então secretário
de Comunicação, Francisco de Lagos, que morreu no ano passado.
E assim foi durante cerca de seis anos, até o Ministério
Público revelar o processo que corria em segredo e mandar prender gente do
primeiro escalão do governo municipal, incluindo a chefe do esquema, Rosely,
que escapou da prisão se escondendo em lugar incerto e não sabido. Dizem que foi
numa famosa loja de Campinas, mas não há confirmação, por isso não vou citar a
loja.
A morosidade da Justiça brasileira acaba fazendo com que o
tempo apague as lembranças de muita gente. Mas não podemos esquecer que esses
réus todos se beneficiaram do dinheiro público, roubaram quantias
significativas que poderiam salvar vidas por ai, foram corruptos ao extremo e pagar
pelos seus crimes, passando longos anos na prisão é o mínimo que se espera que
aconteça com eles.
Gaeco desmantela quadrilha na região de Ribeirão Preto
Da newsletter do jornalista Moacyr Castro:
Festival de prisões
Operação do Gaeco busca suspeitos de fraude em concursos
públicos e falsificação de documentos na região de Ribeirão: vereadores,
secretários e advogados são investigados; serão realizados 20 mandados de prisão
e 55 de busca e apreensão. Marlene Gagliasso, vereadora de Pradópolis, é a chefe
do bando. Secretária de educação de Motuca, Elaine Cristina Marques Luiz, é
presa na operação.
Entre os procurados estão 07 empresários, 03
vereadores, 03 secretários municipais, 06 advogados e funcionários públicos. As
buscas estão sendo realizadas em 06 empresas, 18 Prefeituras Municipais e 11
Câmaras Municipais, entre outros locais. A investigação apontou possíveis
fraudes em 04 concursos públicos e mais de 30 processos licitatórios para a
contratação das empresas investigadas, que teriam recebido somente em 2014 e
2015 mais de 2 milhões de reais dos poderes públicos municipais em decorrência
desses contratos.
Dinâmica das Fraudes
Marlene Gagliaso, empresária e vereadora de
Pradópolis, se trata da cabeça do grupo criminoso, a qual vem usando a empresa
Gerencial Assessoria, sediada em Ribeirão Preto, para participar de licitações
fraudulentas, as quais redundavam ora na contratação, por Prefeituras e Câmaras
Municipais, ora de sua empresa, ora de empresas de pessoas ligadas a ela, como a
Absoluta Assessoria e a Persona Capacitação (de Ribeirão Preto e Fernandópolis,
respectivamente).
Marlene indicava os nomes das empresas para participarem das
licitações, as quais eram contratadas tanto para a realização de concursos
públicos (seleção de pessoal), como para a prestação de serviços de assessoria
(como a implantação do plano municipal de educação, alteração de estatuto de
servidores, assessoria administrativa perante o Tribunal de Contas etc.).
Tratavam-se de verdadeiras licitações dirigidas, em que não havia concorrência
de fato, já que apenas se revezavam as empresas pertencentes ao grupo ligado à
mentora do esquema. O rodízio de empresas permitia que o grupo não despertasse
atenção dos órgãos de controle e fiscalização.
Num segundo momento, as empresas
vencedoras dos certames promoviam concursos e processos seletivos nos órgãos
públicos. Nesses concursos, eram aprovadas e contratadas pessoas previamente
indicadas e apontadas por servidores públicos. Para essas fraudes, Marlene e
seus cúmplices se valiam de variados meios, desde a substituição das provas e
gabaritos até a simples alteração descarada da listagem de notas e classificação
final dos candidatos.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Bola fora de Alckmin
No fim de semana foi lançada, por alguns correligionários de
peso, a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente da República em
2018. Nem precisa ser mineiro pra dizer que é muito cedo pra qualquer
lançamento desse tipo. Geralmente, esse
tipo de estratégia” é lançada pelos adversários com um objetivo explícito:
queimar a candidatura, pois seus adversários terão muito mais tempo para
elaborar desgastes, bem como, no governo e como governador do maior Estado do
Brasil, o candidato terá muito mais flancos abertos para serem explorados pelos
inimigos. O lado bom é um só: se Alckmin não errar até se desincompatibilizar
para fazer campanha, será forte candidato.
Mas não errar em tanto tempo é muito difícil. E a prova da
dificuldade já está hoje nos jornais. O Ministério Público Estadual conseguiu reunir
indícios para sustentar a reabertura de processo criminal contra Gabriel
Chalita, ex-secretário de Educação de Alckmin e atualmente no mesmo cargo, só
que municipal, no governo de Fernando Haddad (PT). Chalita é investigado por
crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa
e passiva, e fraude a licitação.
Pois não é que Alckmin saiu em defesa do seu ex-secretário,
afirmando que tem plena confiança nele? Ora, Chalita já deu inúmeras provas de
que não é alguém em que se pode depositar confiança. Teve gestão marcada por comportamento
estranho e acusações várias de irregularidades. Se a acusação fosse, por exemplo,apenas por fraude em licitação, alguém poderia argumentar que se trata de algum
problema administrativo que será resolvido etc. e tal. Mas é muito difícil para
um órgão como o MPE estar totalmente enganado quando reúne provas, ou pelo
menos fortes indícios, suficientes para reabrir uma investigação de formação
de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, além da
fraude em licitação.
Alckmin, com toda sua experiência e tendo em vista seus interesses
políticos futuros, não poderia sair em defesa de alguém tão suspeito. E, pior:
uniu-se, na defesa de seu ex-secretário, a um inimigo mortal do PSDB, o PT, já que
Chalita agora é membro do governo de Fernando Haddad que, claro, também está defendendo
seu secretário de Educação.
Enfim, se é mesmo pra valer esse lançamento de candidatura a
presidente, Alckmin perdeu uma boa chance de mostrar que quer distância de
gente suspeita de tantos crimes.
Campinas: BRT nem começou e já está mais caro
Obras públicas no Brasil costumam começar com um preço e
terminar – sempre muito além do prazo inicial – com um preço quatro, cinco e até
mais vezes maior que o inicial. A inflação do período pode ser de um dígito,
mas os reajustes no preço da obra são sempre muito além da inflação.
Mas agora a Prefeitura de Campinas está inovando no setor.
Não que a inovação traga benefícios para a cidade, muito pelo contrário. É que uma obra prevista para começar no ano
passado e que ainda nem começou, já tem a previsão de preço final aumentada em
nada menos que 30%. Trata-se do corredor dos ônibus rápidos, que ligarão
regiões da cidade ao Centro. O projeto é conhecido como BRT – sigla de Bus
Rapid Transit – um sistema em que grandes ônibus transportam passageiros em corredores
exclusivos por grandes distâncias dentro do município. O sistema é bom e
viável, como já demonstraram outros países que o implantaram. Mas no Brasil a
coisa toda anda devagar, sempre. E cada vez mais cara.
A ideia de implantar esse sistema em Campinas surgiu ainda
no governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), cassado por corrupção.
Depois que o vice de Hélio (Demétrio Vilagra- PT) também foi cassado por corrupção,
Pedro Serafim (PDT) assumiu a Prefeitura de Campinas para completar o ano que
faltava de mandato e deu sequência ao projeto. Moveu mundos e fundos para
tentar viabilizar a obra em 2012, mas a burocracia brasileira e outras incompetências
públicas impediram.
Jonas Donizette (PSB) que assumiu em 2013, tinha a obra
como prioridade. Em seus discursos de campanha, ressaltava o bom trânsito no
Planalto (seu partido era da base do governo) para conseguir liberar a grana do
BRT. Mas, para a liberação das verbas são necessários projetos. O primeiro é o
básico, que já existia na gestão de Serafim, mas foi refeito com Jonas.
No Plano de Metas do atual governo está escrito na página 59
– “Realizar estudos, projetos básicos e executivos para a implantação de dois
corredores de ônibus nos eixos estruturais Campo Grande, Ouro Verde e
Perimetral conforme padrão BRT (Bus Rapid Transit).” Prazo: “ 1º Semestre 2014”.
Estamos perto do fim do primeiro semestre de 2015 e apenas o
projeto básico foi feito e está na Caixa Econômica Federal para “estudos”. E
foi esse que já calculou que o preço da obra ficar em 30% além do previsto. O
preço inicial é R$ 340 milhões, dos quais, por enquanto, R$ 45 milhões devem
sair dos cofres púbicos municipais.
Ora, o dinheiro federal para o projeto já tem números
definidos. Sairá do FGTS, do Orçamento Federal e da Prefeitura. Se hoje se
calcula que custará 30% a mais, de algum lugar terá de sair. O FGTS está em
vias de ser usado em grande parte para salvar o BNDES; o Orçamento Federal tem
um rombo enorme e o ministro Joaquim Levy está desesperado atrás de mais R$ 30
bilhões para ver se consegue fechar uma conta que não é das melhores. E o
desespero é tão grande que até na ressurreição da malfadada CPMF já estão
falando. E os cofres públicos municipais penam com a diminuição de arrecadação,
consequência da diminuição acentuada do PIB depois do desastre petista na
economia brasileira.
Se vai custar mais caro, com certeza implicará em novos
cálculos para conseguir mais dinheiro do FGTS e do Tesouro ou de outras fontes.
O que, convenhamos, na penúria em que o PT meteu o Brasil, não vai ser fácil
conseguir. Assim, o atraso na obra pode ser ainda maior e ultrapassar a
previsão de inauguração no primeiro semestre de 2016, como está previsto no
Plano de Metas. O que prejudicará, e muito, o interesse eleitoral do prefeito,
que está louco para inaugurar e mostrar na propaganda política, antes da
eleição do ano que vem, uma grande obra.
domingo, 14 de junho de 2015
Brasil cai 12 posições em competitividade
A maior crítica que se fazia ao governo populista de Lula
era que ele preferia aumentar programas sociais (que lhe rendia votos), gastar
dinheiro do BNDES com empresas escolhidas para serem as maiores e não
privatizar áreas que poderiam ganhar grande impulso nas mãos da iniciativa
privada. Ao mesmo tempo, aparelhava as agências esvaziando-lhes a missão de fiscalizar
a gestão de setores entregues a particulares.
O resultado, diziam os críticos,
seria a perda da competitividade no mercado mundial. Por quê? Ora essas
políticas afetavam a infraestrutura do país. Os programas sociais sem
fiscalização de contrapartidas mantinham parcelas produtivas da população no
ócio, como inúmeras reportagens já mostraram; alavancar empresários escolhidos
a dedo (Eike, Friboi...) era arriscado demais e facilitava a corrupção, além de
deixar outros setores a descoberto; não privatizar elevava cada vez mais as despesas
sobre o orçamento e esvaziar as agências deixava à vontade operadoras de
telefonia, de estradas e de aeroportos (entre outras) para que não cumprissem
todo o contrato e privilegiassem apenas o lucro.
O resultado, em 15 anos (os três últimos de FHC quando o
Brasil ainda não era bafejado pela melhora na economia mundial) é que o Brasil
foi perdendo posições na infraestrutura e o preço das commodities foi ficando
maior do que de outros concorrentes, mesmo o Brasil tendo uma dos mais produtivos
agronegócios do mundo.
Assim, o Brasil está agora amargando uma queda de 12
posições no ranking da competitividade mundial – caiu do 41º para 53º entre 61
países avaliados. E, pela perspectiva deste ano (PIB negativo) e do próximo
(PIB pouco acima de 1%) o Brasil do PT vai perder mais posições ainda. A reportagem
abaixo é do Estadão de hoje.
Brasil perde a corrida da infraestrutura
Renée Pereira - 4 Junho 2015
O baixo investimento
no setor de infraestrutura tem distanciado o Brasil dos principais concorrentes
e reduzido a competitividade do produto nacional. Nos últimos 15 anos, apesar
de algumas concessões feitas pelo governo na área de rodovias, aeroportos e energia,
o País perdeu 12 posições no ranking mundial, elaborado pelo International
Institute for Management Development (IMD) e compilado pela Fundação Dom
Cabral. Entre os 61 países avaliados, a infraestrutura nacional ocupa hoje a
53.ª posição – em 2001, estava em 41.º lugar.
Os leilões de
rodovias, aeroportos e energia, sem dúvida, ajudaram a melhorar a qualidade dos
ativos brasileiros. Mas não foram suficientes para desbancar os demais países,
que têm apostado mais na melhora da infraestrutura, explica o coordenador do
Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.
Segundo Arruda, responsável pela coleta de dados do Brasil para o ranking, o
País está fazendo muito pouco no setor enquanto outras nações elegeram a área
como estratégica para elevar a competitividade.
De 2012 para cá, seis
países ultrapassaram o Brasil no ranking: Jordânia, México, Tailândia, Romênia,
Ucrânia, Bulgária e Argentina. No México, concorrente direto do Brasil, o plano
para o setor de infraestrutura prevê investimentos – públicos e privados – de
US$ 590 bilhões nos próximos cinco anos. O pacote lançado na semana passada
pelo governo prevê R$ 198 bilhões (ou US$ 64 bilhões pela cotação de
sexta-feira), sendo R$ 69 bilhões (US$ 22 bilhões) até 2018.
O problema é que, com
base em experiências passadas, sabe-se que boa parte dos projetos apresentados
não sairão do papel. Em 2012, o governo lançou o Programa de Investimento em
Logística, mas a maioria dos empreendimentos não decolou. Além disso, a
participação do governo nos investimentos tem sido muito baixa, e deverá
continuar assim por causa da crise fiscal, afirma o economista Mansueto
Almeida, especialista em contas públicas.
Segundo ele, nos
últimos quatro anos, enquanto os gastos públicos cresceram R$ 200 bilhões, o
volume de investimento do governo avançou apenas R$ 20 bilhões. Isso inclui as
áreas de educação, saúde, desenvolvimento agrário e defesa. No setor de
transportes, os investimentos recuaram R$ 2 bilhões, o que representa queda
real de 16%. “A ideia do governo com o pacote é fazer com que a iniciativa
privada compense essa queda de investimento público.”
Nos últimos anos,
segundo a consultoria Inter.B, o Brasil investiu menos de 2,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) em infraestrutura. Pelos parâmetros internacionais, o País
deveria injetar, pelo menos, 3% do PIB só para manter os ativos existentes. Ou
seja, houve uma deterioração da infraestrutura, afirma o presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Rodrigues Martins.
Concorrentes
Enquanto isso, os
concorrentes do Brasil estão alguns passos à frente. Na Tailândia, investe-se
15% do PIB em infraestrutura; na China, 13%; Vietnã, 10%; Índia, 6%; e Chile,
5,1%. Para melhorar a qualidade dos ativos e alcançar níveis de países
industrializados, seria necessário aplicar entre 4% e 6% do PIB durante 20
anos. “Mas isso só vai acontecer quando a infraestrutura fizer parte de uma
política de Estado, o que não existe no Brasil”, afirma o presidente da
Inter.B, Cláudio Frischtak.
Para Frischtak, os
projetos do setor não podem ficar “ao sabor” dos governos de plantão, precisam
ser independentes dos ciclos eleitorais. Além disso, não se pode perder tempo
com propostas mirabolantes, que gastam energia e dinheiro e depois são
abandonadas. Além do trem-bala, entre Rio e São Paulo, a Empresa de
Planejamento e Logística (EPL) deixou de ser prioridade e foi esquecida. “Isso
sem contar a ferrovia Transnordestina, uma obra privada, mas financiada por
órgãos federais, e que nunca é concluída.”
sábado, 13 de junho de 2015
Verdades e mentiras do governo Dilma para atrair investidores
Propaganda do governo petista no exterior para atrair
investimentos: elogios às mudanças na era FHC e mentiras sobre avanços nos
governos do PT. A cara de pau dessa gente não tem tamanho mesmo. A reportagem abaixo é da Folha Online.
Para vender concessões no exterior, gestão Dilma elogia reformas de FHC
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
13/06/2015
Em busca de investidores estrangeiros para o seu
recém-lançado programa de concessões em infraestrutura, o governo Dilma
Rousseff faz propaganda – em inglês – de reformas promovidas pelos arquirrivais
tucanos.
"Após reformas macroeconômicas nos anos 1990, o
Brasil consolidou sua reputação como um país atrativo para investidores
internacionais", afirma, numa tradução livre, um site oficial voltado ao
mercado externo.
Lançado no ano passado pelos ministérios das Relações
Exteriores, do Desenvolvimento e da Agricultura, o site Brasil Export
(brasilexport.gov.br) agora também promove, na versão em inglês, o pacote de
concessões.
Anuncia-se um seminário, agendado para 29 de junho, em
que serão expostas as medidas do ajuste fiscal e as oportunidades criadas em
setores como rodovias, ferrovias e portos, com a participação da presidente.
HERANÇA BENDITA
O texto não chega a detalhar as transformações promovidas
na década de 90, marcada por reformas liberalizantes – como controle da
inflação, abertura da economia e privatizações.
Mas outro documento em inglês disponível no mesmo
endereço, o Guia do Investimento no Brasil 2014, é mais explícito.
"A estabilidade financeira e o vigor econômico do
Brasil decorrem de reformas promovidas nos anos 1980 e 1990 que abriram o país
ao comércio internacional e liberalizaram setores-chave da economia", diz
o texto.
As referências à herança tucana são mais evidentes quando
se aborda o Plano Real, que ajudou a eleger Fernando Henrique Cardoso em 1994.
"O plano", relata o texto do guia, "lançou as bases sobre as
quais o crescimento econômico posterior do país foi construído".
O documento chega a exagerar nos elogios ao dizer que o
Real instituiu, já no seu lançamento, o tripé que combina austeridade fiscal,
câmbio flutuante e metas de inflação –na verdade o tripé só foi adotado em
1999, quando o país vivia uma crise.
"Uma das principais consequências do fim da inflação
foi uma melhora na distribuição de renda", conclui-se, associando o plano
a uma realização sempre reivindicada pela retórica petista.
FEITOS PETISTAS
O site também trata de feitos dos governos Lula e Dilma,
utilizando dados inflados sobre o crescimento econômico e a ascensão social.
"Uma sólida administração da política
macroeconômica, um mercado doméstico dinâmico e o crescimento do comércio
exterior brasileiro levaram o PIB a uma expansão média [desde 2003] de 4% ao
ano."
Essa era a taxa contabilizada em 2011, no início do
governo Dilma. De lá para cá, a média caiu para 3,4% no ano passado e deve
chegar a 3% com a retração econômica esperada neste ano.
Repete-se ainda uma cifra da propaganda política segundo
a qual, no período, 36 milhões de pessoas teriam sido tiradas na miséria.
Os dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada, ligado à Presidência da República), bem mais modestos, apontam que o
número de indigentes caiu de 14,9 milhões, em 2002, para 6,5 milhões em 2012.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Mais impostos: é o PT “governando”
O governo petista só consegue arrecadar mais – e com isso
arranjar R$ 30 bilhões que, segundo dizem, está faltando para fechar o ajuste
fiscal neste ano – aumentando impostos. Não passa pela cabeça de Dilma e seus
asseclas que o governo poderia economizar muito dinheiro se reduzisse os
ministérios, se demitisse alguns milhares de assessores contratados para fazer
política partidária, se cobrasse dívidas de ditaduras que estão inadimplentes, se
parasse de fazer gentilezas para a Venezuela, para a Bolívia e para a
Argentina, entre outros governos fracassados, se fizesse uma política de
aproximação com países do primeiro mundo, se privatizasse estatais que sugam o
erário, se fiscalizasse mais e acharcasse menos os grandes sonegadores, enfim,
há muita coisa a ser feita que poderia impedir o aumento dos impostos.
Mas não. Falta dinheiro no governo para alcançar metas sem
as quais o mundo jamais vai confiar novamente no Brasil, sem as quais a
inflação não vai baixar, sem as quais a taxa Selic vai ter de ser mantida
elevada, sem as quais o consumo vai diminuir e as pesquisas com resultados
desfavoráveis ao governo petista vão aumentar, e dona Dilma e seus asseclas não
têm outra saída a não ser reinventar a CPMF, que em boa hora foi extinta pelo
Congresso.
E como se trata de medida altamente impopular, dificilmente a
criação de um novo (ou mesmo a recriação de um velho) imposto vai ter vida
fácil na Câmara e no Senado. Hoje seria quase impossível – sem uma daquelas
compras no atacado de deputados e senadores – aprovar essa nova estrovenga no
Congresso.
Para aprová-la, haverá também distribuição de cargos no governo
e aí seguimos o caminho em direção ao abismo total, já que esses cargos todos
oneram a folha e são preenchidos ou por incompetentes ou por assessores que vão
trabalhar para o político que os indicou e não para o governo. Em ambos os
casos, o cidadão que depende dos serviços do governo é quem se dá mal. E ainda terá
de pagar mais impostos. Trata-se da receita perfeita para que o país piore a
cada dia.
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